{"id":5544,"date":"2015-01-03T13:12:26","date_gmt":"2015-01-03T16:12:26","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=5544"},"modified":"2015-01-03T13:12:26","modified_gmt":"2015-01-03T16:12:26","slug":"uma-bela-iniciacao-ao-rosario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2015\/01\/03\/uma-bela-iniciacao-ao-rosario\/","title":{"rendered":"Uma bela Inicia\u00e7\u00e3o ao Ros\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"color: #0000ff\">Quando estou compondo uma obra e sinto que me foge a inspira\u00e7\u00e3o, pego no Ros\u00e1rio e rezo. Logo me vem \u00e0 mente as melodias em caudais e, por vezes, com tanta abund\u00e2ncia que nem tenho condi\u00e7\u00f5es de as anotar todas.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #0000ff\">Joseph Haydn, compositor alem\u00e3o<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">[Citado em: <strong>Henrique, Pe. Jo\u00e3o; Cadeddu, Pe. Antonello e Comunidade Alian\u00e7a de Miseric\u00f3rdia. O Ros\u00e1rio da Virgem Maria<\/strong>. \u2013 S\u00e3o Paulo: Palavra e Prece, 2010, p. 109.]<\/span><\/p>\n<p>Devido ao meu projeto de organizar para uso pessoal uma pequena biblioteca de mariologia, h\u00e1 alguns anos venho comprando livros sobre o Ros\u00e1rio. Recentemente adquiri um que, somente ontem, resolvi ler. Trata-se da publica\u00e7\u00e3o \u201cO Ros\u00e1rio da Virgem Maria\u201d, de autoria do Pe. Jo\u00e3o Henrique, Pe. Antonello Cadeddu e Comunidade Alian\u00e7a de Miseric\u00f3rdia. \u00a0Iniciei a leitura ontem \u00e0 noite e a conclu\u00ed na manh\u00e3 de hoje. Foi uma leitura t\u00e3o envolvente que, n\u00e3o tendo conseguido concluir ontem, esta manh\u00e3, \u00e0s seis horas, eu j\u00e1 estava de p\u00e9 para ler a outra metade da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O livro \u00e9 dividido em tr\u00eas partes: Primeira Parte \u2013 O valor do Santo Ros\u00e1rio; Segunda Parte \u2013 A estrutura do Santo Ros\u00e1rio; Terceira Parte &#8211; Aprendendo a rezar o Santo Ros\u00e1rio. Por fim, o leitor \u00e9 brindado, ainda, com um excelente ap\u00eandice trazendo \u201cExperi\u00eancias e textos sobre o Santo Ros\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Uma maravilha! Podem-se creditar dois grandes m\u00e9ritos a este pequeno \u00a0grande livro. Primeiro, ele certamente despertar\u00e1 nas pessoas que ainda n\u00e3o t\u00eam o h\u00e1bito da recita\u00e7\u00e3o di\u00e1rio do Ros\u00e1rio o desejo de faz\u00ea-lo. Segundo, sua leitura ser\u00e1 de grande valor para quem j\u00e1 tem este h\u00e1bito mas desconhecia os detalhes da origem do Ros\u00e1rio, bem como do sentido das partes que o comp\u00f5em.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, gostaria de citar aqui um trecho de um dos textos do livro, em que o Pe. Antonello Cadeddu , ao indagar sobre por que se torna, \u00e0s vezes, t\u00e3o dif\u00edcil rezar o Ter\u00e7o, responde, com muita propriedade: \u201cO problema \u00e9 que o Ter\u00e7o perdeu sua natureza original de ser uma ora\u00e7\u00e3o contemplativa, tornando-se uma regra; uma obriga\u00e7\u00e3o que cansa; uma repeti\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas mec\u00e2nicas que se realizam para n\u00e3o se sentir culpado. E n\u00f3s, nos apegamos muito ao trabalho, a fim de crescer economicamente e intelectualmente. Temos em n\u00f3s uma voz que repete: \u00b4N\u00e3o perca tempo com aquela repeti\u00e7\u00e3o de palavras`. Na verdade, hoje, todo tipo de ora\u00e7\u00e3o e de vida contemplativa est\u00e1 em crise. \u00c9 porque n\u00e3o se reza mais com sentimento\u201d (p. 93).<\/p>\n<p>Quanto a mim, devo dizer que comecei a leitura pelo ap\u00eandice. Achei t\u00e3o curiosos e fascinantes os relatos, que n\u00e3o resisti. Aproveito para transcrever um desses relatos, o qual me deixou t\u00e3o impressionando que, ao l\u00ea-lo, sa\u00ed correndo para a sala para mostra-lo \u00e0 Naza, minha esposa. Ei-lo: \u201cO doutor cubano Juan Carlos Finlay havia chegado em casa altas horas da noite. Esgotado, preparava-se para dormir quando se deu conta de que ainda n\u00e3o tinha rezado o Ros\u00e1rio, costume que repetia diariamente. Come\u00e7ou, ent\u00e3o, a rez\u00e1-lo devotamente. Um mosquito teimoso voava de cont\u00ednuo \u00e0 volta de sua cabe\u00e7a, obrigando-o, por vezes, a desviar para ele a sua aten\u00e7\u00e3o. De repente, como que iluminado por Nossa Senhora, a quem invocava naquele momento, teve a intui\u00e7\u00e3o da teoria que o havia de imortalizar: o mosquito era o agente transmissor da febre amarela! Assim, terminou uma longa s\u00e9rie de esfor\u00e7os, trabalhos e investiga\u00e7\u00f5es que pareciam n\u00e3o ter fim\u201d (p. 109).<\/p>\n<p>Concluo formulando os melhores votos de que \u201cO Ros\u00e1rio da Virgem Maria\u201d seja muito lido e divulgado, pois ele tem um grande servi\u00e7o a prestar em prol da pr\u00e1tica da recita\u00e7\u00e3o do Santo Ros\u00e1rio, recomenda\u00e7\u00e3o constante de Nossa Senhora em suas apari\u00e7\u00f5es ao longo dos s\u00e9culos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando estou compondo uma obra e sinto que me foge a inspira\u00e7\u00e3o, pego no Ros\u00e1rio e rezo. 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