{"id":5460,"date":"2014-08-11T12:42:42","date_gmt":"2014-08-11T15:42:42","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=5460"},"modified":"2014-08-11T12:42:42","modified_gmt":"2014-08-11T15:42:42","slug":"pequenas-historias-grandes-mensagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2014\/08\/11\/pequenas-historias-grandes-mensagens\/","title":{"rendered":"Pequenas hist\u00f3rias, grandes mensagens"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"color: #800080\">Vou lhes contar como podemos ser elegantes ao usar as palavras. Para isso, vou lhes falar de palavras elegantes. Se o que tivermos a dizer de algu\u00e9m ou de alguma situa\u00e7\u00e3o couber nestas palavras podemos seguir em frente. Caso contr\u00e1rio, \u00e9 melhor recuar&#8230;<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #800080\">Assis Almeida<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #800080\">[<strong>Almeida, Assis. Hist\u00f3rias que motivam<\/strong>. Fortaleza: Premius, 2004; As palavras elegantes, p. 107].<\/span><\/p>\n<p>Dia desses uma amiga me deu de presente um livro. Entregou-mo com a seguintes observa\u00e7\u00e3o: \u201cVasco, fui \u00e0 livraria procurar um livro para voc\u00ea. Ao olhar para este, ele piscou para mim e resolvi traz\u00ea-lo\u201d. Pois bem, relato este fato para introduzir um outro que gostaria de narrar aqui. Semana passada, ao sair do supermercado, enquanto me dirigia ao estacionamento passei defronte a uma banca de revistas onde vi um livro envolto em pl\u00e1stico que, amarrado a um cord\u00e3o, pendia do expositor. \u00a0Sem nenhuma inten\u00e7\u00e3o de parar na banca de revistas, bastou um olhar de relance e um vislumbre r\u00e1pido da capa para que eu mudasse de dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O livro piscara para mim. N\u00e3o sei se foi a borboleta estampada na capa, com seu belo colorido, ou o t\u00edtulo, \u201cHist\u00f3rias que motivam\u201d, o que me atraiu. Talvez ambos. Dirigi-me \u00e0 dona da banca e, sem mais delongas, tratei logo de adquiri-lo. A capa envelhecida e as bordas amareladas e manchadas n\u00e3o foram motivo para que eu me negasse a pagar o pre\u00e7o cobrado, como se o livro fosse novo. Importava-me n\u00e3o a apar\u00eancia, mas o conte\u00fado. E aquele livro prometia.<\/p>\n<p>Como sempre fa\u00e7o quando adquiro um livro, abri-o aleatoriamente. P\u00e1gina 118. Meus olhos pousaram direto na frase: \u201cMudando a ordem dos verbos, mudamos o peso das a\u00e7\u00f5es!\u201d Uma frase curta, concisa, certeira, dessas que fazem pensar&#8230; e muito. Reli a frase. Logo abaixo, a observa\u00e7\u00e3o do autor, destacada em it\u00e1lico: \u201cVamos abrir as janelas da mente e do cora\u00e7\u00e3o para novas leituras de antigas situa\u00e7\u00f5es. Mudemos a posi\u00e7\u00e3o dos verbos, usemos palavras diferentes e avancemos\u201d (A ordem dos verbos, p. 117-118).<\/p>\n<p>Foi o bastante. Estava justificada a aquisi\u00e7\u00e3o. Vi que n\u00e3o havia sido um equ\u00edvoco a piscadela que me impelira a levar para casa \u201cHist\u00f3rias que motivam\u201d. \u00c0 noite, depois do jantar, tive oportunidade de conhecer melhor o conte\u00fado. Folheando suas p\u00e1ginas, descobri que \u201cA maior necessidade do ser humano \u00e9 cultivar sua autoestima\u201d (O verdadeiro valor, p. 53) e que \u201cAs pessoas foram criadas para o infinito!\u201d (O encontro da r\u00e3 com a tartaruga azul, p. 95-96). Se assim \u00e9, de fato, sugere o autor, \u201cAvance!\u201d<\/p>\n<p>Avan\u00e7ar, pois, \u00e9 preciso, seguir em frente, desbravar novos horizontes. Nunca esquecendo, por\u00e9m que \u201cSomos semelhantes ao l\u00e1pis em tudo o que realizamos\u201d. N\u00e3o se pode, pois, dispensar o apontador, aquele que proporcionar ao l\u00e1pis as necess\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es para desempenhar a miss\u00e3o que lhe foi confiada. Portanto, \u201c\u00c9 preciso confiar em Deus, jamais achar que sozinho se consegue realizar algo e estar disposto a agir com paci\u00eancia, reconhecendo os erros e se deixando podar para melhorar sempre\u201d (A compara\u00e7\u00e3o, p. 33).<\/p>\n<p>Suavemente e sem esfor\u00e7o fui me deixando conduzir pelas \u201cHist\u00f3rias que motivam\u201d. Aos poucos, fui sendo impregnado pelas mensagens propostas pelo autor, n\u00e3o tardando a dar-lhe raz\u00e3o, quando afirma: \u201cNingu\u00e9m duvide da for\u00e7a das palavras. Nossas palavras de incentivo ou de des\u00e2nimo podem mudar uma vida. A leitura que fazemos das palavras e frases que ouvimos diariamente transformam a vida, \u00e0s vezes de forma positiva outras negativa&#8230; Mas nunca permanecemos do jeito que est\u00e1vamos\u201d (Prop\u00f3sito do sonho, p. 99).<\/p>\n<p>\u00c9 isso o que prop\u00f5e Assis Almeida, o autor, com suas \u201cHist\u00f3rias que motivam\u201d, livro que tem como subt\u00edtulo \u201cPar\u00e1bolas e narrativas de transforma\u00e7\u00e3o\u201d. As palavras, se colocadas de forma correta e oportuna, de fato trazem em si um grande potencial de mudan\u00e7a. N\u00e3o creio que haja um leitor que passe inc\u00f3lume \u00e0 possibilidade de alguma transforma\u00e7\u00e3o, por m\u00ednima que seja, ap\u00f3s haurir as belas e edificantes mensagens disseminadas ao longo desse livro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vou lhes contar como podemos ser elegantes ao usar as palavras. Para isso, vou lhes falar de palavras elegantes. 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