{"id":3802,"date":"2011-09-17T19:30:15","date_gmt":"2011-09-17T22:30:15","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=3802"},"modified":"2011-09-17T19:30:15","modified_gmt":"2011-09-17T22:30:15","slug":"em-cada-devoto-um-irmao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2011\/09\/17\/em-cada-devoto-um-irmao\/","title":{"rendered":"Em cada devoto um irm\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"color: #0000ff\"><a rel=\"attachment wp-att-3803\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/sincronicidade\/em-cada-devoto-um-irmao\/theotokoschristwscroll1\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-3803\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2011\/09\/theotokoschristwscroll1-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>J\u00e1 na minha inf\u00e2ncia e juventude, professava uma cordial devo\u00e7\u00e3o a Maria sant\u00edssima. Oxal\u00e1 tivesse agora a devo\u00e7\u00e3o de ent\u00e3o! Valendo-me da compara\u00e7\u00e3o de Rodr\u00edguez, sou como aqueles criados velhos das casas dos grandes que quase n\u00e3o servem para nada, considerados como trastes in\u00fateis, conservados na casa mais por compaix\u00e3o e caridade que pela utilidade de seus servi\u00e7os. Assim sou eu no servi\u00e7o da rainha dos c\u00e9us e da terra: por pura caridade e miseric\u00f3rdia me aguenta (&#8230;).<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #0000ff\">Santo Ant\u00f4nio Maria Claret<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><em>[<\/em><strong>Claret, Santo Ant\u00f4nio Maria<\/strong><em>. <\/em><strong>Autobiografia<\/strong><em>. Edi\u00e7\u00e3o para l\u00edngua portuguesa (Brasil) preparada por Br\u00e1s Lorenzetti, Oswair Chionzini. \u2013 S\u00e3o Paulo: Editora Ave-Maria, 2008, p. 63.]<\/em><\/span><\/p>\n<p>Onde quer que eu esteja se vejo algu\u00e9m usando uma medalha de Nossa Senhora j\u00e1 \u00e9 motivo suficiente para que eu veja ali um amigo ou irm\u00e3o. A simpatia \u00e9 imediata pelo puro e simples fato do uso da medalha. Acho que fa\u00e7o automaticamente o racioc\u00ednio de que, se temos uma m\u00e3e comum, no caso, Nossa Senhora, somos irm\u00e3os. E n\u00e3o t\u00eam sido poucas as vezes em que ouso mesmo me aproximar da pessoa e iniciar uma conversa tendo como pretexto aquela devo\u00e7\u00e3o. Na maioria das vezes minha tentativa de entabular um di\u00e1logo tem sido bem acolhida.<\/p>\n<p>Essa devo\u00e7\u00e3o surgiu em mim espontaneamente ainda na inf\u00e2ncia. Lembro que muito cedo adotei a pr\u00e1tica de quando ia dormir sentar na rede e rezar tr\u00eas \u00a0Ave Marias para Nossa Senhora. A mesma devo\u00e7\u00e3o eu tinha tamb\u00e9m por Dom Bosco, mas da origem dessa falarei em outra ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Rezar aquelas tr\u00eas Ave Marias me dava a convic\u00e7\u00e3o de que, o que quer que me acontecesse e onde quer que eu me encontrasse, estaria sob a prote\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora. \u00a0Mantive essa pr\u00e1tica at\u00e9 quase o in\u00edcio da idade adulta. Com o passar do tempo, outras devo\u00e7\u00f5es foram se somando, mas nunca deixei de ser um devoto da Virgem Maria.<\/p>\n<p>Quando adquiri um apartamento pr\u00f3prio, ao planejar uma estante para o aposento onde instalaria minha biblioteca e meu gabinete de estudos, a primeira coisa que fiz foi destinar um espa\u00e7o especial para uma imagem de Nossa senhora das Gra\u00e7as, aos p\u00e9s da qual nunca falta uma vela acesa, a menos que estejamos viajando, quando n\u00e3o fica ningu\u00e9m em casa.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m adquiri h\u00e1 mais de cinco anos uma dessas velas de vidro que t\u00eam no lugar do pavio uma luzinha amarela. Adorna-a uma ef\u00edgie de Nossa senhora do Perp\u00e9tuo Socorro. Essa tem permanecido sempre acesa desde ent\u00e3o, nunca sendo desligada da tomada.<\/p>\n<p>Com o tempo fui adquirindo tamb\u00e9m uma predile\u00e7\u00e3o especial pela recita\u00e7\u00e3o do ter\u00e7o. Procuro me manter na mais absoluta concentra\u00e7\u00e3o enquanto o fa\u00e7o. Recitar o ter\u00e7o foi uma das melhores formas que encontrei at\u00e9 o momento de me centrar. Durante essas recita\u00e7\u00f5es, em diversas ocasi\u00f5es me t\u00eam ocorrido \u00f3timos insights em ocasi\u00f5es em que tenho que tomar uma decis\u00e3o ou solucionar um determinado problema .\u00a0<\/p>\n<p>Tenho ter\u00e7os de diversos tipos e um dos meus projetos \u00e9, um dia, organizar um espa\u00e7o destinado ao estudo das religi\u00f5es onde eu possa ter um ambiente especialmente dedicado a Nossa Senhora, onde exporei suas imagens e a cole\u00e7\u00e3o de ter\u00e7os, al\u00e9m dos livros sobre mariologia.<\/p>\n<p>Apesar desse fasc\u00ednio pela figura de Nossa Senhora, nem sempre tenho sido um bom devoto, sei-o muito bem. Tantas vezes tenho sido relapso em minhas ora\u00e7\u00f5es&#8230; Mesmo assim, como mau filho, muitas vezes ingrato, vou seguindo na certeza de que, de alguma forma, sua bondade \u00e9 suficiente para acolher entre seus devotos um filho tosco e destrambelhado como eu, que na maioria das vezes n\u00e3o tem correspondido adequadamente \u00e0s gra\u00e7as que tem recebido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 na minha inf\u00e2ncia e juventude, professava uma cordial devo\u00e7\u00e3o a Maria sant\u00edssima. Oxal\u00e1 tivesse agora a devo\u00e7\u00e3o de ent\u00e3o! Valendo-me da compara\u00e7\u00e3o de Rodr\u00edguez, sou como aqueles criados velhos das casas dos grandes que quase n\u00e3o servem para nada, considerados como trastes in\u00fateis, conservados na casa mais por compaix\u00e3o e caridade que pela utilidade de seus servi\u00e7os. Assim sou eu no servi\u00e7o da rainha dos c\u00e9us e da terra: por pura caridade e miseric\u00f3rdia me aguenta (&#8230;).<br \/>\nSanto Ant\u00f4nio Maria Claret<br \/>\n[Claret, Santo Ant\u00f4nio Maria. Autobiografia. Edi\u00e7\u00e3o para l\u00edngua portuguesa (Brasil) preparada por Br\u00e1s Lorenzetti, Oswair Chionzini. \u2013 S\u00e3o Paulo: Editora Ave-Maria, 2008, p. 63.]<\/p>\n","protected":false},"author":50,"featured_media":3803,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-3802","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-13-arcano-xiii-de-maria-nunquam-satis"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3802","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/50"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3802"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3802\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}