Blog do Jocélio Leal

“Carvana” estreia nesta quinta em Fortaleza

Fortaleza – Os 60 anos da carreira do jovem estudante de teatro que iniciou sua carreira no cinema em pequenos papéis nas chanchadas e se consagrou como ator no Cinema Novo. Este é o roteiro de Carvana, o filme a estrear nesta quinta no cinema do Centro Dragão do Mar.

 Hugo Carvana (1937-2014) foi ator de cinema, teatro e televisão, dublador, roteirista, produtor, diretor de nove longa-metragens e, contam, um grande contador de histórias.

Carvana em entrevista no ano de 1979 (Fotos: Divulgação)

A propósito, havia laços do artista com o Ceará. A mulher dele, Martha Alencar, é cearense. O filho mais velho, Pedro Carvana, morou em Fortaleza.

O filme traz imagens raras feitas por artistas como Lulu de Barros e Glauber Rocha. Quem dirige é uma ex-assistente dele, Lulu Corrêa. Na produção ele é o narrador de sua trajetória. Segundo o material de divulgação,  “cheia de causos ora divertidos, ora emocionantes, que se misturam com a própria história cultural do País”.

Há registros diversos, desde gravações feitas nos anos 1970 até o que foi feito especialmente para o filme, em julho de 2014. Os áudios são ilustrados com um vasto material de arquivo – cenas de filmes, imagens inéditas de making of, programas de rádio, documentos e fotos do acervo pessoal.

O ator e diretor em entrevista concedida para o filme em 2014

No Cinema Novo, trabalhou com os diretores Ruy Guerra (Os Cafajestes e Os Fuzis), Paulo César Saraceni (O Desafio), Leon Hirszman (A Falecida), Joaquim Pedro de Andrade (Macunaíma), Cacá Diegues (A Grande Cidade, Os Herdeiros e Quando o Carnaval Chegar) e Glauber Rocha (Câncer, O Leão de Sete Cabeças e Terra em Transe).

Carvana atuou ainda em filmes de Neville de Almeida (Jardim de Guerra), Antonio Calmon (O Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil, no qual foi também produtor) e Bruno Barreto (Tati), entre outros, antes de estrear na direção com Vai trabalhar, vagabundo, de 1973.

Hugo Carvana dirigiu nove longa-metragens, entre eles Se segura malandro (1978), Bar esperança, o último que fecha (1983), premiado em Gramado e Havana, e Casa da mãe Joana 2 (2013).

 

Hugo Carvana – filmes para o cinema

Diretor

Casa da mãe Joana 2 (2013)

Não se preocupe, nada vai dar certo (2011)

Casa da mãe Joana (2008)

Apolônio Brasil – O campeão da alegria (2003). Prêmio especial do júri no Festival de Gramado.

O homem nu (1997)

Vai trabalhar, vagabundo II – A volta (1991). Prêmio de melhor ator (Carvana) no Festival de Gramado.

Bar Esperança, o último que fecha (1983).Melhor Filme do Festival da Costa Atlântica, Cadiz , Espanha, 1984. Prêmio de Melhor Filme concedido pela UNEAC no Festival de Havana, 1983. Melhor Roteiro, Melhor Atriz (Marília Pera) e Melhor Atriz Coadjuvante (Sylvia Bandeira) no Festival  de Gramado.

Se segura, malandro (1978)

Vai trabalhar, vagabundo (1973).Melhor Filme no Festival de Gramado. Prêmio Especial, para Hugo Carvana, no Prêmio Air France. Prêmio Coruja de Ouro, 1973, do INC – Melhor roteiro. Prêmio Cariddi de Ouro no Festival de Taormina (Sicília, Itália).  Melhor Argumento e Melhor Música no Festival de Messina (Itália).

