Ancoradouro

Eu não #queroumaigreja Eu sou Igreja

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A hastag #queroumaigreja (Quero uma igreja) entrou neste dia 1º de agosto para os assuntos mais comentados do microblog Twitter. O tema estimulou cristãos e não-cristãos  postarem sobre o que pensam a respeito das várias denominações religiosas, geralmente intituladas como igreja.

Como acontece na rede de informações instantâneas muitas foram as críticas sobretudo enfatizando a hipocrisia na qual vivem alguns crentes e a relação que existe entre igrejas e dinheiro.

Dar para perceber o pouco de compreensão sobre o que, de fato, é a igreja. Para muitos não passa de uma instituição falida, para outros, um meio vigoroso de arrecadação às custas de uma massa alienada.

Recordo-me que entre os evangélicos é comum se ouvir afirmações do tipo “igreja não salva”, “eu não pertenço a religião alguma, pertenço a Jesus Cristo”, etc. Na grande maioria trata-se de uma crítica à instituição bimilenar Igreja Católica Apostólica Romana.

Chega a ser um discurso contraditório, pois todos estes que desdenham da igreja são membros de uma ou estão prestes a abrir alguma. Criticam os católicos por terem pessoas como o papa e bispos por referência e são ferrenhos defensores de seus pastores, os têm por verdadeiros gurus. Falam das  fotos dos santos e, no entanto, já vi na sede da Assembléia de Deus – aqui em Fortaleza –  a imagem fotográfica de pastores fundadores da denominação no Ceará.

Ainda dão a entender que não devemos se apegar a nada histórico referente à instituição igreja – pois esta não salva – e fundam um museu só para retratar a história de sua igreja. Isto aconteceu em Belém do Pará nas comemorações dos cem anos da Assembléia de Deus  no Brasil.

Aprofundando o tema, é de suma importância compreender que igreja sou eu e você, e todo fiel batizado que deixou por este dom a inabitação divina acontecer. Muito embora ser de fundamental importância e necessidade a instituição secular é mais ainda necessário entender o que diz o apóstolo Pedro que somos pedras vivas deste edifícil espiritual que é a igreja.

3 Comentários

  • whermeson bezerra disse:

    Seguem minhas considerações sobre este tópico #queroumaigreja: 1) Demonstra a importância da religião na vida das pessoas. Importante para quem vive e quer demonstrar sua vida seguindo uma ligação com Deus e importante para quem não vive e quer demonstrar sua ligação com outro tipo de vida. 2) Quem critica quer que os religiosos vivam de forma pura, e infelizmente agem como os mestres da lei na época de Jesus, querem que os outros vivam puramente mas não o fazem e ainda criticam os que erram. Mas felizmente Jesus falou: prefiro a Misericórdia. 3) Infelizmente, comprovo cada vez mais que as igrejas protestantes dão formações contra a Igreja Católica, principalmente quando há novos membros. E com isso, comentem um erro gravíssimo: os membros que são formados contra a Igreja Católica e saem das igrejas protestantes ficam totalmente perdidos no mundo, pois não buscam mais as igrejas evangélicas e não buscam a Igreja Católica. É uma pena pois a formação deveria ser conforme a seguinte passagem do Evangelho de São Marcos: E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós.

  • Lucas (Caicó-RN) disse:

    É verdade, alguns dias atrás, evangelizei uma evangélica e em todo a nossa conversa,que por sinal, durou mais de 2h…
    Ela insistia repetidamente que “Igreja não salva”, que Jesus não vem buscar “igrejas”, mas os verdadeiros adoradores…
    Infelizmente, na hora não tive a sabedoria de a ter perguntado: “Por que ela então frequentava uma igreja, que por sinal era a Assembleia de Deus?”

    Shalom!!!

  • Anderson disse:

    O PROTESTANTE “SALVO” PELA PLACA DE IGREJA E PELOS SEUS PRÓPRIOS MÉRITOS

    Um dos chavões mais comuns que ouvimos de protestantes é que placa de igreja não salva ninguém. Dizem estes protestantes que o importante é olhar para Jesus, não importando a denominação. Não é bem assim. Estes mesmos protestantes que dizem que o importante é “olhar” para Jesus, sugerem que nós católicos já estamos condenados.

