Uma imagem singela de um frei rezando por um policial viraliza nas redes sociais. A cena inusitada aconteceu nos corredores do Instituto Dr. José Frota, hospital de referência em Fortaleza.
Frei ora por policial no corredor do Hospital.
O policial é o Soldado Pertone e o frei é Roberto Magalhães, 96 anos de idade e 72 de sacerdócio. “Pedi ao frei que orasse não só por mim, mas por toda a classe da Segurança Pública do Estado incluindo o Governador Camilo Santana e seu secretário de segurança André Costa, o Coronel Viana e toda corporação “, conta o policial com exclusividade ao blog Ancoradouro.
O policial finaliza oferecendo o momento aos colegas de farda e com a hastag #Deusnosproteja. O Ceará tem enfrentado uma de seus piores quadros nos que diz respeito à violência. Em apenas dez dias, no mês de julho, ocorreram 57 homicídios, latrocínios (roubos com morte) e lesões corporais seguidas de óbito nas ruas de Fortaleza, numa média de um assassinato à cada quatro horas.
As pessoas de fé se unem neste momento de desafio e reza para que o Ceará se torne um estado pacífico.
Mais sobre Frei Roberto (Texto de Jarison Brito para o Ancoradouro)
Maracanaú é uma terra abençoada , de onde homens tementes foram suscitados por Deus para o seu serviço. Juari Magalhães de Sousa é um deles, mais conhecido como Frei Roberto.
Frei Roberto, filho do casal José Joaquim de Souza e a senhora Joana Magalhães de Sousa, nasceu em 10 de setembro de 1920.
Ingressou no convento dos Capuchinhos, com a aprovação dos pais, em 1934, quando tinha apenas 14 anos. Em 1938, fez o noviciado em Esplanada na Bahia. A profissão simples foi no ano seguinte. Era a marca da entrada na Ordem dos Capuchinhos.Daí em diante Frei Roberto ajudou muitas pessoas a descobrirem seu caminho.
Em 1942, em São Luís (MA), a Ordem acolhe seus votos solenes. É uma data marcante para o religioso. Neste período, cursa filosofia e teologia. Outra data importante foi sua ordenação presbiteral: 1º de outubro de 1944, no Santuário Coração de Jesus, em Fortaleza .
Frei Roberto ao londo de sua vida religiosa foi assistente no seminário menor em 1945, professor de filosofia durante vários períodos entre os anos 1946-1969, em Guaramiranga e em Fortaleza, diretor dos estudantes de filosofia em Guaramiranga e do curso científico, em Parnaíba. Foi vigário paroquial em Parnaíba, Luís Correia, Teresina, Minerolândia, Mombaça e Guaramiranga. Foi ainda pároco e guardião em várias casas, reitor do santuário S. Francisco das Chagas e diretor do Colégio São Francisco em Juazeiro, e chegou a passar um breve período como missionário em Angola – África.
Hoje, o dom da longevidade, da vitalidade e da simplicidade permanecem constantes em Frei Roberto, sinal da presença de Deus em sua vida e da fidelidade deste mesmo Deus, que concede suas graças generosamente a quem quer.
Frei Roberto entre nós, hoje, nos ajuda a perceber qual o perfil de um cristão capuchinho. Apesar de sua idade, mantém lucidamente uma compreensão bem atualizada da vivência do carisma.
Bendito seja Deus para sempre pelo dom de sua vida!
