No último desfecho do trágico caso que abalou Canindé e o Ceará, a justiça finalmente trouxe um resultado decisivo para João Levi, a criança de 5 anos que sofreu agressões brutais no ano passado. Após quase um ano de espera, o padrasto e a mãe do menino receberam sentenças judiciais rigorosas por sua participação no crime. João Levi, uma criança descrita como doce e afetuosa, passou por traumas físicos e psicológicos inimagináveis enquanto estava sob a tutela de sua mãe, Sabrina Duarte de Castro, e do padrasto, José Ivanilson Ferreira Silva.

O Tribunal condenou José Ivanilson a 13 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado, sendo impedido de recorrer em liberdade. Já a mãe de João Levi, Sabrina, recebeu uma sentença de 9 anos e 4 meses em regime fechado, além de perder o poder familiar sobre o filho. De acordo com investigações, o menino sofreu mutilações com uso de mordidas e de uma faca, e a mãe estaria ciente dos abusos, escondendo os sinais e mantendo o filho distante de familiares próximos.

Familiares, inclusive o pai, Marcelo, que é analfabeto e teve dificuldade em provar suas suspeitas, haviam registrado boletins de ocorrência devido ao sofrimento do filho. Após o crime, João Levi foi levado para o hospital IJF, em Fortaleza, com ferimentos graves, e atualmente encontra-se sob a guarda definitiva do pai. Marcelo deixou o trabalho para se dedicar totalmente à recuperação do filho, que agora necessita de apoio emocional, financeiro e de saúde para se reerguer.

O caso João Levi evidencia a necessidade de uma rede de proteção mais atenta às denúncias de violência familiar e demonstra a atuação da justiça cearense na proteção de menores.

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