Reunião na Federação Cearense de Futebol definiu modelo do Estadual 2019. Foto: Pedro Chaves/FCF.
A oficialização da escolha da nova fórmula de disputa do Campeonato Cearense, que o Blog já havia antecipado com exclusividade, é acertada e benéfica para todos os clubes envolvidos. Sai de cena um modelo inchado, com muitas datas, que não era atrativo e contava com vários jogos desinteressantes, para a entrada de um formato mais “tiro curto”, em que cada jogo, independente da fase, vale muito.
Por entrarem só na segunda fase, Ceará e Fortaleza poderão aproveitar mais tempo no mês de janeiro para melhor realização de pré-temporada, tendo em vista que disputarão, além do Estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.
Além disso, Alvinegros e Tricolores só farão, no máximo, 11 partidas no Estadual, isso caso cheguem a final. Calendário otimizado é significativo para quem terá muitos jogos e competições pela frente, sem falar que diminui a quantidade de jogos em que os clubes terão prejuízo.
Aos times menores, o formato também possibilita uma chance mais justa de lutar contra o rebaixamento, já que não terão que enfrentar Fortaleza nem Ceará na primeira fase. Os outros oito clubes disputarão o rebaixamento entre eles próprios, não havendo eventual desvantagem para quem tivesse que encarar os dois gigantes do Estado fora de casa. Por isso a mudança também é benéfica para eles.
O único ponto baixo do novo modelo é que, ainda em 27 de janeiro, dois clubes já estarão rebaixados e eliminados da disputa. É evidente que para estes o certame não será positivo. Mas esse elemento aumenta a necessidade de pontuação dos oito times que disputarão a primeira fase, garantindo maior relevância em cada confronto.
No geral, o Estadual 2019 promete uma disputa menos inchada, mas com jogos mais importantes e atrativos, que terão maior relevância aos olhos do torcedor.
