{"id":4241,"date":"2011-11-12T06:15:34","date_gmt":"2011-11-12T09:15:34","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=4241"},"modified":"2011-11-12T06:15:34","modified_gmt":"2011-11-12T09:15:34","slug":"maria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2011\/11\/12\/maria\/","title":{"rendered":"O influxo do Esp\u00edrito Santo em Maria"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"color: #0000ff\"><a rel=\"attachment wp-att-4245\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/sincronicidade\/maria\/nossa-senhora-das-vitorias\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-4245\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2011\/11\/Nossa-Senhora-das-Vit\u00f3rias-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><em>\u00c9 assim que se fala da \u201csantidade original\u201d de Maria, atribu\u00edda \u00e0 obra do Esp\u00edrito Santo, que a plasmou e dela fez nova criatura; do pr\u00f3prio Esp\u00edrito Santo, que na anuncia\u00e7\u00e3o consagrou e tornou fecunda a virgindade de Maria, transformando-a em pal\u00e1cio do Rei e t\u00e1lamo do Verbo, templo ou tabern\u00e1culo do Senhor, arca da alian\u00e7a ou da santifica\u00e7\u00e3o (t\u00edtulos patr\u00edsticos, mas ricos de resson\u00e2ncias b\u00edblicas); da rela\u00e7\u00e3o sublime existente entre o Esp\u00edrito Santo e Maria, compar\u00e1vel ao aspecto esponsal, por causa da qual a Virgem foi chamada santu\u00e1rio do Esp\u00edrito Santo, express\u00e3o que enfatiza o car\u00e1ter sagrado da Virgem, que se tornou morada est\u00e1vel do Esp\u00edrito de Deus; da plenitude de gra\u00e7a e da abund\u00e2ncia de dons com que o Esp\u00edrito enriqueceu a Virgem, de modo tal que ao Esp\u00edrito Santo foram atribu\u00eddas a f\u00e9, a esperan\u00e7a e a caridade que animavam o cora\u00e7\u00e3o da Virgem, a for\u00e7a que sustentava a sua ades\u00e3o \u00e0 vontade de Deus, o vigor que a mantinha de p\u00e9 na sua compaix\u00e3o junto a cruz; da particular influ\u00eancia do Esp\u00edrito no <\/em>Magnificat<em>, em que Maria se faz porta-voz prof\u00e9tica da palavra de Deus; da descida do Esp\u00edrito no pentecostes, com Maria presente junto \u00e1 igreja nascente, fundamento do recurso \u00e0 intercess\u00e3o da Virgem para obter do Esp\u00edrito a capacidade de gerar Cristo na pr\u00f3pria alma.<\/em><\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #0000ff\">A. Amato<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><em>[<\/em><strong>Amato, A.<\/strong><em> Verbete: <\/em><strong>Esp\u00edrito Santo<\/strong><em>, p. 458. Em: <\/em><strong>Dicion\u00e1rio de Mariologia. Dirigido por Stefano De Fiores e Salvatore Meo<\/strong><em>. Tradutores: \u00c1lvaro A. Cunha, Hon\u00f3rio Dalbosco, Isabel F. L. Ferreira. \u2013 S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995. \u2013 (Dicion\u00e1rios)]<\/em><\/span><\/p>\n<p>Conforme o relato b\u00edblico, Maria concebeu o Verbo sob o influxo do Esp\u00edrito Santo. Esse pressuposto constitui, seguramente, um dos aspectos mais controversos e misteriosos da Encarna\u00e7\u00e3o de Cristo. E n\u00e3o poderia mesmo ser diferente. Uma Virgem conceber sem que haja o intercurso sexual \u00e9 um fato duplamente perturbador. Primeiro, pela aus\u00eancia do contato sexual, condi\u00e7\u00e3o <em>sine qua non<\/em> para que a vida seja gerada. Segundo, pelo fato de, tendo gerado um filho, a m\u00e3e permanecer, ainda assim, virgem.<\/p>\n<p>Essas quest\u00f5es t\u00eam sido objeto de pol\u00eamica e acaloradas discuss\u00f5es ao longo de s\u00e9culos, sem, \u00e9 claro, que se chegue a um consenso. Na verdade, \u00e9 bobagem procurar um consenso sobre quest\u00f5es dessa ordem. N\u00e3o h\u00e1 como resolv\u00ea-las racionalmente, porque racionalmente estamos lidando com impossibilidades.<\/p>\n<p>Quest\u00f5es dessa monta se resolvem noutros planos, dos quais n\u00e3o h\u00e1 como fugir: ou se coloca a quest\u00e3o na perspectiva m\u00edtica ou na perspectiva da f\u00e9. Em ambos os casos, fica exclu\u00edda a possibilidade de uma comprova\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do fato.