Com inscrições abertas até 8 de outubro, a 3ª edição do Prêmio Educador FTD Educação convida educadores de escolas públicas e particulares a compartilharem projetos que fazem a diferença em sala de aula
Tudo começou com o medo de uma estudante. Em Boa Vista (RR), uma aluna com deficiência visual contou à professora Luciene Moreira da Silva que temia perder completamente a visão sem conhecer o lugar onde vivia. Diante da falta de recursos para uma viagem, a estudante sugeriu: “Professora, vamos fazer um livro igual àquelas revistas de perfume, que tenha o cheiro e o desenho da fruta.” Assim nasceu o Roraima Sensorial, projeto que uniu livros em braile e com aromas, mapas táteis e QR Codes inspirados na cultura amazônica. A criatividade rendeu à professora o título de Projeto Destaque do Ano na categoria STEAM, na 2ª edição do Prêmio Educador FTD Educação, em fevereiro deste ano.
Essa é uma das histórias que a FTD Educação resgata para marcar a abertura das inscrições da 3ª edição da premiação, que reconhece professores e gestores da educação básica, de escolas públicas e particulares, com projetos desenvolvidos em 2025 e 2026 a partir de soluções educacionais da FTD. As inscrições vão até 8 de outubro de 2026.
Vozes da escola pública

Para Luciene, a premiação ultrapassou sua própria trajetória. “Eu não vejo esse reconhecimento como algo somente meu. Existe uma escola, existem estudantes, professores, famílias e muitas pessoas por trás do Roraima Sensorial.” Hoje, estudantes com deficiência que participaram do projeto desenvolvem pesquisas próprias e recebem bolsas de iniciação científica. “Eu comecei a ensinar com um livro didático do PNLD nas mãos e hoje estou com uma passagem para Londres”, conta a professora da Escola Estadual Professora Antonia Coelho de Lucena, de Boa Vista, que deve participar da Bett UK 2027, em Londres, evento que reúne profissionais de educação e tecnologia de diversos países.
Seu recado para colegas em dúvida sobre se inscrever é direto. “Conte aquilo que você faz. Conte por que começou, quem são os seus estudantes, qual problema você tentou resolver e, principalmente, o que mudou na vida deles.”
Também da rede pública, a professora Ingrid Lopes de Araújo Oliveira, da EMEF Luigi Luvizotto, em Cerquilho (SP), viu no reconhecimento de seu projeto de incentivo à leitura, premiado no ano passado, uma confirmação de sua prática pedagógica. “O prêmio me deu ainda mais segurança para acreditar que práticas pedagógicas planejadas, acompanhadas e fundamentadas em evidências realmente podem transformar a aprendizagem dos alunos.” Segundo Ingrid, “ser reconhecida por uma prática desenvolvida dentro da escola pública mostrou para mim e para outras pessoas que existe muita inovação, dedicação e produção de conhecimento acontecendo diariamente nas nossas salas de aula.”
Seu conselho para os educadores na edição de 2027: “não subestime aquilo que você faz todos os dias em sala de aula. Acredite na sua prática, registre seus resultados e se permita mostrar o trabalho que acontece dentro da sua sala de aula.”
Vozes da rede particular
Reconhecida como Projeto Destaque do Ano na categoria Avaliação de Desempenho Educacional, a professora Thayná Faria, do Colégio Professor Claudio Francisco Bini, em Rio Branco do Sul (PR), levou a média dos estudantes nos simulados de 686 para 813 pontos em dois meses. Para ela, “o prêmio abriu portas profissionais que eu não imaginava”, incluindo pós-graduação na PUCPR e participação no Bett UK. Seu convite a outros professores: “inscreva-se para compartilhar aquilo que você acredita. O que estou vivendo hoje mostra que vale a pena.”
Já a professora Juliany Camargo Silva Abrão, da Escola Ethos, em Goiânia (GO), venceu a categoria ESG com o projeto Empreendedorismo Sustentável, na 1a edição do prêmio, em 2025. Segundo ela, “não espere que o projeto pareça grandioso para inscrevê-lo. Uma prática transformadora pode nascer de uma necessidade observada na turma, de uma pergunta dos alunos ou de um problema presente na comunidade.”
Sobre a 3ª edição do prêmio
Podem participar professores e gestores da educação básica de escolas públicas e particulares de todo o Brasil com projetos desenvolvidos em 2025 e 2026 usando soluções educacionais da FTD Educação. A premiação contempla seis categorias — STEAM, ESG, Avaliação de Desempenho Educacional, Ensino de Língua Inglesa, iônica e Literatura —, com 12 iniciativas vencedoras (uma pública e uma particular por categoria), cada uma recebendo vale-presente de R$ 7 mil. Dois projetos serão reconhecidos como Projetos Destaque do Ano, com viagem pedagógica internacional e bolsa de pós-graduação on-line na PUCPR.
Segundo Cintia Lapa, diretora de Desenvolvimento de Produtos e Performance Educacional da FTD Educação, “mais do que reconhecer projetos, o prêmio celebra pessoas que fazem da educação uma força concreta de transformação”. Nas duas primeiras edições, foram mais de 900 projetos inscritos de todo País e a expectativa é receber 850 iniciativas nesta edição.
“Ao valorizar professores e gestores que inovam, enfrentam desafios e constroem experiências de aprendizagem significativas, a FTD Educação contribui para dar visibilidade a essas práticas, fortalecer o protagonismo desses profissionais e inspirar novas iniciativas em todo o país”, reforça Cintia.
A embaixadora da premiação segue sendo a professora Débora Garofalo, eleita professora mais influente do mundo em 2026. “Dar visibilidade a essas iniciativas é uma forma de valorizar esses profissionais e, ao mesmo tempo, inspirar uma rede cada vez maior de educadores”, comenta Débora.
Inscrições: até 8 de outubro de 2026
Site da premiação