    Não adianta ser um bom cristão na condição de católico. Eles fazem de tudo para levarem os católicos para as suas denominações. É como se não fossemos cristãos.

    Cristãos seriam aqueles que obedecem a Lutero e praticam os ensinamentos do “iluminado” mestre. E não há outra forma de falar, já que os ensinamentos de Lutero não foram ensinados por Jesus ou por seus apóstolos e nem mesmo constam da Bíblia e são ao mesmo tempo acatados sem questionamentos por todas as confissões protestantes.

    Ou seja, a “placa” da nossa igreja não serve. Só serve a placa de igreja que sugere que determinada denominação é evangélica ou protestante.

    E tanto faz se alguma denominação pratica ou não heresias. Apenas as supostas “heresias” católicas é que levariam a condenação eterna. As heresias protestantes não condenam ninguém ao inferno, conforme tese protestante que provaremos adiante.

    Tampouco importa que “olhemos” para Jesus, pois esta “olhar” para Jesus só serve se a pessoa fizer parte de uma denominação evangélica ou protestante.

    A conclusão óbvia é que para o protestante a placa da igreja efetivamente salva. Uma vez que o crente “aceitou” Jesus em uma destas denominações, automaticamente ele já está salvo.

    Evidente que, a maioria deles não se dá contra da brutal contradição. É a velha mania protestante de tornar a prática não condizente com o discurso.

    Dizem que religião não serve para nada e depois quando confrontados, eles que ignoravam religião dizem estar sofrendo perseguição religiosa.

    Gritam o tempo todo que o nome Católica não está na Bíblia e ao mesmo tempo não usam da mesma rigidez para justificarem pela mesma Bíblia as atuações de Luteros, Calvinos, Macedos e a própria existência do protestantismo e das milhares de seitas espalhadas por aí.

    É sempre assim. Um critério para nos cobrar dogmas e costumes e outro para definirem suas crenças e práticas.

    Estes protestantes acrescentam ainda com muita ênfase que uma vez salvo, nem mesmo é possível perder a salvação.
    A certeza do protestante que a placa da igreja salva pode ser facilmente comprovada a partir do momento que todo e qualquer protestante considera que todos os protestantes, todas as denominações, independentemente do cristo que se prega e da fé que se pratica constituem o “Povo de DEUS”.

    Todos são “Irmãos em Cristo”, mesmo que uma destas denominações afirme que Jesus Cristo é “criação” de DEUS. Na hora das estatísticas, todos são “irmãos em Cristo”, fato que nos dá plena convicção de que para o protestante PLACA DE IGREJA SALVA OU RÓTULO DE RELIGIÃO SALVA.

