{"id":6028,"date":"2020-04-04T10:39:22","date_gmt":"2020-04-04T13:39:22","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=6028"},"modified":"2020-04-04T10:39:22","modified_gmt":"2020-04-04T13:39:22","slug":"a-mae-do-salvador-e-nossa-vida-interior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2020\/04\/04\/a-mae-do-salvador-e-nossa-vida-interior\/","title":{"rendered":"A M\u00e3e do Salvador e nossa vida interior"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #0000ff\">Gostaria de comentar brevemente um trecho de um dos melhores livros j\u00e1 publicados sobre mariologia. Trata-se do livro <em>A M\u00e3e do Salvador e nossa vida interior<\/em>, de autoria do padre \u00a0Garrigou-Lagrange, um dos mais eminentes te\u00f3logos do s\u00e9culo XX. No trecho destacado por mim ele diz o seguinte:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">\u201cEste livro \u00e9, em nosso prop\u00f3sito, uma exposi\u00e7\u00e3o das grandes doutrinas da Mariologia em sua rela\u00e7\u00e3o com nossa vida interior. Escrevendo-o, constatamos, em v\u00e1rias das mais belas teses, que frequentemente o te\u00f3logo, em um primeiro per\u00edodo de sua vida, est\u00e1 inclinado por um sentimento de piedade e de admira\u00e7\u00e3o; em um segundo per\u00edodo, dando-se conta de certas dificuldades e das d\u00favidas de alguns autores, \u00e9 menos afirmativo. Em um terceiro, tendo a oportunidade de aprofundar estas teses em ambos os pontos de vista, positivo e especulativo, ele retorna \u00e0 sua primeira afirma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o mais por um sentimento de piedade e de admira\u00e7\u00e3o, mas com conhecimento de causa, dando-se conta, pelos testemunhos da Tradi\u00e7\u00e3o e pela eleva\u00e7\u00e3o das raz\u00f5es teol\u00f3gicas geralmente alegadas, que as coisas divinas, e particularmente as gra\u00e7as de Maria, s\u00e3o mais ricas do que pensamos; ent\u00e3o, o te\u00f3logo afirma n\u00e3o mais somente porque \u00e9 belo e t\u00e3o geralmente admitido, mas porque \u00e9 verdadeiro.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">Vejam que maravilha! N\u00e3o me canso de refletir sobre essas palavras do Padre Garrigou-Lagrange. Notem que, ao se referir ao te\u00f3logo que se dedica ao estudo da mariologia, ele afirma que este passa por tr\u00eas fases. Primeiro, o estudioso se v\u00ea tomado por alguns \u00edmpetos de entusiasmo e encantamento motivados, sobretudo, pela admira\u00e7\u00e3o. Numa segunda fase, com o aprofundamento dos estudos, ao se deparar com algumas quest\u00f5es teol\u00f3gicas mais complexas, ele se torna menos incisivo em suas afirma\u00e7\u00f5es. Entretanto, chega um terceiro momento em que acaba por afirmar, sem nenhuma restri\u00e7\u00e3o, a grandiosidade de Maria, n\u00e3o mais movido por sentimentos de piedade, mas pela convic\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 afirmando uma verdade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">\u00c9 a essa convic\u00e7\u00e3o que devem chegar, mais cedo ou mais tarde, os que, sem meias-medidas, se fazem servos e estudiosos da Virgem Maria, uma figura t\u00e3o extraordin\u00e1ria quanto surpreendente.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gostaria de comentar brevemente um trecho de um dos melhores livros j\u00e1 publicados sobre mariologia. 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