Ator

Rio, eu te amo(2014), segmento Dona Fulana, de Andrucha Waddington

Giovanni Improtta (2013), de José Wilker

Não se preocupe, nada vai dar certo (2011), de Hugo Carvana

5x favela – agora por nós mesmos(2009), de Cacau Amaral, Cadu Bracelos, Luciana Bezera, Manaira Carneiro, Rodrigo Felha, Wagner Novais, Luciano Vidigal

Histórias de amor duram apenas 90 minutos (2010), de Paulo Halm

A casa da mãe Joana (2008), de Hugo Carvana

Achados e perdidos (2007), de José Joffily

O maior amor do mundo (2006), de Carlos Diegues

Mais uma vez amor (2005), de Rosane Svartman

Apolônio Brasil – O campeão da alegria (2003), de Hugo Carvana

Deus é brasileiro (2003), de Carlos Diegues

Lara (2002), de Ana Maria Magalhães

A breve estória de Cândido Sampaio(2001), de Pedro Carvana

Sonhos tropicais(2001), de André Sturm

O cabeça de Copacabana (2001), de Rosane Svartman. Curta-metragem.

Mauá – O imperador e o rei (1999), de Sérgio Rezende

O homem nu (1997), de Hugo Carvana

Vai trabalhar, vagabundo II – A volta (1991)

Assim na tela como no céu (1990), de Ricado Miranda

Boca de ouro(1990), de Walter Avancini

Leila Diniz(1987), de Luiz Carlos Lacerda

Por dúvida das vias(1987), de Betse de Paula. Curta-metragem.

Avaeté, semente da vingança (1985), de Zelito Viana

Bete Balanço (1984), de Lael Rodrigues

Águia na cabeça (1984), de Paulo Thiago

Bar Esperança, o último que fecha (1983)

Mar de rosas (1978), de Ana Carolina

Se segura, malandro (1978), de Hugo Carvana

A queda(1978), de Ruy Guerra e Nelson Xavier

Anchieta, José do Brasil(1977), de Paulo César Saraceni

Tenda dos milagres(1977), de Nelson Pereira dos Santos

Gordos e magros(1976), de Mário Carneiro

A nudez de Alexandra(1976), de Pierre Kast

Ipanema, adeus(1975), de Paulo Roberto Martins

Amor, carnaval e sonhos(1973), de Paulo César Saraceni

Humor amargo(1973), de Sérgio Santeiro. Curta-metragem.

Vai trabalhar, vagabundo (1973), de Hugo Carvana

Tati (1973), Bruno Barreto

Toda nudez será castigada (1973), de Arnaldo Jabor

Câncer (1972), de Glauber Rocha

Quando o carnaval chegar (1972), de Carlos Diegues

O Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil(1971), de Antonio Calmon

Matei por amor (1971), de Miguel Faria Jr

O rei dos milagres(1971), de Joel Barcellos

Procura-se uma virgem(1971), de Paulo Gil Soares

Jardim de guerra(1970), de Neville de Almeida

O leão de sete cabeças (1970), de Glauber Rocha

Pindorama (1970), de Arnaldo Jabor

Os herdeiros (1969), de Carlos Diegues

Como vai, vai bem? (1969), de Carlos Alberto Abreu

Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade

Pedro Diabo ama Rosa Meia Noite(1969), de Miguel Faria Jr

Tempo de Violência(1969), de Hugo Kusnet

Um homem e sua jaula(1969), de Fernando Campos e Paulo Gil Soares

Antonio das Mortes(1969), de Glauber Rocha

O anjo nasceu(1969), de Julio Bressane

Antes, o verão (1968), de Gerson Tavares

A vida provisória (1968), de Maurício Gomes Leite

O bravo guerreiro (1968), de Gustavo Dahl

O engano (1968), de Mario Fiorani

O homem que comprou o mundo (1968), de Eduardo Coutinho

Terra em transe (1967), de Glauber Rocha

A grande cidade (1966), de Carlos Diegues

O desafio (1966), de Paulo César Saraceni

A falecida (1965), de Leon Hirszman

Deus e o diabo na terra do sol (1964), de Glauber Rocha

Os fuzis (1963), de Ruy Guerra

Esse Rio que eu amo (1962), de Carlos Hugo Christensen

Os cafajestes (1962), de Ruy Guerra

Tudo é música (1957), de Luiz de Barros

O contrabando(1956), de Eduardo Llorente

Trabalhou bem, Genival (1955), de Luiz de Barros

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