    O que “salva” de fato o protestante é a placa da Igreja que está associada as religiões ou confissões protestantes ou evangélicas.
    Na mesma direção, se fosse possível ao protestante crer na perda de salvação, haveria uma natural preocupação no meio com aquilo que se prega e no que se acredita a partir dos ensinamentos de cada denominação e os “justos” fariam questão de não integrarem uma religião “única” evangélica que englobaria também os supostos hereges. Quem no seu juízo perfeito quer está associado a um herege ? Quem é o cristão sério que deseja estar associado aos “cristãos” favoráveis ao aborto, por exemplo ? Quem condena o divórcio deseja ser irmão em Cristo daqueles que são favoráveis ? Claro que não.
    Vamos raciocinar sobre as afirmações protestantes: Salvação que não pode ser perdida é em outras palavras salvação garantida, definitiva. Se a salvação pode ser perdida, então nunca foi garantida ou definitiva. Acho que todos concordam com isto. Então o que salva afinal ?
    A doutrina que se pratica ? Não. Para o protestante a doutrina que se pratica em cada denominação ou o Jesus no qual se acredita não influenciam na salvação das pessoas.
    Da mesma forma, não importa se a leitura da Bíblia é deficiente ou subjetiva. Todos que “aceitaram” Jesus já estão salvos.
    De acordo com a teoria protestante aquele que “aceitou” Jesus já está salvo. Acrescentam os protestantes que salvo uma vez, o eleito está salvo para sempre.
    Ora, se alguém já está salvo e tal salvação não pode ser perdida, que diferença faz se o “eleito” lê ou não lê a Bíblia ?
    Que diferença faz se o “eleito” paga ou não os dízimos ?
    Que diferença faz se o “eleito” entende ou não entende o que diz o livro sagrado ?
    Que diferença faz se o “eleito” frequenta ou não igrejas ?
    Que diferença faz se o “eleito” pratica ou não o bem ?
    Que diferença faz se o “eleito” aderiu a uma denominação herege ?
    Que diferença faz se o “eleito” respeita ou não o seu pregador ?
    Que diferença faz se o “eleito” louva ou não a DEUS ?
    Que diferença faz se o “eleito” pratica ou não idolatria ?
    Se ele já está salvo e não pode perder a sua salvação, não há razão alguma para existam igrejas protestantes, exceto para que uma única vez na vida cada pessoa “aceite” Jesus.
    E nem poderíamos falar da necessidade do batismo, porque nisto também divergem os protestantes. Uns batizam e outros não.
    Mas então vem o protestante e diz que “temos” que pregar a palavra ?
    Retomamos a pergunta. Se o crente já está salvo porque “aceitou” Jesus e salvação não pode ser perdida, o que acontece com aqueles que não “pregaram” a palavra ?
    Eles perdem a salvação ? Se perdem, então a salvação nunca esteve garantida. Se estivesse garantida, a salvação não poderia ser perdida.
    E se ninguém perde a salvação pelo fato de não ter “pregado” a palavra, por que tantos cultos, dvd´s, cd´s, palestras e tanta pregação para pessoas que já estão “salvas” ?
    E o contraditório protestante volta e diz que as igrejas são necessárias para o crescimento espiritual.
    E quem já está salvo ? Perde a salvação porque resolveu não crescer espiritualmente ? Aquele que cresceu espiritualmente fica mais “salvo” do que aquele que não cresceu ?
    Mas o protestante insiste e diz que as igrejas são necessárias para que o crente consiga graças e favores de DEUS nesta vida.
    Mas como ? Não são os protestantes que dizem que só há um mediador ? Que negócio é este de pedir oração a outros irmãos ou ao pastor ? Por que o protestante não vai a Jesus ?
    Eles ainda não entenderam que a mediação descrita na Bíblia refere-se a redenção do gênero humano. Eles só leram a frase solta, fora de seu contexto e confundem intercessão para obtenção de graças e mediação para salvação. Ou será que entenderam e como de costume usam dois critérios diferentes ? Um critério para justificarem suas milhares de doutrinas e outro para recusarem a doutrina católica ?
    Deixemos de lado esta questão. Se o protestante pode perder a sua salvação e se tal perda é possível porque determinado crente não ofertou seus dízimos, ou, porque não praticou o que leu na Bíblia, ou, porque deixou de fazer o bem, ou, porque não integrava qualquer denominação ou mesmo porque aderiu a uma denominação que pratica descaradamente heresias ou ainda, este crente não pregou a palavra, então esta salvação jamais esteve garantida.
