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Quarentena: Redes sociais e saúde mental

Oi, gente!
A psicóloga Hilda Costa  voltou aqui para falar sobre redes sociais e saúde mental de crianças e adolescentes para os leitores do iMãe.

redes sociais e saúde mental

Nesse contexto de incertezas e inseguranças da pandemia do novo coronavírus, imagina como está a cabeça de crianças, adolescentes… e mães! Para trabalhar, estudar, socializar ou se divertir, as famílias estão ficando mais horas no celular ou no computador. Ao mesmo tempo em que a internet ajuda a atravessar a crise de maneira mais leve, amenizando a solidão, a exposição em excesso pode levar a manifestações psicológicas como ansiedade e depressão.

Apesar de relativamente normal para um período de pandemia, esses transtornos podem aparecer de jeitos diferentes, trazendo frustração, cansaço, raiva, excessos na alimentação ou falta de vontade de cuidar de si mesmo. É muito recomendável que adolescentes e adultos deem vazão aos seus sentimentos e emoções, de preferência se o ambiente for de acolhimento e não julgamento. Mas é importante também autorresponsabilidade para atentar ao tempo e conteúdos do uso da internet.

As redes sociais viciam tanto quanto álcool e cigarro, e potencializam o desenvolvimento de ansiedade e depressão. E para quem já sofre desses transtornos, elas podem agir como verdadeiros amplificadores de sensações.
Segundo a Unicef, a rotina realmente age como fator de proteção. Os compromissos escolares dos filhos devem ocupar a prioridade, mas talvez a questão do momento não seja focar no rendimento escolar, mas no bem-estar dos filhos com questões que vão além da escola. O ritmo do aprendizado online é novo e diferente; é importante ter isso em mente, para evitar pressão desnecessária em um momento já complicado. Delimitar espaços e horários pode ser interessante.

Tecnologia a favor
Além disso, criar distrações e ser criativo, encontrando novas maneiras de se conectar com seus amigos, usando, assim, a tecnologia a favor. Diversas pessoas têm utilizado o ambiente da internet como fonte de aprendizado sobre seu próprio sofrimento psíquico. Pode-se perceber a existência de centenas de grupos, blogs e canais criados para serem espaços de apoio e acolhimento para quem passa por essas dificuldades.

Assim, o suporte social recebido e percebido através do compartilhamento de experiências, ainda que virtualmente, podem funcionar como elementos fundamentais no enfrentamento das situações mais adversas e na promoção da saúde mental, atividades off-line também devem compor o repertório: estudar, ler, escrever, pintar, desenhar, música, dança, exercício físico, atividades domésticas, jogos, rezar, meditar…

É claro que todas essas possibilidades são capazes de fazer a diferença na vida de quem realiza, mas muitas vezes é necessária a intervenção profissional de psicólogos e psiquiatras, que estão preparados para lidar cada caso.

Hilda Costa
🔹Psicóloga – CRP 11/04749
🔹Doutora em Psicologia
🔹Gestalt-terapeuta
🔹Professora Universitária
🔹Praticante de Ashtanga Yoga
🔹Mãe da Marisol (8 anos)

Instagram: @hildacosta.psicologa

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