Blog do Jocélio Leal

Fortaleza tem maior investimento do Nordeste e quarto do País, diz FNP

Fortaleza no fim da tarde: capital cearense lidera ranking de investimentos da FNP em 2017 (Foto: Jocélio Leal)

Fortaleza – Os investimentos das cidades do Nordeste caíram, conforme levantamento feito pelo anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, lançado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Todas as capitais reduziram recuaram em 2017. Fortaleza teve queda de 20,1%, mas liderou na região e ficou em quarto no Brasil com R$ 394 milhões. Apenas seis cidades de 150 mil até 600 mil habitantes no Nordeste conseguiram aumentar seus investimentos em 2017. Caucaia (CE) é uma delas.  Investiu R$ 30,8 milhões contra R$ 4,3 milhões em 2016 e registrou a maior taxa de crescimento do Brasil: 616%. A base comparação muito baixa em 2016 explica. Em 2015, o valor investido foi de R$ 89,3 milhões.Juazeiro do Norte (CE) entrou no Top 10 com R$ 43.1 milhões. 

RANKING – OS MAIORES INVESTIMENTOS NA REGIÃO NORDESTE

Fonte: Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, publicação da Frente Nacional de Prefeitos (FNP)

 

Aeroporto de Juazeiro do Norte: ainda sob comando da Infraero, mas em breve será concedido (Foto: Divulgação Infraero)

O maior breque entre as capitais foi registrado em Aracaju (SE): 73,5%. Um encolhimento de R$ 44,7 milhões em 2016 para R$ 11,8 milhões no ano passado. Em seguida veio uma vizinha Maceió teve redução de 59,4%;São Luís aparece com menos 45,6%; Recife (PE) com – 25,8%; Salvador com -20,7%.  João Pessoa e Teresina empataram com desaceleração de 3,4%. Os dados de Natal não estavam disponíveis, segundo o Anuário. Os valores são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) médio de 2017.

Apenas seis cidades de 150 mil até 600 mil habitantes no Nordeste conseguiram aumentar seus investimentos em 2017. Além de Caucaia, destacam-se Caruaru (PE), com a segunda maior alta: 36,6% (de R$ 32,5 milhões para R$ 44,3 milhões). Lá houve também, segundo o Anuário, uma das maiores taxas de investimento per capita (por habitante), de R$ 124,64. Os aumentos nos demais municípios variaram entre 18,9% em Campina Grande (PB) e 11,1%  em Mossoró (RN).

Em sua 14ª edição, a publicação declara utilizar como base números da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil (Ano 14 – 2019) foi viabilizado com o apoio de Alphaville Urbanismo, APP 99, BRB, Comunitas, Guarupass, Hauwei, MRV, Prefeitura de Cariacica (ES), Prefeitura de Guarulhos (SP), Prefeitura de Ribeirão Preto (SP), Prefeitura de São Caetano do Sul (SP), Sabesp, Saesa e Sanasa.

Investimentos retrocedem ao nível de 2005, diz publicação

Análise feita pelo anuário Multi Cidades aponta que os investimentos realizados pelos municípios brasileiros foram os mesmos de 2005. No intervalo 2010-2014, a média ficou pouco abaixo de R$ 60 bilhões, em valores corrigidos. Em 2015, início da crise econômica, os investimentos recuaram para R$ 50,25 bilhões. Em 2016, R$ 42,68 bilhões. Em 2017, apenas R$ 27,26 bilhões.

“Vários fatores convergiram para explicar o baixíssimo patamar aplicado em obras e aquisição de equipamentos em 2017. Tradicionalmente, no primeiro ano de mandato, os investimentos tendem a ser menores que nos demais anos de governo. Mas, em 2017, o encolhimento foi muito mais acentuado do que o de praxe – em 2013, por exemplo, o valor foi de R$ 50,1 bilhões, sendo também de mandato –, o que se deve à aguda crise da economia brasileira e sua frágil e incerta recuperação em 2017”, disse em nota o diretor da Aequus Consultoria, o economista Alberto Borges.

Conforme o levantamento, as prefeituras destinaram R$ 13,85 bilhões em recursos próprios para investimentos, menor valor desde 2002. Já a União e os estados cortaram os recursos voluntários com vigor. Os balanços municipais revelam o seguinte cenário em 2017: a União transferiu para os municípios R$ 5,72 bilhões, 38,1% menor do que o repassado em 2016. Os estados reduziram as transferências em 31,8%, com apenas R$ 2,13 bilhões.

“O aperto fiscal da União e dos estados fizeram com que esses entes enviassem cada vez menos recursos para os investimentos municipais nos últimos três anos o que tem afetado, sobretudo, as médias e grandes cidades do País”, afirmou em nota o prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette, presidente da FNP.

RANKING – OS 10 MAIORES INVESTIMENTOS DO PAÍS

Fonte: Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, publicação da Frente Nacional de Prefeitos (FNP)

 

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