Fora da Ordem

Porto Iracema exibe documentários realizados por mulheres durante este mês

Imagem de “Torre”, curta de Nádia Mangolini

O Cineclube Âncora, iniciativa dos alunos do Curso Básico de Audiovisual da Escola Porto Iracema das Artes, exibirá documentários realizados por mulheres durante este mês de junho. A Mostra MNEMÓSINE foi motivada pela temática trabalhada este ano pela escola: “Poéticas do Feminino”

Sete filmes serão apresentados todas as quartas-feiras de junho (nos dias 6, 13, 20 e 27), sempre a partir das 14 horas, no auditório do Porto Iracema. Com acesso gratuito, as sessões serão seguidas de debate convidada que abordará as questões do filme junto ao público.

Do Brasil, será exibido o curta “Torre”, de Nádia Mangolini. Também entram filmes de Portugal (“Repare Bem”, de Maria de Medeiros), Japão (“Em seus braços”, de Naomi Kawase), Irã (Forough Farrokhzad como o seu “A Casa é Escura” e Samira Makhmalbaf com “A Maçã”, e Bélgica (“No Home Movie”, de Chantal Akerman).

Ticiana Augusto Lima e Luciana Vieira, da Tardo Filmes; Kennya Mendes, da Vila das Artes; e Camila Vieira, da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) são as convidadas do mês para as rodas de conversa.

Programação completa

[Sessão de 06 de junho]

Torre, filme de Nádia Mangolini (Brasil, 2017, 18min)

Sinopse: Quatro irmãos, filhos de Virgílio Gomes da Silva, o primeiro desaparecido político da ditadura militar brasileira, relatam suas infâncias durante o regime.

Repare Bem, filme de Maria de Medeiros (Brasil/Portugal/Espanha, 2013, 94min)

Sinopse: O documentário aborda a história de três gerações de mulheres que sofreram perseguição política a partir do relato de Denize Crispim e Eduarda Leite, duas anistiadas pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

Debate com os realizadores do Cineclube Âncora

[Sessão de 13 de junho]

Em seus braços – Naomi Kawase (Japão, 1992, 40min)

Sinopse: O início de uma odisseia íntima (ou um road movie doméstico) em busca do pai biológico que nunca conheceu, tendo como pistas apenas o registro familiar e uma foto.

Céu, Vento, Fogo, Água, Terra – Naomi Kawase (Japão/França, 2001, 40min)

Sinopse: Um recado telefônico conta a Kawase sobre a morte de seu pai. Mais de oito anos se passaram desde sua busca em “Em seus braços”. Ela assiste ao filme novamente com suas amigas e enfrenta sentimentos ambíguos ao ver as entrevistas de sua mãe biológica e de sua mãe adotiva sobre o pai. Ela ainda não superou o abandono, a dor, as dúvidas existenciais. Subitamente, ela decide tatuar a mesma tatuagem que seu pai tinha em vida. Kya Ka Ra Ba A é uma palavra budista que em sânscrito significa Kya – céu, Ka – vento, Ra – fogo, Ba – água e A – terra e, por extensão, se aplica a tudo o que existe no mundo.

Debate com Ticiana Augusto Lima e Luciana Vieira (Tardo Filmes)

[Sessão de 20 de junho]

A Casa é Escura – Forough Farrokhzad (Irã, 1963, 22min)

Sinopse: O aclamado curta metragem da iraniana Forough Farrokhzad é uma visão do sofrimento na vida de uma colônia de leprosos focalizando a condição humana e a beleza das criações divinas. As imagens são intermediadas com declamações de poesias de Farrokhzad, do Velho Testamente e do Alcorão, e algumas falas dos personagens reais. Foi o único filme que ela dirigiu antes de sua morte em 1967. Apesar da pouca atenção recebida fora do Irã, foi considerado desde seu lançamento como um marco do cinema Iraniano abrindo caminho para o movimento new wave que eventualmente aconteceria.

A Maçã, filme de Samira Makhmalbaf (Irã/França, 1998, 86min)

Sinopse: A maçã baseia-se na história real de duas garotas gêmeas que viveram trancadas dentro de casa por doze anos, sem nenhum contato com o mundo exterior. A mãe é cega e o pai seguem o extremismo do antigo alcorão. Denunciados pelos vizinhos ao Serviço Social, um dia, são descobertas, começando a readaptação das meninas ao novo mundo.

Debate com Kennya Mendes (Vila das Artes)

[Sessão de 27 de junho]

No Home Movie, filme de Chantal Akerman (Bélgica/França, 2015, 113min)

Sinopse: Em seu último documentário, a cineasta belga Chantal Akerman revela um comovente retrato de seu relacionamento com a mãe, uma sobrevivente de Auschwitz, cujo passado e ansiedade crônica tiveram enorme influência no trabalho da filha. Juntas, elas revisam suas preocupações temáticas envolvendo gênero, sexo, identidade cultural, tédio, solidão e manias. Um perfil sóbrio e profundamente íntimo de sua personagem nos meses que antecederam sua morte.

Debate com Camila Vieira (Associação Brasileira de Críticos de Cinema – Abraccine)

Serviço

Cineclube Âncora
Dias 6, 13, 20 e 27 de junho, a partir das 14h
Auditório do Porto Iracema das Artes (Rua Dragão do Mar, 160, Praia de Iracema)
Gratuito

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