
Aretha – Bem, primeiramente quero agradecer a oportunidade de falar sobre o trabalho. Eu costumo dizer que esse disco foi uma cartarse… sabe quando o copo está cheio e precisa transbordar. Foi um movimento contínuo entre eu e meus músicos. Desde o dia que decidimos fazer o disco, tudo aconteceu muito rápido. Trabalhei na escolha do repertório sozinha, para que o disco tivésse realmente a minha cara. Depois entramos no estúdio e coletivamente fomos levantando os arranjos, uma por uma. Depois começamos a gravar as bases e em seguida a voz. Não demos intervalo entre a produção e a gravação e acho que isso gerou um coesão no resultado final. Confesso que ficou melhor do que eu esperava. rsrsrs
DISCOGRAFIA – Trata-se, como tem sido muito comentado, do seu primeiro trabalho adulto, com canções próprias. Como nasceram essas suas primeiras composições? Como foi o momento de mostra-las para a banda?
Aretha – A música Tudo que posso com você já tinha sido feita por mim em forma de poesia há muitos anos, depois fiz a melodia sozinha também. E foi a última música que fizemos o arranjo porque eu tinha muito preconceito com minhas composições. Depois ouvi do tecladista que é a melhor música do disco. A mulher do sacana eu fiz em casa com o violão e juro… fiz em 12 minutos. Quando faço a música com instrumento saí muito rápido. Num dia de ensaio, depois de fazermos o arranjo de A little less conversation, pedi a guitarra para o Estevan (Sinkovitz, músico) e mostrei a música. Logo em seguida, já estávamos cantando e tocando todos juntos. Uma maravilha…. eles me conhecem bem.
DISCOGRAFIA – O disco traz quatro regravações de canções famosas e de raízes bem distintas, indo de Nana Caymmi a Elvis Presley. Como e porque elas foram escolhidas?
Aretha – Desde o início, eu sabia que queria regravar Resposta ao tempo e Non je ne regrette rien por serem duas músicas profundas, mas que me daríam interpretações completamente diferentes. Só não sabia se conseguiria bancar os direitos das músicas e foi nessa hora que o selo Discobertas fez toda diferença, pois ficou ao encargo dos direitos.
DISCOGRAFIA – Você encontra a influência dos seus pais neste trabalho?
Aretha – Acho que a influência dos meus pais está na vida, na temperatura, na força de expressão… que acaba recaindo sobre o trabalho. Mas concientemente é só.
DISCOGRAFIA – Seu disco anterior, inclusive, foi um tributo ao Antônio Marcos. Queria que você falasse sobre este trabalho.
Aretha – Esse trabalho foi um sonho realizado. Uma alegria sem tamanho. Eu captei junto ao empressário Jacinto Figueira os recursos e tive o auxílio luxuoso de Bocato e sua banda. Um sonho inesquecível. Gratidão eterna.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=EsJqVr34Kfk&feature=related[/youtube]DISCOGRAFIA – Quando se fala em Aretha Marcos, é impossível não lembrar de você pequenininha nos programas infantis da Rede Globo. Quais suas lembranças mais marcantes desta época?
Aretha – Os artistas que tive a honra e o melhor destino de contracenar. Chico Buarque em O Caderno, Ney Matogrosso em Galinha d’angola e Cérebro, Maria Bethânia em Brincar de viver, entre tantos outros… Alguns me levaram a acompanhar seu trabalho por toda a vida como Vinícius.
DISCOGRAFIA – Como era seu convívio com o Antônio Marcos? Ele sempre passou a imagem de ser um homem triste, melancólico. Era isso mesmo?
Aretha – Olha, não tenho por costume falar sobre a vida pessoal dos meus pais. Só posso dizer que meu ERA.
DISCOGRAFIA – Encerrando o assunto família, recentemente a Vanusa foi notícia em vários lugares por conta dos vídeos no youtube. Qual sua visão sobre o que aconteceu? Como artista e tendo convivido de perto com esta experiência, você não tem medo desse tipo de exposição?
Aretha – Acho que em respeito a minha mãe e sabendo que quanto mais se fala nesse assunto mais machuca. Não direi nada.
DISCOGRAFIA – Passada sua fase “criança prodígio”, o que você fez. Trabalho, casamento, filhos, estudos. O que aconteceu?
Vida pessoal… não tenho interesse em falar e espero que entenda.
(Após uma explicação, ela reconsiderou a pergunta)
Me perdoe, não entendi então a pergunta. Vamos lá: Minha formação musical é pouquíssima. Fiz aulas de piano particular quando criança e desisti por que a professora batia em minhas mãos para que não ficassem muito suspensas. Estudei música em vários momentos diferentes com pessoas diferentes. Estudei com Daltony Nóbrega, Sergio Sá , André Gonçalves entre outros, desde teoria até prática. Atualmente estudo violão com Daniel Conti.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=v3LTQCiFC3U[/youtube]DISCOGRAFIA – Como tem sido a recepção do público em relação a este novo trabalho?
Aretha – O trabalho está sendo recebido aos poucos, pois a divulgação é pequena em vista aos grandes artistas. Mas, tive críticas maravilhosas de pessoas respeitadas e isso já é muito para mim.
DISCOGRAFIA – Já tem planos para um novo trabalho? O que e quando?
Aretha – Sim… segredo de estado!!! Rsrsrsrsrs
Para mais: www.myspace.com/oficialarethamarcos