{"id":4402,"date":"2011-11-28T10:40:03","date_gmt":"2011-11-28T13:40:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=4402"},"modified":"2011-11-28T10:40:03","modified_gmt":"2011-11-28T13:40:03","slug":"um-turbilhao-de-sincronicidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2011\/11\/28\/um-turbilhao-de-sincronicidades\/","title":{"rendered":"Um turbilh\u00e3o de sincronicidades"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"color: #800080\"><a rel=\"attachment wp-att-4405\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/sincronicidade\/um-turbilhao-de-sincronicidades\/coincidencias-existem-__g268195\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-4405\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2011\/11\/Coincidencias-existem-__g268195-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2011\/11\/Coincidencias-existem-__g268195-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2011\/11\/Coincidencias-existem-__g268195-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2011\/11\/Coincidencias-existem-__g268195.jpg 221w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Nos dias de hoje, a sincronicidade tem sido cada vez mais considerada um aspecto instigante da vida, mas de dif\u00edcil explica\u00e7\u00e3o. Para mim, trata-se de uma curiosidade fascinante. Minhas experi\u00eancias sincron\u00edsticas, e as de outros que as compartilharam comigo, me convenceram de que estamos lidando com algo muito maior e mais estranho do que podemos entender neste momento. Mais estranho do que podemos imaginar \u2013 talvez at\u00e9 mesmo mais estranho do que nossa mente possa alcan\u00e7ar.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #800080\">Jan Cederquist<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #800080\"><em>[<\/em><strong>Cederquist, Jan. Coincid\u00eancias existem?: casos e acasos incr\u00edveis na busca por resposta para a vida<\/strong><em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Renata Marcondes. \u2013 S\u00e3o Paulo: Editora Gente, 2011, p. 16.]<\/em><\/span><\/p>\n<p>Na semana passada comentei aqui um livro que traz uma s\u00e9rie de relatos de sincronicidades. O autor, por\u00e9m, se limitou ao relato dos fatos, n\u00e3o se detendo em explica\u00e7\u00f5es. Hoje quero apresentar aos leitores um outro livro que, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de acontecimentos sincr\u00f4nicos, como os intitula o autor, traz ainda reflex\u00f5es e hip\u00f3teses sobre poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es para o fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Trata-se do livro <em>Coincid\u00eancias existem?: casos e acasos incr\u00edveis na busca por respostas para a vida<\/em>, de autoria de Jan Cederquist, publicado pela Editora Gente. Partindo do relato de diversos fatos acontecidos com ele pr\u00f3prio &#8211; \u201cum turbilh\u00e3o de sincronicidades\u201d -, o autor vai entremeando \u00e0s curiosas e surpreendentes hist\u00f3rias algumas digress\u00f5es e hip\u00f3teses que poderiam explicar o estranho fen\u00f4meno da sincronicidade. Para tanto, se vale das mais recentes teorias da f\u00edsica, mas tamb\u00e9m recorre \u00e0 psicologia, \u00e0 filosofia, \u00e0 parapsicologia e a at\u00e9 a autores como Lao Ts\u00e9, adentrando o dom\u00ednio da espiritualidade.<\/p>\n<p>Logo no in\u00edcio do livro, no cap\u00edtulo 3, o autor faz uma instigante afirma\u00e7\u00e3o, que d\u00e1 uma ideia do terreno por onde ele trafega em suas incurs\u00f5es pelo universo da sincronicidade:<\/p>\n<p><em>\u00c9 poss\u00edvel que o c\u00e9rebro humano seja, com as partes mais profundas do oceano, o \u00faltimo territ\u00f3rio na Terra que ainda n\u00e3o foi explorado por completo. Talvez n\u00e3o esteja distante o momento em que perceberemos que a consci\u00eancia humana \u00e9, dentre todas as quest\u00f5es, a mais importante e fundamental; que ela \u00e9 muito mais do que um conjunto de processos mensur\u00e1veis no interior de nosso cr\u00e2nio. E que existe uma rela\u00e7\u00e3o desconhecida, pelo menos at\u00e9 agora, entre mente e mat\u00e9ria \u2013 uma rela\u00e7\u00e3o que pode n\u00e3o ser de aprisionamento, mesmo que se situe dentro dos limites de tempo e espa\u00e7o<\/em> (p. 40).