Plínio Bortolotti

“Calamidade pública” é o diagnótico da Semam para a ocupação irregular do espaço público em Fortaleza

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Rua Padre Anchieta (entre as avenidas Bezerra de Menezes e Sargento Hermínio): lugar de carro é na calçada; do pedestre, na rua. Foto de Geórgia Santiago

Av. Antônio Sales: pedestres, ocupantes dos veículos e o próprio trabalhador correm risco, com a oficina funcionando na calçada. E daí?, quando falta lei, cada um faz o que quer. Em toda e extensão desta avenida pode-se ver a mesma bagunça Foto de Jorge Alves

O POVO publicou na edição de hoje (23/8/2010) matéria mostrando a situação inaceitável que vive Fortaleza, com a ocupação irregular e desmedida do espaço público. Na cidade, cada um faz o que quer, sob a vista grossa da “autoridade”.

Calçadas transformam-se em estacionamento, oficinas, borracharias e todo tipo de comércio.

Com as calçadas atravancadas, irregulares, esburacadas, ocupadas e imundas, o pedestre é obrigado ir para a rua disputar lugar com os

Av. Senador Virgílio Távora: cone privatiza estacionamento que já parece irregular, pois o espaço para o trânsito de pedestre é diminuto. A kombi não se dá por satisfeita e ocupa toda a calçada. Foto de Jorge Alves

carros. E, todos sabem, o trânsito em Fortaleza não prima pela delicadeza e nem pelo respeito ao próximo.

A cidade transforma-se em um vale-tudo, em que quem pode mais chora menos. E normalmente os carros – quando maiores mais folgados – é quem se assenhoram das ruas e calçadas.

O próprio coordenador de Fiscalização da Semam (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano, Alan Arrais, admite que é um caso de “calamidade pública”. E pior é que não se vê

nenhuma ação para dar jeito na bagunça.

Depois, quando eu digo que se vive em um caos urbano, na Fortaleza, terra de ninguém, tem gente que acha exagero.

Estão aí as fotos para comprovar. A matéria, assinada por Larissa Lima, pode ser vista aqui. E terá continuidade na edição de amanhã (24/8).

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