O ótimo trabalho de Marcelo Chamusca desde que chegou ao Ceará em meados de 2017 não foi repetido na Série A. O técnico cometeu alguns erros relevantes nos seis jogos da primeira divisão que comandou o time, especialmente nas mudanças táticas exageradas – algumas jamais testadas – e na insistência com alguns jogadores que não estavam rendendo rigorosamente nada, especialmente no setor criativo do meio-campo e ataque.
Ainda assim, sua demissão foi precipitada. É mais do mesmo, compreensível apenas no cenário do futebol brasileiro e serve como justificativa da diretoria – acostumada a demitir técnicos – que montou um elenco até agora incapaz de disputar a Série A para além dos três pontos somados em 18 disputados, fruto de três empates e três derrotas.
Chamusca sai de cena tendo conquistado o acesso para a Série A em 2017, o título estadual em 2018 e a classificação com méritos para a segunda fase da Copa do Nordeste, tendo deixado o time a um empate (0x0, 1×1 ou 2×2) das semifinais.
O Ceará perde um treinador capacitado, estudioso, com conhecimento de preparação física, elenco, bom relacionamento com os atletas e diretoria, mas bastaram sete jogos sem vencer para a demissão. Seus auxiliares diretos, Caé Cunha e Roger Gouveia, também deixam o Alvinegro. O trio deixa um legado importante.
