{"id":732,"date":"2009-09-22T08:21:10","date_gmt":"2009-09-22T11:21:10","guid":{"rendered":"http:\/\/blog3.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=732"},"modified":"2009-09-22T08:21:10","modified_gmt":"2009-09-22T11:21:10","slug":"paramahansa-yogananda-mestre-incomparavel-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2009\/09\/22\/paramahansa-yogananda-mestre-incomparavel-iii\/","title":{"rendered":"Paramahansa Yogananda, Mestre incompar\u00e1vel (III)"},"content":{"rendered":"<div><em><span style=\"color: #000080\">\u00a0<\/span><\/em><\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div><em><span style=\"color: #000080\">\u00a0<\/span><\/em><\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em><\/em><em><span style=\"color: #000080\">\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_733\" style=\"width: 208px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-733\" class=\"size-full wp-image-733\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/joao_da_cruz.jpg\" alt=\"S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz\" width=\"198\" height=\"286\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/joao_da_cruz.jpg 198w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/joao_da_cruz-120x173.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 198px) 100vw, 198px\" \/><p id=\"caption-attachment-733\" class=\"wp-caption-text\">S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz<\/p><\/div>\n<p><em><span style=\"color: #000080\">Tomamos o navio para cruzar o Mediterr\u00e2neo ensolarado e desembarcarmos na Palestina. Percorrendo durante dias a Terra Santa, mais do que nunca me convenci do valor da peregrina\u00e7\u00e3o. Para o cora\u00e7\u00e3o sens\u00edvel, o esp\u00edrito de Cristo impregna tudo na Palestina. Caminhei reverentemente ao seu lado em Bel\u00e9m e Gets\u00eamani, no Calv\u00e1rio e no santo Monte das Oliveiras, ao longo do rio Jord\u00e3o e do Mar da Galil\u00e9ia. Nosso pequeno grupo visitou o Pres\u00e9pio do Nascimento, a carpintaria de Jos\u00e9, o sepulcro de L\u00e1zaro, a casa de Marta e Maria, o recinto da \u00daltima Ceia. Reviv\u00edamos a antiguidade; cena ap\u00f3s cena, assisti ao drama que Cristo representou ent\u00e3o para os s\u00e9culos vindouros.<\/span><\/em><\/p>\n<p>\u00a0<em><span style=\"color: #000080\">Paramahansa Yogananda<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000080\">[Yogananda, Paramahansa. Autobiografia de um iogue. Tradu\u00e7\u00e3o de Adelaide Petters Lessa. S\u00e3o Paulo: Summus, 1981, p. 346.]<\/span><\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira da semana passada, falei que devo a descoberta de alguns dos grandes luminares do cristianismo \u00e0 leitura de <em>Autobiografia de um Iogue<\/em>, de Paramahansa Yogananda. Na ocasi\u00e3o, falei do epis\u00f3dio em que o Mestre hindu\u00edsta narra seu encontro com Santa Teresa Neumann. Dando continuidade ao projeto de escrever todas as ter\u00e7as-feiras do m\u00eas de setembro sobre Yoganandaj\u00ed, quero falar hoje de outro grande Santo crist\u00e3o cujas obras assinalariam um marco especial em minha vida, e\u00a0que conheci gra\u00e7as ao Mestre indiano.<\/p>\n<div id=\"attachment_734\" style=\"width: 191px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-734\" class=\"size-full wp-image-734\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/Swami_Kebalananda_kriya.jpg\" alt=\"Sw\u00e2mi Kebalananda\" width=\"181\" height=\"248\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/Swami_Kebalananda_kriya.jpg 181w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/Swami_Kebalananda_kriya-120x164.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 181px) 100vw, 181px\" \/><p id=\"caption-attachment-734\" class=\"wp-caption-text\">Sw\u00e2mi Kebalananda<\/p><\/div>\n<p>No cap\u00edtulo quatro de <em>Autobiografia de um Iogue<\/em>, intitulado <em>Minha fuga interrompida rumo ao Himalaia<\/em>, Yoganandaj\u00ed descreve um de seus iluminados momentos aos p\u00e9s de seu instrutor de s\u00e2nscrito, o Mestre Sw\u00e2mi Kebalananda. No fato narrado, Yoganandaj\u00ed comenta uma ocasi\u00e3o em que, estando com Kebalananda, este lhe falou do conv\u00edvio com o seu guru, L\u00e1hiri Mah\u00e1saya. Narra Yoganandaj\u00ed:<\/p>\n<p><em>Kebalananda era not\u00e1vel autoridade nos antigos <\/em>shastras<em> ou livros sagrados; conquistara, por sua erudi\u00e7\u00e3o, o t\u00edtulo de Shastri Mah\u00e1saya, de uso comum ao cumpriment\u00e1-lo. Meu progresso, entretanto, na disciplina do s\u00e2nscrito, era quase nulo. Eu aproveitava toda oportunidade para desertar da gram\u00e1tica prosaica e conversar sobre ioga e L\u00e1hiri Mah\u00e1saya. Um dia, tive a honra de ouvir meu professor falar de seu conv\u00edvio pessoal com o mestre<\/em>.