Discografia

As Travestidas no segundo Happy Hour Vida&Arte

Caio Castelo, Silvero Pereira e Rodrigo Ferreira na gravação do Happy Hour Vida&Arte (Foto: Alex Gomes/ Especial para O POVO)

Foi ao ar nesta quinta-feira a segunda edição do Happy Hour Vida&Arte. O projeto do Vida&Arte, caderno de cultura do O POVO, com apoio do DISCOGRAFIA, estrou na semana passada com a participação da cantora Nayra Costa, acompanhada do músico Cláudio Mendes. Misturando um recado sério com muito alto astral, são as Travestidas que vieram ao Espaço O POVO de Cultura & Arte para esta segunda parte do projeto.

Com Silvero Pereira, “habitando o corpo” de Gisele Almodóvar, e Rodrigo Ferreira, a Mulher Barbada, as Travestidas contaram histórias, cantaram novas canções e abusaram do improviso. “A gente surge a partir de uma inquietação, de um trabalho que é Uma Flor de Dama, que eu fiz a partir de um conto do Caio Fernando Abreu. Esse trabalho depois agregou vários artistas da Cidade e aí a gente montou um segundo trabalho, que foi O Cabaré da Dama. Ali, naquele momento, a gente acontece como coletivo as Travestidas”, narrou Silvero sobre a formação do grupo que tornou-se plural até nas linguagens em que se envolve.

“A gente estava num momento muito forte de música. Quando eu entrei pro coletivo, eu já tinha uma banda, e o coletivo já tinha essa pretensão da música. Quando a gente começou a fazer alguns trabalhos que tinham a música muito forte, a gente pensou que podia tirar isso do teatro e levar como um trabalho”, acrescentou a Mulher Barbada sobre o surgimento do bloco de Carnaval, que se apresenta nesta sexta-feira, 1º, na abertura do Carnaval de Fortaleza, no aterro da Praia de Iracema.

Depois da conversa, acompanhadas do músico Caio Castelo, as Travestidas apresentaram algumas canções do seu repertório. Pela primeira vez em formato acústico, como bem lembrou Gisele, elas fizeram City day Moral (Blackyva), Vem (Raul Andrade), Minhas Regras (Dua Lipa/ Silvero Pereira), Controversa (Adriana Deffenti), Soldadim (Matheus VK) e Coisa Boa (Glória Groove). Esta última foi total improviso, a pedido da plateia.

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