Ancoradouro

Mentecaptas fundam a igreja nacional da Beyoncé

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Há alguns dias venho alimentando a ideia que alguns seres humanos estão voltando ao primitivismo em pleno século XXI. Diante de notícias relacionadas a crimes bárbaros, multiplicação de adoradores do demônio, crescimento do paganismo e uma crença animística  das coisas parece-me que não estou errado no propósito desta  reflexão.

Imagem da Beyoncé usada pelo grupelho de fãs.

Imagem da Beyoncé usada pelo grupelho de fãs.

Mas a cereja do bolo para tal raciocínio veio quando li que  algumas jovens fundaram a igreja nacional da Bey, uma igreja dedicada à cantora Beyoncé. Parece  brincadeira, daquelas virais da internet, mas não é. Demorei um pouco para digerir a informação e o único título com o qual  consegui etiquetar a postagem foi o que vem ao topo.

A notícia já começa a se espalhar nos grandes jornais e portais mundo afora. O Beyismo conta com 203 seguidoras, é aberta a meninos, mas com uma condição: o sacrífico de sua masculinidade, removendo (simbolicamente -seja lá o que isso signifique) seus órgãos sexuais para obedecer à Divina Diva.

A bíblia das mentecaptas.

A bíblia das mentecaptas.

Segundo a mentecapta chefe do grupelho, o Beyismo não cultua Beyoncé como perfeita ou como ressuscitada dos mortos. “Apenas é uma luta para que nós todas tentermos ser a Diva que ela é”. É a estranha relação entre fã/ídolo, daqueles imbróglios psicológicos que nem Freud explica.

A bíblia das fanáticas é uma compilação de versos da cantora conhecida pelo “bate-cabelo” nos shows, aliás, foi o que mais se comentou na sua vinda à Fortaleza. Embora as seguidoras digam que não existam elementos nesta idolatria relacionados à crença dos cristãos, as imagens no Tumblr são montagens de Beyoncé como Nossa Senhora ou portando outras características do universo católico. 

Recordei de uma frase de São João Paulo II, “Tu te tornas aquilo que contemplas”. A sentença vale para o que contemplamos de bom e de ruim. É uma questão de inteligência buscar como objeto de contemplação, o transcental que nos ultrapassa, que é perfeito, infinito, bom, belo e úno.

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