{"id":4159,"date":"2011-10-29T06:15:31","date_gmt":"2011-10-29T09:15:31","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=4159"},"modified":"2011-10-29T06:15:31","modified_gmt":"2011-10-29T09:15:31","slug":"uma-sintese-da-mariologia-sob-tres-perspectivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2011\/10\/29\/uma-sintese-da-mariologia-sob-tres-perspectivas\/","title":{"rendered":"Uma s\u00edntese da mariologia sob tr\u00eas enfoques"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"color: #ff0000\"><a rel=\"attachment wp-att-4164\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/sincronicidade\/uma-sintese-da-mariologia-sob-tres-perspectivas\/mariologia_paredes\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-4164\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2011\/10\/Mariologia_Paredes-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>A mariologia supera em muito o simples dado b\u00edblico revelado. Maria de Nazar\u00e9 n\u00e3o \u00e9 um simples personagem como Sim\u00e3o Pedro, ou Paulo, ou Maria Madalena. Esses s\u00e3o personagens circunscritos em sua historicidade e, quando v\u00e3o al\u00e9m dela, fazem-no a partir de uma esp\u00e9cie de exemplaridade de tipo hier\u00e1rquico-institucional ou espiritual. O caso de Maria vai al\u00e9m. Ela emerge como um personagem arquet\u00edpico. Mais ainda: n\u00e3o poucos entendem que ela n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um personagem do passado, mas que \u00e9 \u201ccontempor\u00e2nea\u201d de todas as gera\u00e7\u00f5es que a sucedem, por aplicar-lhe a mesma imagem que Karl Barth refere a Jesus Cristo.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #ff0000\">\u00c9 preciso perguntar-se a que responde esse sentimento t\u00e3o profundo que se detecta nos povos, na gente, para com Maria, e n\u00e3o s\u00f3 em \u00e9pocas passadas, mas tamb\u00e9m atualmente. Que motivos existem para que milhares e milhares de pessoas acorram a seus santu\u00e1rios, re\u00fanam-se neles para orar, escutar a Palavra, encontrar-se com Jesus eucar\u00edstico, experimentar o consolo e ternura de Deus atrav\u00e9s dela?<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #ff0000\">Jos\u00e9 Cristo Rey Garcia Paredes\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><em>[<\/em><strong>Paredes, Jos\u00e9 Cristo Rey Garcia. Mariologia: s\u00edntese b\u00edblica, hist\u00f3rica e sistem\u00e1tica<\/strong><em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Joaquim Sobral. \u2013 S\u00e3o Paulo: Editora Ave-Maria, 2011, p. 7.]<\/em><\/span><\/p>\n<p>Um tratado de mariologia Abordando o tema sob tr\u00eas enfoques: b\u00edblico, hist\u00f3rico e sistem\u00e1tico. \u00c9 essa a proposta de Jos\u00e9 Cristo Rey Garc\u00eda Paredes no livro de sua autoria <em>Mariologia: S\u00edntese b\u00edblica, hist\u00f3rica e sistem\u00e1tica<\/em>. Quando o folheei pela primeira vez, vi logo que se tratava de uma obra fadada a se tornar refer\u00eancia no estudo da mariologia. Sua leitura posterior me fez ver que n\u00e3o me equivocara ao tirar tal conclus\u00e3o. \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>O autor divide a obra em tr\u00eas partes:<\/p>\n<p><em>Primeira Parte: Mariologia B\u00edblica. De m\u00e3e de um judeu marginal a \u201cRainha do C\u00e9u<\/em>\u201d. Cap. I \u2013 A m\u00e3e de um judeu marginal; Cap. II \u2013 A M\u00e3e do Rei dos judeus; Cap. III \u2013 A m\u00e3e agraciada e crente; Cap. IV \u2013 A m\u00e3e do Verbo que se fez carne; Cap. V \u2013 Maria e as deusas: o contexto religioso da \u00c1sia Menor.<\/p>\n<p><em>Segunda Parte: Mariologia Hist\u00f3rica. Mariologia estrutural, mariologia dos privil\u00e9gios<\/em>. Cap. VI \u2013 A nova Eva: Maria, a Igreja; Cap. VII \u2013 Maternidade virginal de Maria; Cap. VIII \u2013 A Imaculada, a Assun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Terceira Parte: Mariologia Sistem\u00e1tica. A primeira de nossa heran\u00e7a<\/em>. Cap. IX \u2013 A chave interpretativa: a verdade sobre Maria; Cap. X \u2013 Maternidade transcendente de Maria. <em>Et incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria virgine<\/em>; Cap. XI \u2013 A santidade de Maria, princ\u00edpio e fim; Cap. XII \u2013 Maria \u00e9 necess\u00e1ria? Sua fun\u00e7\u00e3o salv\u00edfica; Cap. XIII \u2013 A mulher na plenitude dos tempos.<\/p>\n<p>No final do livro, al\u00e9m de um \u00edndice onom\u00e1stico, que facilita depois a consulta aos autores citados, Paredes oferece, ainda, uma Bibliografia geral assim dividida: I. Textos antigos ou cl\u00e1ssicos de mariologia; II. Obras sistem\u00e1ticas, textos ou manuais; III. Reflex\u00f5es; IV. Investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica; V. Artigos.<\/p>\n<p>As palavras usadas por Jos\u00e9 Cristo Rey Garc\u00eda Paredes para concluir a Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 sua obra s\u00e3o t\u00e3o belas, que me fizeram pensar: isso \u00e9 o que eu gostaria tamb\u00e9m de dizer, caso venha a publicar algum dia um livro sobre Maria:<\/p>\n<p><em>Ao concluir este livro, reconhe\u00e7o suas limita\u00e7\u00f5es. Mas eu estou apaixonado pela mariologia do caminho. Espero que possa ajudar a caminhar. Que tenha talvez o impulso suficiente para suscitar, ao come\u00e7ar este terceiro mil\u00eanio, uma nova gera\u00e7\u00e3o de te\u00f3logas e te\u00f3logos capazes de dizer melhor o que aqui s\u00e3o apenas apontamentos. Tamb\u00e9m devo confessar uma impress\u00e3o, que desde o princ\u00edpio me apanhou de surpresa: quando uma pessoa se p\u00f5e a pensar em Maria, sente-se levada para cima e para baixo, para a direita e para a esquerda. Tenho a impress\u00e3o de que, para falar dela, precisei falar com tantos e tantas, de tantos e de tantas, que no final n\u00e3o sei&#8230; Ela \u00e9 todo um s\u00edmbolo. Ponto de encontro. \u00c9 inspira\u00e7\u00e3o<\/em> (p. 10).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mariologia supera em muito o simples dado b\u00edblico revelado. Maria de Nazar\u00e9 n\u00e3o \u00e9 um simples personagem como Sim\u00e3o Pedro, ou Paulo, ou Maria Madalena. 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