Plínio Bortolotti

Jornal do jeito que eu quero

A colunista Sílvia Dutra, do Portal Imprensa, no artigo “jornalismo em self service”, relata  interessante experiência de “jornalismo personalizado”. Veja o início do texto:

«Só mesmo no País onde foi inventado o iPhone e o iPod poderia surgir o I-Edition, projeto da empresa Media News Group que começa hoje os testes da segunda fase, instalando um equipamento conectado à Internet em 25 casas de um bairro de Denver, no Colorado.

Trata-se de uma edição personalizada de um jornal, que trará somente temas e notícias do interesse de cada leitor. É como um self service aplicado ao jornalismo: cada consumidor monta seu prato e consome somente aquilo que gosta mais. E ele mesmo imprime o que quer ler, numa impressora que recebe quando contrata o serviço. »

O método vai em direção aos piores pesadelos dos críticos que dizem que a internet é um risco ao jornalismo como serviço público.

Um jornal tradicional – segundo essa análise –  reúne “os fatos mais importantes que aconteceram em um dia”, e os põe à disposição para a análise dos leitores.

Desse modo, a pessoa, mesmo que não tenha esse intenção, toma conhecimento dos assuntos que vão fazer a diferença em seu dia-a-dia. Teoricamente, cidadãos bem informados podem se autogovernar, sendo isso uma garantia à democracia.

Já a internet permite a seleição de assuntos, com a pessoa lendo somente aquilo que é de seu estrito interesse. Isso a faria perder o liame com a comunidade e com os problemas mais gerais do mundo.

O projeto em questão pretende, portanto, facilitar ainda mais as coisas evitando até mesmo os cliques na internet.

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