<\/p>\n<p>Ocorre que, na figura de Maria, tem lugar um evento em que a Trindade se manifesta de forma paradigm\u00e1tica. Uma mulher, ao acolher a vontade de Deus, gera em seu \u00fatero, sob o influxo do Esp\u00edrito Santo, o Filho enviado por Ele com a miss\u00e3o de redimir a humanidade. Este fato pode ser elencado, provavelmente, como o mist\u00e9rio basilar de toda a hist\u00f3ria do cristianismo e seus posteriores desdobramentos.<\/p>\n<p>Gosto muito de refletir sobre este mist\u00e9rio porque ele sempre me leva a quest\u00f5es que dizem respeito a aspectos muito presentes na vida de qualquer crist\u00e3o que queira levar a s\u00e9rio a sua op\u00e7\u00e3o religiosa. Na verdade, talvez eu n\u00e3o possa usar aqui a palavra crist\u00e3o de forma generalizada, porque, em se tratando da Trindade e da Virgem Maria, h\u00e1 pontos muito pol\u00eamicos entre as diversas Igrejas crist\u00e3s. Portanto, talvez fosse mais l\u00edcito me reportar \u00e0 perspectiva cat\u00f3lica, na qual me incluo.<\/p>\n<p>Pois bem, falando dessa perspectiva, os aspectos a que me referia s\u00e3o, em primeiro lugar, a quest\u00e3o da vontade de Deus. Sempre me pergunto sobre isso: existe uma vontade de Deus a que se deve dizer sim? Em caso afirmativo, como saber qual \u00e9 essa vontade? Como saber quando estamos sendo tocados por ela? No caso de Nossa Senhora, ela soube qual era a vontade de Deus e, em nenhum momento, titubeou. Ela disse sim, e sua aquiesc\u00eancia foi suficiente para desencadear um fato de propor\u00e7\u00f5es estupendas.<\/p>\n<p>Um segundo aspecto que gostaria de salientar \u00e9 o da a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Ao sim de Maria seguiu-se a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo nela, e dessa a\u00e7\u00e3o resultou o grande mist\u00e9rio que h\u00e1 mais de dois mil\u00eanios perpassa de forma inquietante a hist\u00f3ria da humanidade: a Encarna\u00e7\u00e3o do Verbo.<\/p>\n<p>Certamente pode-se afirmar que, em Maria, o Esp\u00edrito Santo manifestou-se plenamente<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 assim que se fala da \u201csantidade original\u201d de Maria, atribu\u00edda \u00e0 obra do Esp\u00edrito Santo, que a plasmou e dela fez nova criatura; do pr\u00f3prio Esp\u00edrito Santo, que na anuncia\u00e7\u00e3o consagrou e tornou fecunda a virgindade de Maria, transformando-a em pal\u00e1cio do Rei e t\u00e1lamo do Verbo, templo ou tabern\u00e1culo do Senhor, arca da alian\u00e7a ou da santifica\u00e7\u00e3o (t\u00edtulos patr\u00edsticos, mas ricos de resson\u00e2ncias b\u00edblicas); da rela\u00e7\u00e3o sublime existente entre o Esp\u00edrito Santo e Maria, compar\u00e1vel ao aspecto esponsal, por causa da qual a Virgem foi chamada santu\u00e1rio do Esp\u00edrito Santo, express\u00e3o que enfatiza o car\u00e1ter sagrado da Virgem, que se tornou morada est\u00e1vel do Esp\u00edrito de Deus; da plenitude de gra\u00e7a e da abund\u00e2ncia de dons com que o Esp\u00edrito enriqueceu a Virgem, de modo tal que ao Esp\u00edrito Santo foram atribu\u00eddas a f\u00e9, a esperan\u00e7a e a caridade que animavam o cora\u00e7\u00e3o da Virgem, a for\u00e7a que sustentava a sua ades\u00e3o \u00e0 vontade de Deus, o vigor que a mantinha de p\u00e9 na sua compaix\u00e3o junto a cruz; da particular influ\u00eancia do Esp\u00edrito no Magnificat, em que Maria se faz porta-voz prof\u00e9tica da palavra de Deus; da descida do Esp\u00edrito no pentecostes, com Maria presente junto \u00e1 igreja nascente, fundamento do recurso \u00e0 intercess\u00e3o da Virgem para obter do Esp\u00edrito a capacidade de gerar Cristo na pr\u00f3pria alma.<br \/>\nA. Amato<br \/>\n[Amato, A. Verbete: Esp\u00edrito Santo, p. 458. Em: Dicion\u00e1rio de Mariologia. Dirigido por Stefano De Fiores e Salvatore Meo. Tradutores: \u00c1lvaro A. Cunha, Hon\u00f3rio Dalbosco, Isabel F. L. Ferreira. \u2013 S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995. \u2013 (Dicion\u00e1rios)] <\/p>\n","protected":false},"author":50,"featured_media":4245,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-4241","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-13-arcano-xiii-de-maria-nunquam-satis"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4241","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/50"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4241"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4241\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4245"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}