{"id":755,"date":"2009-09-26T06:21:30","date_gmt":"2009-09-26T09:21:30","guid":{"rendered":"http:\/\/blog3.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=755"},"modified":"2009-09-26T06:21:30","modified_gmt":"2009-09-26T09:21:30","slug":"escuta-filho-meu-o-mais-desamparado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2009\/09\/26\/escuta-filho-meu-o-mais-desamparado\/","title":{"rendered":"Escuta, filho meu o mais desamparado"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"color: #000080\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-756\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/205154.jpg\" alt=\"205154\" width=\"180\" height=\"180\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/205154.jpg 180w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/205154-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/205154-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/>Era, pois, s\u00e1bado, sendo ainda de noite. Ele ia em procura das coisas de Deus e de suas mensagens. E, quando chegou ao lado do cerrito, no lugar denominado Tepeyac, j\u00e1 estava amanhecendo. Ele escutou um c\u00e2ntico no alto cerrito: como se diversos p\u00e1ssaros lindos estivessem cantando e se revezando em seus cantares, como se o cerro lhes respondesse. Seu canto era muito alegre e muito delicioso, melhor do que o do coyotolol ou o do tzinizcan ou o de outros lindos p\u00e1ssaros que cantam. Ficou parado, de p\u00e9, Jo\u00e3o Diego, e falou consigo mesmo: \u201cPorventura eu o mere\u00e7o? Sou eu digno de estar ouvindo isso? N\u00e3o ser\u00e1 apenas um sonho? N\u00e3o estarei eu vendo apenas em sonhos? Onde ser\u00e1 que estou? Talvez l\u00e1 onde nos ensinaram nossos antepassados, os anci\u00e3os, nossos av\u00f3s? L\u00e1 na Terra da Flor, na Terra da nossa carne? Talvez l\u00e1 dentro do c\u00e9u\u201d<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000080\">Clodomiro L. Siller Acu\u00f1a<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000080\">[Acu\u00f1a, Clodomiro L. Siller. Para compreender a mensagem de Guadalupe. Tradu\u00e7\u00e3o de Georges I. Maissiat; revis\u00e3o de Iranildo B. Lopes. \u2013 S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, p. 20.]<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">No livro <em>Para compreender a mensagem de Maria de Guadalupe<\/em>, Clodomiro L. Siller Acu\u00f1a parte do texto original escrito no idioma <em>n\u00e1uatle<\/em>, intitulado <em>Nican Mopohua<\/em>, para apresentar a hist\u00f3ria das apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora de Guadalupe ao \u00edndio Jo\u00e3o Diego. O livro \u00e9 dividido em duas partes: na primeira, o autor apresenta a tradu\u00e7\u00e3o do texto original na \u00edntegra; na segunda, tece diversos coment\u00e1rios sobre o texto. O <em>Nican Mopohua<\/em> come\u00e7a com as seguintes palavras:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><em>Aqui se narra, progressivamente, de que maneira h\u00e1 pouco tempo apareceu milagrosamente a sempre Virgem Santa Maria, M\u00e3e de Deus, nossa Rainha, l\u00e1 no Tepeyac, tamb\u00e9m denominado Guadalupe. Primeiro ela se mostrou a um pobre digno chamado Jo\u00e3o Diego; mais tarde sua formosa imagem apareceu na presen\u00e7a do novo bispo Dom Frei Jo\u00e3o de Zum\u00e1rraga. Tamb\u00e9m se narram todas as coisas admir\u00e1veis que ela fez<\/em> (p. 19).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">Concisamente, \u00e9 a seguinte a hist\u00f3ria da apari\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora de Guadalupe. Numa manh\u00e3 de s\u00e1bado, dia 9 de dezembro de 1531, Nossa Senhora aparece a Jo\u00e3o Diego (1474-1548), ind\u00edgena de Cuautitl\u00e1n, h\u00e1 pouco convertido e batizado, enquanto este se dirigia \u00e0 igreja de Santa Cruz de Tlatelolco para assistir \u00e0s aulas de catecismo. A Virgem pede-lhe que solicite ao bispo que mande construir naquele local, chamado Tepeyac, uma ermida para reverenci\u00e1-la. Quando Jo\u00e3o Diego transmite a mensagem ao bispo, este duvida. Pede-lhe, ent\u00e3o, um sinal de que\u00a0foi mesmo a Virgem Maria quem lhe fez o pedido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">Nossa Senhora aparece novamente ao ind\u00edgena, ordenando-lhe que colha algumas flores na colina pr\u00f3xima e as leve ao bispo. Jo\u00e3o Diego, obedecendo \u00e0 ordem da Virgem, sobe a colina e colhe v\u00e1rias rosas de Castilha, desabrochadas fora da esta\u00e7\u00e3o, envolvendo-as em sua tilma, a r\u00fastica manta usada por ele. Chegando ao pal\u00e1cio episcopal, no exato momento em que desenrola a tilma, deixando cair as flores diante do bispo, todos observam, estupefatos, o surgimento de uma bela imagem da Virgem estampada na manta. Diante da maravilha, o bispo se convence da veracidade das palavras de Jo\u00e3o Diego.