Criado por Dominique Ropion, perfume aposta em tecnologia de alta pressão e muda completamente a ideia de frescor masculino

Eu confesso: quando ouvi falar de mais um perfume “fresco”, achei que seria só aquele clássico cheiro de pós-banho que some em poucas horas. Mas resolvi testar o Clash, do O Boticário, e a experiência foi outra.

Logo na primeira borrifada, já dá pra perceber que não é um frescor comum. Tem impacto. Não é aquele perfume que fica só “limpinho” — ele chega com presença. E isso faz sentido quando você descobre que por trás da criação está Dominique Ropion, responsável por alguns dos maiores perfumes do mundo.

O que mais me chamou atenção foi justamente essa quebra de expectativa: o frescor aqui não é leve no sentido de desaparecer rápido. Ele evolui. Começa vibrante, quase gelado, e depois vai ganhando corpo, ficando mais interessante ao longo das horas. É como se o perfume tivesse uma narrativa.

Testando no dia a dia, percebi isso na prática: usei pela manhã e, à noite, ainda sentia uma base mais amadeirada e estruturada. Não é só um perfume de “sair do banho”, é um perfume que acompanha.

Outro ponto que faz diferença é a tal tecnologia de alta pressão usada na extração dos ingredientes. Pode parecer técnico, mas no uso real isso se traduz em algo simples: o cheiro fica mais limpo, mais nítido e, ao mesmo tempo, mais duradouro. Dá pra sentir as camadas.

A construção é toda baseada em contraste — e isso aparece claramente:

  • um frescor aromático e gelado logo no início
  • um toque levemente frutado no meio
  • e uma base mais firme, com madeira, que segura tudo

É aí que entra o conceito de fougère azul. Na prática, pra mim, ele funciona como uma versão mais moderna daquele perfume masculino clássico — só que mais intenso, mais sofisticado e com mais personalidade.

Outro detalhe que achei interessante: esse perfume funciona em vários momentos. Testei tanto de dia quanto à noite e ele segura bem nos dois contextos. Não fica deslocado.

E tem também o fator imagem — o fato de ter o Gabriel Medina como embaixador combina com essa ideia de energia, movimento e intensidade que o perfume entrega.

No fim, minha leitura é simples: o Clash mostra que o frescor masculino mudou. Não é mais sobre cheirar limpo — é sobre marcar presença.

E, sinceramente, depois de testar, fica difícil voltar para aquele frescor básico de sempre.


SERVIÇO
Clash – O Boticário
Disponível nas lojas, site e com revendedores da marca