Fora da Ordem

‘Revoada’ é a arribação de Soledad, que finca seu lugar na música brasileira

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Soledad
Revoada
(Indigo Azul)

Dois anos depois do álbum de estreia que leva seu nome, Soledad ressurge com um punhado de canções que a fazem reivindicar seu lugar na atual música popular brasileira.

No belo Revoada, a artista cearense apresenta repertório de lirismo profuso a partir de parcerias com Vitor Colares, Giovanni Cidreira e Fernando Catatau, que escreveu o cartão de visita “Por Amor”. É Catatau, aliás, quem assina a produção do disco.

Esse voo mostra uma artista que soube fincar os pés em outra metrópole – ela está em São Paulo há mais de quatro anos – mas que recorre às raízes na hora de registrar o que tem a dizer.

A sonoridade, consequência de experimentos em estúdio, incluindo a união de ferramentas um tanto inusitadas como órgão minami e pedal echoplex, cumpre o papel de trazer novos tons à música brasileira. Sempre antenada com o que está sendo feito.

Destaque para a faixa que abre o álbum, “Próximos ao Máximo” (Alzira Espíndola, arrudA), “O Silêncio é O Espaço Vazio Entre As Bocas” (Colares) e “Pássaros, Mulheres e Peixe”, versão da música de Alessandra Leão com Xico Sá.

O coletivo se faz necessário para ajudar a formar o trabalho de uma artista que já se mostra criativamente consistente, ciente de sua brasilidade e atual. Quase como se as aves de arribação do realismo cearense, num arranjo ora vintage, ora moderno, olhassem para a frente.

Outras resenhas

Rubel – Casas (Natural Musical, 2018)
Marina Lima – Novas Famílias (Pommelo, 2018)
Epica – The Holographic Principle (Nuclear Blast, 2016)

> Os melhores álbuns de 2018

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