Discografia

Terceiro disco de Tiago Iorc tem adesões de Maria Gadu e Silva

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Natural de Brasília, criado entre Inglaterra e EUA e, hoje, radicado em Curitiba. A vida de Tiago Iorc sempre foi apátrida e cosmopolita, assim como se propõe a ser seu terceiro disco Zeski, recentemente lançado pela Som Livre. Digo que se propõe por que ele está mais para o estrangeiro que para a terra do pau-brasil. Zeski vem na sequencia de Let yourself in (2008) e Umbilical (2011), ambos lançados pela gravadora da Rede Globo. O disco vem apresentado como o encontro definitivo das músicas brasileira e britânica apreendidas pelo artista em seus 27 anos de vida. Com a presença de músicos como Marlon Sette, Jasse Harris e Alexia Bomtempo, o terceiro disco de Tiago Iorc é feito a base de melodias doces, arranjos melodiosos e muita calmaria. E não se espante se em alguns momentos bater uma sensação de déja vù. What should you say, por exemplo, é um plágio descarado de Wicked game, de Chris Isaak. Também há ecos de Los Hermanos, Cure e Smiths. Também estão presentes a melancolia e as tristezas de boa parte da produção independente contemporânea. Há beleza, mas nada que impressione. Zeski conta ainda com participações de Daniel Lopes, Silva e Maria Gadu. Pra encerrar, uma versão sofrível de Tempo perdido, da Legião Urbana, feita apenas ao violão. O disco vem dividido em dois momento. O primeiro formado por seis faixas em inglês e o segundo formado por quatro em português. No meio, uma faixa (título) instrumental.

Veja as faixas de Zeski:

1) Skin deep (Tiago Iorc)
2) What would you say (Tiago Iorc)
3) Life of my love (Tiago Iorc)
4) Yes and nothing less (Tiago Iorc)
5) It’s a fluke (Tiago Iorc/ Maycon Ananias/ Jesse Harris)
6) Shelford road (Tiago Iorc)
7) Zeski (Tiago Iorc)
8) Um dia após o outro (Tiago Iorc/ Daniel Lopes) com Daniel Lopes
9) Forasteiro (Tiago Iorc/ Lucas Silva/ Maycon Ananias) com Silva
10) Música inédita (Duca Leindecker) com Maria Gadú
11) Tempo perdido (Renato Russo)