<\/p>\n<p>Essa \u00faltima quest\u00e3o, a da nossa rela\u00e7\u00e3o com as dimens\u00f5es do tempo e do espa\u00e7o, perpassa parte das discuss\u00f5es sobre o fen\u00f4meno. A prop\u00f3sito, escreve:<\/p>\n<p><em>Em seu livro <\/em>O efeito Isa\u00edas<em>, Gregg Braden afirma que, em geral, compreendemos o tempo como linear e horizontal. Vemos o tempo como uma linha proveniente do passado, passando pelo presente, rumo ao futuro. Para mim, ela vai da esquerda para a direita.<\/em><\/p>\n<p><em>No entanto, o tempo possui tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o vertical. Cada ponto, cada momento naquela linha horizontal, \u00e9 cruzado por uma linha vertical que cont\u00e9m o potencial para todos os eventos imagin\u00e1veis e inimagin\u00e1veis. \u00c9 poss\u00edvel que nosso estado emocional exer\u00e7a influ\u00eancia na determina\u00e7\u00e3o daqueles que de fato ocorrer\u00e3o na realidade espa\u00e7o-tempo. Essa poderia ser uma explica\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o pela qual algumas pessoas parecem possuir toda sorte, enquanto outras sentem-se constantemente assombradas pela m\u00e1 sorte<\/em> (p. 201).<\/p>\n<p>Jan Cederquist, o autor, foi um dos redatores publicit\u00e1rios mais bem-sucedidos da Su\u00e9cia e um l\u00edder diferenciado na \u00e1rea da propaganda daquele pa\u00eds. Obteve destaque com v\u00e1rios pr\u00eamios que recebeu dentro e fora de seu pa\u00eds por sua criatividade. Al\u00e9m de suas atividades profissionais, sempre encontrou tempo para concentrar sua aten\u00e7\u00e3o em \u00e1reas pelas quais tinha profundo entusiasmo: filosofia, psicologia e quest\u00f5es espirituais. Deixou a ind\u00fastria da propaganda em 1994 para se dedicar exclusivamente a escrever, e tamb\u00e9m para praticar jardinagem e tocar jazz em seu contrabaixo. Ele faleceu em 2009. Era casado, tinha quatro filhos e vivia em Lindigo, uma ilha no sub\u00farbio de Estocolmo.<\/p>\n<p><em>Coincid\u00eancias Existem?: casos e acasos incr\u00edveis na busca por respostas para a vida<\/em> \u00e9 um livro que se l\u00ea com imenso prazer, seja pelo relato dos curios\u00edssimos e surpreendentes casos narrados, seja pelo universo de explica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, o que faz ver o quanto temos ainda que avan\u00e7ar em termos de conhecimento da consci\u00eancia humana. \u00c9, tamb\u00e9m, um convite para que se d\u00ea mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0s supostas coincid\u00eancias para as quais nem sempre atentamos. Esse convite \u00e9 patenteado pela cita\u00e7\u00e3o de Agatha Christie, posta por Jan Cederquist na p\u00e1gina que antecede o \u00edndice de seu livro:<\/p>\n<p><em>\u201cSempre vale a pena\u201d, disse a senhora Marple a si mesma, \u201cprestar aten\u00e7\u00e3o em cada coincid\u00eancia. Futuramente, pode-se descart\u00e1-la caso tenha sido mesmo apenas uma coincid\u00eancia\u201d.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias de hoje, a sincronicidade tem sido cada vez mais considerada um aspecto instigante da vida, mas de dif\u00edcil explica\u00e7\u00e3o. Para mim, trata-se de uma curiosidade fascinante. Minhas experi\u00eancias sincron\u00edsticas, e as de outros que as compartilharam comigo, me convenceram de que estamos lidando com algo muito maior e mais estranho do que podemos entender neste momento. Mais estranho do que podemos imaginar \u2013 talvez at\u00e9 mesmo mais estranho do que nossa mente possa alcan\u00e7ar.<br \/>\nJan Cederquist<br \/>\n[Cederquist, Jan. Coincid\u00eancias existem?: casos e acasos incr\u00edveis na busca por resposta para a vida. Tradu\u00e7\u00e3o de Renata Marcondes. \u2013 S\u00e3o Paulo: Editora Gente, 2011, p. 16.]<\/p>\n","protected":false},"author":50,"featured_media":4405,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-4402","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-03-arcano-iii-digressoes-de-um-bibliofilo"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/50"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4402"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4402\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4405"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}