{"id":5483,"date":"2014-09-23T09:44:57","date_gmt":"2014-09-23T12:44:57","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=5483"},"modified":"2014-09-23T09:44:57","modified_gmt":"2014-09-23T12:44:57","slug":"ajustando-vela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2014\/09\/23\/ajustando-vela\/","title":{"rendered":"Ajustando a vela"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"color: #800080\">A brisa da gra\u00e7a divina sopra sobre todos n\u00f3s. Mas precisamos ajustar a vela para que ela a receba.<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #800080\">Atribu\u00eddo a Ramakrishna (1836-1886), \u00cdndia<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #800080\">[<strong>1001 p\u00e9rolas de sabedoria Budista: ideias que iluminam e trazem paz interior<\/strong> \/ selecionadas por The\u00a0 Buddhist \u00a0Society; tradu\u00e7\u00e3o Clara Allain. \u2013 S\u00e3o Paulo: Publifolha, 2007, 647.]<\/span><\/p>\n<p>A cita\u00e7\u00e3o acima me fez pensar no quanto necessitamos, de vez em quando, fazer um ajuste na vela do barco de nossa vida. N\u00e3o s\u00e3o poucas as vezes em que percebemos que as coisas n\u00e3o est\u00e3o caminhando exatamente como planejamos ou imagin\u00e1ramos. Parece que estamos fazendo tudo certinho, seguindo todos os tr\u00e2mites necess\u00e1rios e, ainda assim, percebemos que vamos seguindo numa dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ou ligeiramente diferente daquela t\u00ednhamos em mira. Parece at\u00e9 que o vento est\u00e1 soprando numa dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em ocasi\u00f5es assim, talvez seja necess\u00e1rio fazer uma ligeira parada para tentar checar o que est\u00e1, de fato, acontecendo. N\u00e3o resta d\u00favida de que, algumas vezes, o vento n\u00e3o nos \u00e9 favor\u00e1vel e sopra mesmo em outras dire\u00e7\u00f5es. Mas nem sempre \u00e9 assim. Ser\u00e1 que, antes de culpar o vento, que supostamente estaria soprando em outra dire\u00e7\u00e3o, n\u00e3o seria melhor verificar a vela do nosso barco?<\/p>\n<p>Claro que culpar o vento \u00e9 muito mais c\u00f4modo. Reajustar a vela do barco pode ser trabalhoso. Requer esfor\u00e7o. Exige que saiamos da nossa zona de conforto, que nos movamos. H\u00e1 o risco at\u00e9 mesmo da vela sofrer algum dano, devido \u00e0 impetuosidade do vento. Nesse caso, uma certa prud\u00eancia pode ser necess\u00e1ria. Sabe-se que a vela est\u00e1 precisando de um ajuste ou, at\u00e9, de alguns ajustes. Mas agir com precipita\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai resolver o problema. Na verdade, poder\u00e1 at\u00e9 complica-lo mais ainda.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, fiquemos atentos e aguardemos o momento certo para agir. Quando soprar uma brisa um pouquinho mais suave, \u00e9 porque chegou a hora do ajuste. A\u00ed, sim, m\u00e3os \u00e0 obra.<\/p>\n<p>Esse ajuste n\u00e3o implica, necessariamente, uma mudan\u00e7a de rumo. \u00c9 prov\u00e1vel que se trate muito mais de adequar a nossa vela \u00e0 natureza do vento que sopra, para que o barco possa seguir sereno em dire\u00e7\u00e3o ao almejado porto.<\/p>\n<p>Creio que todos n\u00f3s temos um porto ao qual se destina o barco de nossa vida. Igualmente, acredito que todos n\u00f3s sejamos agraciados com bons ventos que sopram em nossa dire\u00e7\u00e3o, enfunando a vela para que sigamos o destino que nos cabe realizar. \u00a0N\u00e3o nos recuemos, pois, a navegar, quando somos solicitados a isso. Barco algum foi feito para ficar parado num porto. Ele foi feito para navegar. Assim \u00e9 a vida. Aproveitemos, pois, a brisa, quando ela soprar enfunando a nossa vela, antes que a eterna calmaria se fa\u00e7a&#8230; mesmo que para isso tenhamos que fazer muitos ajustes ao longo da travessia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A brisa da gra\u00e7a divina sopra sobre todos n\u00f3s. Mas precisamos ajustar a vela para que ela a receba. 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