Número de pequenos negócios voltados para aluguel de máquinas e equipamentos de construção sem operador teve alta de 90% (Foto: Adobe Stock)
Uma pesquisa realizada pelo Sebrae a partir de dados do Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) aponta que o mercado de aluguel de produtos, máquinas e equipamentos é uma das novas apostas de micro e pequenos empreendedores no Brasil. Segundo o levantamento, que analisou 15 atividades, a variação entre 2018 e 2021 foi de 25%, e segmentos como construção, transporte e saúde tiveram altas significativas de crescimento.
A tendência, que já se confirmava antes da pandemia, teve incremento de 70% entre 2020 e 2021, apesar da crise. Só o número de pequenos negócios voltados para aluguel de máquinas e equipamentos de construção sem operador, a exemplo de tratores, escavadoras e similares, teve alta de 90%. O setor da saúde também teve expansão, com aumento de 72% no índice de Micro e Pequenas Empresas (MPE) que alugam equipamentos científicos, médicos e hospitalares.
Segundo Alice Mesquita, articuladora da Unidade de Competitividade do Sebrae Ceará, o modelo de economia compartilhada como um todo tem crescido nos últimos anos, especialmente entre jovens de 18 a 24 anos, e tem como foco o acesso ao invés da posse dos produtos. “A pandemia proporcionou o crescimento de alguns desses segmentos, como no caso de aluguel de móveis e equipamentos para escritório. As pessoas passaram a trabalhar de casa e viram que a locação poderia ser mais viável”, explica.
O formato também oferece vantagens para quem empreende. Para Alice, o ramo de locação é uma boa opção para novos negócios, pois a força que o movimento de consumo consciente tem ganhado opera a favor desse tipo de empresa.
“Há muitas vantagens para quem quer se beneficiar desse mercado, como o fato de os equipamentos não ficarem ociosos e não haver necessidade de reservar capital para manutenção e assistência técnica com frequência”, completa. Além disso, a locação permite a troca dos equipamentos por modelos mais modernos.
Como começar
De acordo com Alice Mesquita, quem quer entrar nesse mercado deve, primeiramente, escolher o nicho de produtos e preparar o investimento inicial para compra dos equipamentos que serão alugados, além do montante para manutenção e renovação. Nesse momento, é preciso calcular também o tempo de vida útil de cada produto, para entender se o aluguel será vantajoso para empresa e cliente.
Outro ponto que deve ser planejado é como será feita a gestão do negócio, que requer cuidados específicos em relação ao processo de locação. “É preciso manter o cadastro dos clientes com o histórico dos equipamentos atualizado, de forma que permita o monitoramento da qualidade e integridade dos produtos locados”, detalha a articuladora.
Confira mais dados do levantamento do Sebrae:
- 68% de aumento das atividades relacionadas ao aluguel de móveis, utensílios e aparelhos eletroeletrônicos de uso doméstico e pessoal, inclusive instrumentos musicais;
- 68 % de aumento das atividades relacionadas ao aluguel de máquinas e equipamentos comerciais e industriais, tais como equipamentos de testes, medição e controle; contêineres, guinchos, empilhadeiras, turbinas, equipamentos cinematográficos, entre outros;
- 32% de aumento das atividades relacionadas ao aluguel de máquinas e equipamentos para escritórios, tais como computadores e equipamentos periféricos, projetores, data-show, reprodutoras de cópias entre outros.
LEIA MAIS | Qual o momento certo para abrir o setor de marketing na sua empresa?