    Se salvação estivesse garantida, definida, se fosse definitiva, nada seria capaz de fazer o crente perder a sua salvação e assim estaria derrubada a tese de que salvação obtida é salvação que não pode ser perdida. Se a salvação está garantida, definida, então não pode ser perdida independentemente do cristianismo e da fé que se pratica.
    Agora, se a salvação pode ser perdida a partir do cristianismo ou da fé que se pratica, então já não basta apenas “olhar” para Jesus, mas é preciso enxergar o Jesus verdadeiro e neste sentido, a placa da igreja pode efetivamente salvar, pois a Igreja Verdadeira é quem pode oferecer o Jesus Verdadeiro.
    Talvez seja por isto que lemos em Timóteo: “A Igreja é coluna e sustentáculo da verdade.” Que dilema interessante para o protestante:
    Ele protestante que diz que placa de igreja não salva ninguém, na prática é “salvo” pela placa.
    Se ele disser que salvação não pode ser perdida, bastando tão e somente aceitar Jesus e praticar qualquer tipo de cristianismo, estará reforçando a tese de que a salvação veio pela placa ou pelo rótulo. Do contrário terá que admitir que os católicos também estão salvos pois também confessamos Jesus Cristo como nosso único Senhor e Salvador.
    Se por outro lado ele disser que heresia condena ao inferno e portanto, admitir que salvação garantida não existe, então de fato a “placa” de igreja que ele condena é essencial para a salvação, pois somente a Igreja Verdadeira é quem pode apresentar o Jesus Cristo verdadeiro de maneira que ele possa fugir das heresias.
    O velho problema protestante de ser contraditório em si mesmo. A meia verdade que também é sempre meia mentira.
    Ao mesmo tempo que placa de igreja não salva ninguém, placa de igreja é essencial para a salvação.
    E, ao mesmo tempo que salvação não pode ser perdida, também não está garantida, já que é essencial que o crente pague dízimos, frequente denominações, leia a Bíblia, interprete a Bíblia corretamente e tenha discernimento para fugir de heresias, sem contar que está obrigado a “pregar” a palavra.
    Ao mesmo tempo que heresia não condena protestante ao inferno, já que basta “aceitar” Jesus e salvação não pode ser perdida, todo e qualquer crente deve fugir do catolicismo por causa das “heresias”.
    Ou será que a heresia em si não condena e apenas o que condena é a suposta “heresia” católica ? Teríamos mais uma vez o rótulo decisivo na questão da salvação. A heresia protestante não teria condenado o crente porquanto o rótulo lhe garantiu salvação.
    E se o rótulo não lhe salvou, volta o dilema: Não basta “aceitar” Jesus em um templo protestante. É totalmente falso que “Povo de DEUS” esteja previamente definido pelo pregador como sendo constituído apenas por aquelas pessoas que desfilam com os rótulos protestante ou evangélico.
    Interessante não ? De um jeito ou de outro a placa de igreja tem que salvar. Seja para indicar o caminho certo, seja pelo rótulo.
    Prezado católico que me lê. Quando um protestante disser a você que placa de igreja não salva ninguém, saiba que nem ele acredita nisto. Ele apenas quer que você pense que todas as igrejas são iguais. E depois de convencer você que o importante é “olhar” para Jesus, ele te convencerá que todas as igrejas protestantes servem e que a Igreja Católica é a única que se opõe a Jesus Cristo. O objetivo dele é apenas retirar você da Igreja Católica e leva-lo para sua seita onde você será doutrinado a partir de jargões e falsas ideias exaustivamente repetidas contra a Igreja Católica.
    Não importa que vocês seja um cristão melhor do que ele. Importa que você desfile com os rótulos protestante ou evangélico.
    Só há uma igreja verdadeira e dela você não deve sair. Só ela te mostra o Jesus verdadeiro. O Jesus da Cruz. Aquele que devemos seguir e não os “jesuses” genéricos protestantes adaptados a vontade de cada dono de seita.
    Quem se considera salvo de véspera está em verdade se colocando no lugar de DEUS como único e justo juíz. Não dê ouvidos aos tais “juízes” que se dizem salvos. A tua Santa Igreja Católica é mãe e mestra por excelência. Ela é o teu porto seguro contra os ventos de doutrinas, heresias e novidades que seduzem os homens.
    Façamos aqui uma pausa: Igreja Coluna e Sustentáculo da Verdade ? Esta é uma das inúmeras perguntas que o protestante não faz a si mesmo e prefere inclusive nem conhecer a resposta.
    De que Igreja a Bíblia está falando ? Por uma questão de raciocínio lógico, sabemos que a Bíblia não está falando de uma igreja protestante..
