Plínio Bortolotti

Entrando em Icó, uma cidade tombada pelo Patrimônio Histórico

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Pointe sobre o

Ponte sobre o Rio Salgado

A história de Icó, na qual se entra pela ponte Piquet Carneiro [nome do engenheiro que a construiu] sobre o rio Salgado, tem seu início – como muitas outras cidades brasileiras – com o extermínio dos índios, os tapuias, com a chegada dos brancos portugueses, por volta 1682.

Na primeira metade de século XVII, já era um lugarejo importante, lugar de comércio e do encontro dos diversos caminhos da região.

A partir daí, ganha cada vez mais importância e uma Carta Régia, assinada elo rei de Portugal, D. João V, em 17 de outubro de 1736, transforma-a em vila. Icó vai prosperar cada vez mais, até seu declínio, na segunda metade do século XIX, a partir da grande seca de 1877 e a epidemia de cólera que dizimou praticamente toda a sua população.

Praticamente toda a cidade de Icó é tombada pelo Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]. No quadrilátero formado pelo centro velho as especificações são ultra-rigorosas: até reformas internas precisam de autorização do Iphan.

Vários proprietários estão sendo acionados na Justiça. O Iphan processou até mesmo a Prefeitura que ladrilhou o piso em frente Câmara dos Vereadores [atual] A igreja também costuma dar trabalho ao Iphan.

Quem andou comigo por toda a cidade, deu-me as informações dos posts sobre Icó, incluindo as do folheto sobre a cidade, escrito por ele, foi o historiador Altino Afonso de Medeiros.

Funcionário da prefeitura, radialista [seu programa fala sobre a história de Icó], guardião da história e do patrimônio material e imaterial de Icó, Afonso é um sujeito disposto e atencioso; não se cansa de percorrer as suas ruas, igrejas, casas e sobrados, mostrando-as a visitantes.

Se você quiser conhecer Icó, a conhecerá melhor conduzido por Afonso. Os telefones dele: (88) 9227 0958 (88) 9949 1768. Telefone da Secretaria da Cultura [onde Afonso trabalha]: (88) 3561 1628.

Icó é uma cidade muito interessante, do ponto de vista histórico, arquitetônico e humano – e eu recomendo uma visita. Só um passeio a pé pela cidade para conhecer o casario já vale a pena. No entanto, na cidade, não existem hotéis e todas as pousadas estão abaixo da crítica.

[Para ler todos os posts sobre o assunto clique abaixo em “Roteiro de férias”.]

Veja mais fotos.

Rua do Centro Histórico

Rua do Centro Histórico

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3 Comentários

  • Valdecy Alves disse:

    Leia matéria em meu blog de como utilizar a arte para criar uma consciência de preservação do patrimônio histórico material e imaterial. Caso Município de Senador Pompeu, Ceará. Leia, comente e divulgue:http://www.valdecyalves.blogspot.com/

  • gilson farias disse:

    Reservo-me para falar sobre a cidade quando conhecê-la pessoalmente. No entanto pelo que pude observar através de imóveis da INTERNET, chega-se a fácil ilação de que é possuidora de beleza de grande apreciação.
    Breve estarei pisando neste solo e só assim poderei apreciar em toda a sua plenitude o quadro dourada das paisagens naturais e culturais de tão belo lugar.

  • Andreza disse:

    Alguém já ouviu falar em um Major JOSÉ FERNANDES DOS REIS? Ele era PORTUGUÊS e se refugiou aqui no Pará, inclusive tem nora, netos etc desse PORTUGUÊS, mas ouvir falar que ele tinha três esposa, e eu estou tentando escrever um pouco dessa historia, inclusiva e aqui em CAPITÃO POÇO PA , o nome de onde eles vivem e na comunidade do íco. Que esse PORTUGUÊS colocou para homenagear sua terra. Meu zap 988169531 se alguém sabe algo sobre este Major entre em contato. Desde já agradeço.

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