Clube da Luta

O desvio de inteligência do UFC na edição 157

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O primeiro combate feminino da história do UFC acontece neste sábado (23) (Divulgação / UFC)

O presidente do UFC, Dana White, se rendeu ao talento de Ronda Rousey e abriu as portas para o MMA feminino no UFC. No combate de estreia na organização, a loira defende o cinturão dos galos contra Liz Carmouche neste sábado (23), pelo UFC 157. No entanto, o UFC confundiu a relevância dos confrontos e rebaixou o duelo entre Dan Henderson e Lyoto Machida para a segunda luta mais importante do evento. Com 6 lutas,  100% de aproveitamento e o fator histórico envolvido, é justo que a estreia de Ronda no UFC seja como luta principal, mas não em evento que conta com os ex-campeões Dan Henderson e Lyoto Machida duelando em busca do cinturão dos meio pesados.

Fazer a luta principal em evento do UFC é extremamente importante. Além de dar nome ao evento, serve como referência histórica e os atletas lutam por mais tempo, são cinco rounds. Como auge da noite, atrai os olhares de todos os fãs do esporte, que querem apreciar  a luta mais aguardada do card e um combate top entre nomes da elite do MMA. Nomes como Dan Henderson e Lyoto Machida.

Aos 42 anos, Hendo foi campeão do Strikeforce e também do Pride em duas categorias diferentes. O americano fez lutas memoráveis contra o russo Fedor Emelianenko e os brasileiros Anderson Silva e Shogun Rua. Por sua vez, Lyoto é ex-campeão dos meio pesados e guarda o feito de, ao lado de Jon Jones, serem os dois únicos lutadores a conseguir defender com sucesso o cinturão da categoria (os demais campeões perderam o título na primeira defesa). Juntos, Dan Henderson e Lyoto Machida acumulam 58 lutas de MMA e somente 11 derrotas. O experiente americano tem 29 vitórias na carreira. O brasileiro tem 18.

Como atletas de MMA, há muito o que se falar sobre Dan Henderson e Lyoto Machida e, consequentemente, há muito o que se esperar também. O vencedor provavelmente disputa o cinturão dos meio pesados contra Jon Jones. Portanto, é essa a luta mais aguardada do evento e não o combate feminino.

Em entrevista ao MMAFighting, o próprio Lyoto se mostrou decepcionado e conformado por ter ficado em segundo plano. “Eu reclamei no início, mas agora estou bem. Eu queria lutar no combate principal (main event). Henderson é um grande campeão (sem cinturão no momento) e eu sou um ex-campeão. Acho que merecíamos fazer a luta principal, mas agora tá tudo bem, estou bem e feliz com essa oportunidade porque muita promoção para as mulheres também é bom para a gente”.

Confira o vídeo.

[youtube]http://youtu.be/K59ENZlyVuM[/youtube]

É claro que é muito importante o espaço dado pelo UFC para que as mulheres também façam parte do maior torneio de artes marciais do mundo, formando categorias, rankings, etc. Além de que o cinturão dos galos está em jogo.

Como solução, o UFC faria a primeira luta feminina da história da organização como principal da noite, mas em evento onde não houvesse grandes estrelas duelando. Infelizmente, o desvio de inteligência do UFC não permitiu a entidade organizar as duas lutas em eventos separados, dando a relevância que merece a cada uma delas. Assim todos ganhariam.

Em tempo

Nas seis lutas que fez, Ronda finalizou suas adversárias sempre no primeiro round. Então, na pior das hipóteses, teremos: Dan Henderson e Lyoto Machida lutando por três e não cinco rounds e Ronda, repetindo atuações passadas, termina o combate principal em .. dois minutos?

Em luta de cinco rounds, Lyoto Machida levaria uma vantagem considerável sobre o americano, pois teria a seu favor a estratégia de cansar um adversário veterano como Henderson.

O UFC confirmou que Miesha Tate e Cat Zingano farão a segunda luta feminina na organização. O duelo acontece no dia 13 de abril, marcando a final do TUF 17. Outras duas lutadores femininas, Alexis Davis e Sara McMann, também foram contratadas.

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