    Mas este é mais um texto que o protestante irá fingir que não existe em sua Bíblia. Eles já fazem isto outros textos, tais como aquele em que Jesus ensina o Pai Nosso ou ainda aquele que fala da Bem Aventurança de Maria.
    O mesmo expediente eles usam para o texto de Thiago que diz que a fé sem obras é morta. É como se este texto não existisse.
    São eles que fingem não conhecer a ordem clara de Jesus sobre a Eucaristia quando o Senhor da Glória nos diz que sua carne é verdadeiramente comida e seu sangue verdadeiramente bebida.
    São eles que fingem não entender que quando Jesus dá poderes aos apóstolos para perdoarem e reterem pecados, significa que para o exercício de tais poderes é preciso que alguém lhes confesse os pecados.
    Sem falar em Pedro. Por mais que sustentem que Pedro não é pedra, apresentando “teologias” espúrias e traduções das mais variadas e fora de nexo, não é possível ignorar a liderança de Pedro quando lemos sobre o poder de ligar e desligar ou sobre o pedido de Jesus ao apóstolo para que apascente suas ovelhas.
    E depois de recusarem a Bíblia, gritam os protestantes: “Católicos leiam a Bíblia !”
    Mas…Retomando o assunto sobre a salvação pela placa de igreja, a título de exemplo, digamos que um católico resolva aderir ao protestantismo.
    Ele “aceita” Jesus em uma denominação protestante. A partir daí, pela tese protestante, este ex católico que aceitou Jesus estaria salvo e sua salvação já não pode ser perdida, também de acordo com a tese protestante.
    Tempos depois ele resolve retornar ao catolicismo. Pergunta-se: Este protestante, ex católico que tinha salvação “garantida” perdeu sua salvação ?
    Se ele perdeu sua salvação, estaria correto a afirmação de que não existe salvação garantida ?
    E se perdeu a salvação tão e somente porque retornou ao catolicismo e deixou de lado o rótulo protestante, estaria correta a afirmação de que para a salvação é essencial os rótulos protestante ou evangélico ?
    O protestantismo para variar não tem resposta para este enigma. Qualquer resposta objetiva poderá ser usada contra eles mesmos que são mestres da contradição.
    E para o protestante é fácil não responder questão alguma. Ou ele faz outras duas perguntas a quem lhe interpela ou fica com um riso debochado no canto da boca.
    Outra alternativa bem comum e vista em larga escala na internet é dizer apenas que o texto do católico é ridículo e nem merece ser respondido.
    Claro que para o protestante placa de igreja “salva”. E querem ver a prova ?
    Todo mundo já ouviu de algum pregador protestante a famosa expressão: “Nós o povo de DEUS representamos 30% da população brasileira.”
    Primeiro que não são 30%. São 22% , sendo que 6.000.000, aproximadamente, integram o grupo dos “sem igreja” e neste caso os 22% representam mais ou menos apenas 19%.
    Em segundo lugar, tais pregadores que falam do “Povo de DEUS” não possuem condições de avaliar o que cada crente em cada denominação crê e pratica.
    Se já é difícil a um pregador de São Paulo conhecer a fé de cada um dos seus súditos, o que dirá a fé e cristianismo que se pratica em uma denominação em Roraima ou a fé e cristianismo de um crente em Goiânia !
    Terceiro ponto. Neste suposto “Povo de DEUS” incluí-se aqueles que são acusados de heresias pelo mesmo pregador. Sim. Não há um pregador que não acuse outros pregadores de heresias e não há um pregador que não tenha sido chamado de herege por outros pregadores protestantes.
    No entanto, quando surgem as estatísticas, como em um passe de mágica, todos voltam a ser “Povo de DEUS”, “Raça Eleita” e “Irmãos em Cristo.”
    Como isto é possível, a não ser pelo fato de que o protestante crê na salvação pelo rótulo ? Ora, entre os 22% de evangélicos espalhados pelo país, estão aqueles que pertencem a denominação cujo líder é favorável ao aborto.
    Encontram-se dentro deste percentual também aqueles que diziam que o papa João Paulo II era a besta do apocalipse. Eles erraram feio, mas ainda que sejam falsos profetas continuam sendo respeitados e tem gente parando para escutar o que estes falsos ungidos pregam.
    Dentro deste percentual encontram-se ainda aqueles que integram a denominação que defende a heresia de Ário.
    Encontram-se ainda os praticantes do evangelho judaizante, os defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo, os defensores do divórcio e aqueles que pregam a teologia da prosperidade.