<\/p>\n<p>A seguir, transcreve as palavras de Kebalananda, proferidas ao falar de seu<\/p>\n<div id=\"attachment_735\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-735\" class=\"size-full wp-image-735\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/lahiri_mahasaya.jpg\" alt=\"L\u00e1hiri Mah\u00e1saya\" width=\"150\" height=\"197\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/lahiri_mahasaya.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/lahiri_mahasaya-120x158.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><p id=\"caption-attachment-735\" class=\"wp-caption-text\">L\u00e1hiri Mah\u00e1saya<\/p><\/div>\n<p>guru, L\u00e1hiri Mah\u00e1saya: <em>&#8211; Tive a rara felicidade de permanecer ao lado do mestre durante dez anos. Seu lar em Benares constitu\u00eda a meta de minha peregrina\u00e7\u00e3o todas as noites. O guru encontrava-se sempre em sua pequena sala de recep\u00e7\u00e3o no andar t\u00e9rreo. Ao sentar-se em posi\u00e7\u00e3o de l\u00f3tus num banco de madeira sem espaldar, seus disc\u00edpulos formavam uma semiguirlanda a seus p\u00e9s. Seus olhos cintilavam e bailavam com alegria divina<\/em> (p. 46\/47).<\/p>\n<p>A essa altura da narrativa, Yoganandaj\u00ed insere uma nota de rodap\u00e9, na qual escreve a seguinte frase: <em>Porque a verdadeira natureza de Deus \u00e9 Beatitude, o devoto, sintonizado com Ele, experimenta uma inata e ilimitada alegria<\/em>. A seguir, faz a seguinte cita\u00e7\u00e3o: <em>A primeira das paix\u00f5es da alma e da vontade \u00e9 a alegria<\/em>, informando, a seguir, o nome do autor: <em>S. Jo\u00e3o da Cruz, autor de <\/em><strong><em>Subida do Monte Carmelo<\/em><\/strong>. Prossegue, citando ainda S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz: <em>Um de seus m\u00edsticos aforismos: \u201cPara chegar \u00c0quilo que n\u00e3o se tem, \u00e9 preciso tomar o caminho que n\u00e3o se tem; para atingir aquilo que n\u00e3o se \u00e9, necess\u00e1rio se faz tomar o caminho onde n\u00e3o se \u00e9; para obter o Tudo, \u00e9 preciso abandonar tudo\u201d.<\/em> E conclui a nota, afirmando<em>: O corpo do grande santo crist\u00e3o, morto em 1591, exumado em 1859, achava-se em estado de incorruptibilidade<\/em> (nota 7, p. 47).<\/p>\n<p>Ao ler tudo o que Yoganandaj\u00ed escrevera sobre\u00a0S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, pensei: &#8220;Quem \u00e9 este Santo, cujo corpo, trezentos anos depois de sua morte, encontrava-se ainda perfeitamente conservado? E o aforismo citado, escrito em forma de paradoxo, no mesmo estilo de alguns escritos dos Mestres Zen-budistas?&#8221; O interesse por conhecer melhor a vida e obra daquele Santo de quem eu nunca antes ouvira falar ou sobre quem sequer lera antes qualquer coisa, foi imediato.<\/p>\n<p>Por sorte, poucos depois encontrei, na Livraria Vozes, uma alentada edi\u00e7\u00e3o das <em>Obras Completas de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz<\/em>. Foi uma paix\u00e3o que nunca mais teve fim. Quinze anos depois, ao publicar o meu livro \u201cViagem M\u00edstica no Tibete\u201d, S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz seria um dos Mestres a quem eu, ousadamente, dedicaria a minha tentativa de estr\u00e9ia no mundo das letras.<\/p>\n<p>Parece-me que Yoganandaj\u00ed gostava muito de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, pois volta a cit\u00e1-lo novamente na p\u00e1gina 88 da <em>Autobiografia<\/em>, no cap\u00edtulo nove. Posso afirmar que Paramahansa Yoganandaj\u00ed me fez descobrir, maravilhado, os caminhos da m\u00edstica crist\u00e3.<\/p>\n<p>Num dos cap\u00edtulos da <em>Autobiografia<\/em>, Yoganandaj\u00ed narra, tamb\u00e9m, uma peregrina\u00e7\u00e3o que\u00a0ele fez \u00e0 Terra Santa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Tomamos o navio para cruzar o Mediterr\u00e2neo ensolarado e desembarcarmos na Palestina. 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