Fortaleza, 27 de setembro de 2023. Uma data que ficará gravada na memória dos fãs de Linkin Park que tiveram o privilégio de viver uma noite especial no Complexo Armazém. O público, ansioso e cheio de expectativa, já lotava o espaço muito antes do início do show. Havia um clima de nostalgia e reverência no ar, afinal, a banda que estava prestes a subir ao palco não era qualquer cover: Hybrid Theory, diretamente de Portugal, é amplamente reconhecida por sua capacidade de recriar com precisão a energia e a emoção que tornaram o Linkin Park uma das maiores bandas de rock do mundo.
A multidão estava pronta para uma viagem no tempo. Eram mais do que apenas espectadores de um show tributo; eram fãs apaixonados, muitos deles revivendo memórias de adolescência e juventude. Entre camisetas antigas da banda original e do grupo que faz o maior cover do Linkin Park do planeta, ficou claro que aquela noite seria uma verdadeira celebração. Quando as luzes se apagaram e os primeiros acordes de “One Step Closer” ressoaram, o Complexo Armazém foi tomado por uma energia que só aumentaria com o passar do tempo.
O show começou de forma explosiva, e logo no início ficou difícil ouvir as vozes dos vocalistas diante do coro impressionante do público, que cantava com toda a força de seus pulmões. “One Step Closer” deu o pontapé inicial à noite de maneira alucinante, e o espetáculo seguiu com uma performance intensa de “No More Sorrow”, onde as palmas sincronizadas e o refrão cantado em coro pelo público criaram um dos primeiros grandes momentos da noite.

Hybrid Theory faz tributo grandioso e revive a essência de Linkin Park em Fortaleza | Foto: Ferris Jr.
A cada música, o vínculo entre banda e público se tornava mais forte. Quando “The Catalyst” começou, novamente as palmas da plateia preencheram o espaço, e o vocalista, sempre carismático, soube conduzir o ritmo de forma a fazer todos se sentirem parte do espetáculo. Um dos pontos mais emocionantes foi em “Burn It Down”, que teve seu início cantado à capela, criando uma atmosfera quase mágica.
Outro momento marcante foi “Lost In The Echo”. O refrão, entoado por todos com uma energia contagiante, fez o Complexo Armazém vibrar de maneira única. Em “Breaking The Habit”, a mágica se repetiu: o público cantava com tanta precisão e paixão que, em vários momentos, os vocais pareciam vir diretamente da plateia, e não do palco. Era como se os fãs tivessem assumido o controle daquele show.
Outro ponto marcante da noite foi “Given Up”, onde a primeira roda punk da noite surgiu. Pequena, ainda tímida, mas já sinalizando que a intensidade estava só começando. O vocalista da Hybrid Theory mostrou uma presença de palco impressionante, com um drive vocal que arrancou aplausos do público, demonstrando que a banda cover realmente faz jus ao nome que carrega.
A sequência de clássicos continuou, e “What I’ve Done”, famosa por fazer parte da trilha sonora de Transformers, trouxe um toque especial à noite. O público respondeu com emoção, cantando junto e criando um momento bonito, mas foi em “One More Light” que a noite se transformou em algo mágico. Ao som dessa balada, as lanternas dos celulares iluminaram o espaço, transformando o local em um verdadeiro mar de luzes. Uma cena inesquecível.
O show seguiu com uma sequência de hits, incluindo um medley com “Leave Out All The Rest”, “Shadow of the Day” e “Iridescent”, que trouxe um ritmo mais calmo, mas igualmente envolvente. Logo em seguida, veio o impacto de músicas como “New Divide” e “Somewhere I Belong”, que trouxe uma explosão de nostalgia para aqueles que viveram o auge da banda na época da TV União.
Quando o show chegou em seu último ato, com músicas como “In The End”, “Papercut” e a épica “Numb”, a sensação era de que ninguém queria que a noite terminasse. “In The End” foi um dos momentos mais surreais da noite.
O público, a essa altura já em completa sintonia com a banda, tomou para si o início da música, cantando cada palavra com uma força que deixou o Complexo Armazém quase pequeno demais para tanta emoção. O vocalista apenas sorriu e deixou que os fãs tomassem conta. Quando chegamos ao final da canção, era como se todo o público estivesse completamente imerso naquele momento, criando uma lembrança que vai permanecer para sempre.
Momento marcante, aliás, veio em Bleed It Out, quando a banda aproveitou para se despedir, agradecendo a recepção e convidando o público para participar, ainda mais, do show. Inicialmente, com palmas e pedindo para que os fãs se abaixem para, em seguida, levantar e pular muito. Foi realmente incrível. A essa altura, a energia estava em seu ápice, e a roda punk que começou tímida em “Given Up” se concretizou de forma explosiva em “Faint”, fechando o show com chave de ouro.
Ao fim, com um último agradecimento ao público cearense, a banda se despediu sob intensos aplausos, deixando a sensação de que todos ali tinham vivido uma noite única. A Hybrid Theory não apenas reviveu a memória do Linkin Park; trouxe ao público de Fortaleza a emoção crua e autêntica que só um show de rock pode proporcionar. Para aqueles que estiveram lá, essa noite certamente será lembrada por muito tempo.
Disasterpieces: quem saiu para ver um grande show de tributo, acabou vendo dois e se surpreendeu positivamente.
Outra atração que roubou a cena foi a banda cearense Disasterpieces, que entregou um impressionante cover de Slipknot. Com uma performance intensa, o grupo não apenas replicou a sonoridade da banda estadunidense, mas também trouxe toda a estética que os fãs de Slipknot esperavam. A presença de palco, os macacões, as máscaras e a energia desenfreada fizeram o público mergulhar de cabeça na apresentação.

Disasterpieces: saí para ver um grande show de tributo, mas acabei vendo dois | Foto: Ferris Jr.
Com músicas como “Duality”, “Before I Forget” e “Psychosocial”, a Disasterpieces criou uma atmosfera eletrizante, gerando rodas de pogo e mosh pits que tomaram conta da pista. O show foi visceral e se destacou como um verdadeiro espetáculo à parte, agradando a todos que puderam apreciar a apresentação.
Antes das principais atrações, quem abriu a noite foi a banda cearense Hey Ho All Stars, que trouxe o melhor do Punk Rock ao palco. Com versões enérgicas de clássicos, a banda aqueceu o público com muita atitude e deixou todos prontos para o que viria a seguir.