    A estes grupos acrescentamos os “Sem Igreja”, os defensores da “Teologia” da determinação e aqueles que praticam unção do cachorro, unção da vassoura, unção do helicóptero, unção do zoológico e unção da galinha, entre tantos outros grupos. Estariam todos “salvos”, sendo tão divergentes e diferentes entre si ?
    Vamos considerar a máxima: Se todos estão salvos, o que lhes favorece tal condição mesmo que sejam divergentes entre si e mesmo que uns acusem outros de heresias ?
    A primeira coisa a considerarmos é que se todos acusam alguém do meio como hereges e todos são chamados de hereges em algum momento, podemos afirmar categoricamente que para o protestante heresia protestante não condena ninguém ao inferno. É incompatível alguém chamar outro de herege e ao mesmo tempo os dois juntos integrarem um mesmo “Povo de DEUS”.
    Mas é assim que funciona mesmo no protestantismo. Assim sendo, se por um lado admitem que heresia protestante não condena ninguém ao inferno, o que efetivamente leva o protestante para o céu ?
    1)Estão todos salvos pelo fato de que todos “aceitaram” Jesus em um templo protestante ?
    Então o protestante é salvo pelos próprios méritos. Ele teve a inteligência de escolher uma denominação protestante para seguir e teve a sabedoria de “aceitar” Jesus.
    2)Estão todos salvos por que desfilam com os rótulos protestante ou evangélico ?
    Então de fato placa de igreja salva. Já não é a fé ou o cristianismo que se pratica, mas apenas o rótulo. Pouco importa seguir ou não a Jesus e seu evangelho, mas apenas receber as marcas protestante ou evangélico.
    3)Estão todos salvos por que possuem em comum como inimiga a Igreja Católica ?
    Então o que é o protestantismo a não ser a doutrina que prega o anti catolicismo ?
    Mais uma vez, se é o caso, méritos para o homem e não para Jesus, porquanto foi ele protestante que “descobriu” a partir de sua inteligência que deveria integrar qualquer denominação protestante e militar ferozmente contra o catolicismo. A Bíblia não lhe ensinou a este respeito. Nem Jesus ou seus apóstolos disseram que o crente deveria militar contra a Igreja Católica. Nesta hora a palavra Católica não precisa estar na Bíblia. Ela só precisa estar na Bíblia quando nós estivermos defendendo a fé católica. Isto é protestantismo !
    Pouco importa que uma denominação protestante tenha mais convergências com o catolicismo do que com outra denominação protestante. Para eles, tal como o rótulo protestante serve de salvação para o protestante, o rótulo católico serve de condenação para nós.
    Tudo é mérito do protestante, seja ele salvo pelo rótulo, pelo inimigo que escolheu combater ou pela decisão que tomou de “aceitar” Jesus em um templo protestante.
    Jesus morreu na cruz e depois de todo seu amor e sacrifício, agora cada pessoa é que precisa usar sua inteligência e escolher uma denominação protestante e ainda entender que não deve ser católica, mas também deve combater o catolicismo.
    Tudo é mérito do homem. Ele é quem deve ler a Bíblia, interpreta-la corretamente, julgar quem está salvo e quem está condenado, decidir quem é ou não herege e ainda decidir que heresias condenam ou não ao inferno.
    Para o protestante é ele ainda que precisa decidir por conta de sua “sabedoria” a denominação adequada, julgar pregadores e ele por conta própria ainda definirá para si mesmo quando deve trocar de denominação ou quando deve fundar uma nova.
    E todos estão salvos. O que ficou na denominação, o que saiu dela e o que fundou uma nova. Todos estão certos, ainda que uns acusem os outros de heresias. E todos estão salvos ainda que divergentes entre si e todos são “irmãos em Cristo”, mesmo que cada qual pregue um Cristo diferente do outro.
    Já tem gente dizendo que no final serão salvos aqueles que melhor interpretaram a Bíblia. E como cada crente acha que “interpreta” a Bíblia melhor do que os outros, na prática, todos se consideram salvos.
    Que contradição colossal. Trágico contraste que agride o bom senso a partir do momento que o protestante tem que decidir tudo por conta própria e ao mesmo tempo tudo que cada protestante vier a decidir é tido como válido e lhe serve para salvação.
    Para nós católicos Jesus não nos abandonou. A Igreja é expressão do amor de Jesus. Conhecendo o coração humano e suas fraquezas, conhecendo nossa arrogância e vaidades, ele nos deixou um porto seguro para que não nos desviássemos da verdade. Jesus nos deixou a Igreja, coluna e sustentáculo da verdade.