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">Eis o belo trecho que narra o momento em que, ao ouvir um chilrear de p\u00e1ssaros, Jo\u00e3o Diego resolve seguir em dire\u00e7\u00e3o ao local de onde provinham os cantos maviosos das aves:\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><em>Ent\u00e3o ele se atreveu a ir at\u00e9 onde o chamavam. Em nada se alterou seu cora\u00e7\u00e3o, nem teve qualquer temor; pelo contr\u00e1rio, sentia-se muito contente, muito alegre. Come\u00e7ou a subir o cerrito, e viu uma senhora que estava ali de p\u00e9 e que o chamou para que se aproximasse mais perto dela. Quando chegou \u00e0 sua presen\u00e7a, ele se admirou muito da sua perfeita formosura. Sua roupa parecia um sol e lan\u00e7ava raios de luz.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><em>E a rocha e os penhascos em que ela estava de p\u00e9, ao receberem como flechas os raios e o esplendor, pareciam ser feitos de esmeraldas preciosas, pareciam j\u00f3ias; a terra cintilava como os resplendores do arco-\u00edris. Os mesquites, nopales e as plantas que por ali crescem pareciam ser feitas da plumagem do quetzal; e suas hastes, de turquesa; os ramos, a folhagem e at\u00e9 mesmo os espinhos brilhavam como ouro.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><em>Ele se inclinou diante dela, escutando seu pensamento e sua palavra sumamente recriadora e muito enobrecedora, como que atraente e procurando amor (p. 21)<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">Para mim, o di\u00e1logo da Virgem com Jo\u00e3o Diego \u00e9 um dos mais belos \u2013 eu arriscaria dizer, o mais belo \u2013 epis\u00f3dios de toda a hist\u00f3ria das apari\u00e7\u00f5es marianas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><em>Ela lhe disse: &#8220;Escuta, filho meu o mais desamparado, digno Jo\u00e3o: para onde <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-759\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/327392248_aa215902751.jpg\" alt=\"327392248_aa21590275\" width=\"375\" height=\"500\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/327392248_aa215902751.jpg 375w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/327392248_aa215902751-300x400.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/09\/327392248_aa215902751-120x160.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/>est\u00e1 indo?&#8221;<\/em> (p. 21).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">Numa outra apari\u00e7\u00e3o, como Jo\u00e3o se mostrasse abatido devido \u00e0 doen\u00e7a de seu tio, j\u00e1 \u00e0s portas da morte, ouve da Virgem as palavras mais confortadoras que algu\u00e9m poderia almejar ouvir:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><em>Escuta, e assenta bem em teu cora\u00e7\u00e3o, filho meu o mais desamparado: o que te assusta e te abate \u00e9 nada, n\u00e3o se perturbe a tua face nem o teu cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tenhas medo dessa enfermidade nem de qualquer outra enfermidade ou de algo que te angustie. Porventura n\u00e3o sou eu, eu aqui, a tua m\u00e3e? N\u00e3o est\u00e1s \u00e0 minha sombra e sob a minha prote\u00e7\u00e3o? Porventura n\u00e3o sou eu a tua fonte de vida? Porventura n\u00e3o est\u00e1s no rega\u00e7o do meu manto, ali onde eu cruzo os meus bra\u00e7os? Que mais te faz falta? Que nada mais te aflija nem te cause amarguras! N\u00e3o te aflija a enfermidade do teu tio. Pois ele n\u00e3o ir\u00e1 morrer disso que agora tem. Fica seguro, em teu cora\u00e7\u00e3o, de que ele j\u00e1 sarou<\/em> (p. 28).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">Nossa senhora de Guadalupe \u00e9 tanto a Padroeira do M\u00e9xico quanto da Am\u00e9rica Latina. O livro de Clodomiro L. Siller Acu\u00f1a constitui documento valios\u00edssimo, pois oferece ao leitor e ao estudioso da mariologia a oportunidade de ter um contato direto com aquela que \u00e9 considerada a primeira narrativa das apari\u00e7\u00f5es de Guadalupe.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">Para mim, em particular, este \u00e9 um livro muito especial por todas as b\u00ean\u00e7\u00e3os que me foram conferidas pela Virgem de Guadalupe, as quais atribuo \u00e0 sua leitura. Teria muito o que falar sobre o assunto, mas fica para outra ocasi\u00e3o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era, pois, s\u00e1bado, sendo ainda de noite. Ele ia em procura das coisas de Deus e de suas mensagens. 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