    Mas o protestante é salvo pelo rótulo e ele mesmo recebe a inspiração do Espírito Santo e torna-se seu próprio mestre. Só não explica como é possível tantas interpretações protestantes distintas a partir de um único Espíritos Santo. E ainda assim, mesmo que cada qual tenha sua própria doutrina, todos se dizem salvos porque “aceitaram” Jesus em um templo protestante.
    É o próprio protestante que se confessa DEUS e já não precisa do sacerdote. Ele mesmo é quem pode julgar todas as heresias e definir quem está salvo e quem está condenado.E mesmo que um entenda diferente do outro, ambos integram o “Povo de DEUS.”
    Se os protestantes estivessem certos, o que seria daqueles que não podem ler ou que não possuem conhecimentos técnicos adequados para “bem” interpretar a Bíblia ?
    Se é vontade de DEUS é que nenhum de nós se perca, é pouco provável que Jesus tenha nos abandonado a nossa própria “inteligência”.
    É perfeitamente compreensível que ele tenha destinado a Igreja para nos conduzir neste mundo de tantas doutrinas, modismos, novidades e sujeito ás influências de tantas organizações poderosas e manipuladoras.
    Tem pregador evangélico citando Santo Agostinho ou Concílio de Nicéia para condenar heresia de outros pregadores. Depois estes mesmos que citam Santo Agostinho e os Concílios Católicos, defendem que a Igreja nunca foi católica ou que foi fundada por Constantino. O falso mestre tem a coragem de citar santos e doutrinas da igreja que ele considera ter sido fundada por Constantino ?
    Que são estas pessoas que nunca se firmam na verdade, mas usam e abusam das sagradas escrituras para inventarem doutrinas e condenarem tudo que é verdadeiro ?
    Suficiente notar que bastou uma pesquisa registrar que 22% da população brasileira é evangélica ou protestante que todos os grupos, mesmo divergentes entre si, assumiram a condição de “religião única”, como se todos fossem iguais e acreditassem nos mesmos dogmas ou praticassem o mesmo evangelho.
    De uma hora para a outra, os defensores do aborto e seus opositores passaram a pertencer a esta “religião única” que nada de tem de homogênea, exceto pelo rótulo comum que carregam e pela aversão comum contra a Igreja Católica. Ao mesmo tempo os defensores do aborto estão salvos, tal como aqueles que são contrários.
    O que teria sido mais adequado é que o trabalho em questão não reunisse em um mesmo saco as milhares de denominações evangélicas como se juntas representassem uma única vertente de fé. Isto é totalmente falso.
    Quem quiser acreditar nesta fábula que acredite. Mas apenas sendo muito infantil para crer que estes 22% de protestantes comungam da mesma fé e entendem o evangelho de um mesmo jeito.
    Ora, se nem 60.000 seitas protestantes somadas chegaram perto da Igreja Católica, é bom que cada protestante comece a pensar qual é a Igreja de fato indestrutível, invencível e sobre a qual as portas do inferno jamais prevalecerão.
    Muitas das heresias que assistimos por aí não são novas. Elas vão e voltam e sempre são esmagadas pela a verdade católica.
    Os falsos profetas desaparecem tão rápido quanto surgiram, mas a Igreja que tem 2.000 anos já venceu adversários bem mais poderosos.
    Os protestantes não se entendem nem mesmo entre eles. E reino dividido contra si mesmo é certeza de ruína.
    Onde fica a porta estreita da qual Jesus nos falou ? Para o protestante tudo parece bem fácil. Basta “aceitar” Jesus em quaisquer das milhares de denominações e se o crente não encontrar uma denominação que lhe agrade ainda pode fundar uma nova denominação e para tal basta dizer que teve uma “visão” que todos a tomarão por verdade absoluta.
    Com total segurança podemos afirmar que: “Placa de Igreja protestante, pesquisas e estatísticas não salvam ninguém.”
    Reconhecemos que é direito de cada homem e mulher aderirem a fé que lhes pareça mais conveniente. Repudiamos qualquer tipo de preconceito religioso e ataques a honra e dignidade de toda e qualquer pessoa. Limitamos o debate às questões de fé e doutrina tão e somente, reconhecendo inclusive que é direito de todo e qualquer pessoa abraçar ou permanecer no erro doutrinário se assim lhe parecer mais adequado. O fato de alguém não concordar conosco não faz de ninguém repugnante ou não merecedor do nossos mais sinceros respeitos.
    Autor: A.Silva/V.De Carvalho – Livre divulgação mencionando-se o autor

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