Plínio Bortolotti

Repórter da CBS relata violência sexual sofrida no Egito

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Veja o dramático relato de Lara Logan, a repórter americana que sofreu abuso sexual no Egito, quando cobria as manifestações que levaram à queda do ditador Hosni Bubaraki.

A reportagem é do New York Times, reproduzida pelo portal IG.

Trecho

«Lara Logan pensou que ia morrer na Praça Tahrir quando foi abusada sexualmente por uma multidão na noite em que o governo de Hosni Mubarak caiu.

Logan, uma correspondente da emissora CBS, estava na praça para preparar uma reportagem para o programa 60 Minutes no dia 11 de fevereiro quando o clima de comemoração de repente virou ameaça. Ela foi afastada de seu produtor e guarda-costas por um grupo de homens que rasgou suas roupas, tocou e agrediu seu corpo. “Por um longo período de tempo, eles me violentaram com as mãos”, disse Logan em entrevista ao New York Times. Ela estima que o ataque envolveu entre 200 e 300 homens.

[…]

Antes do estupro, Logan disse que não sabia dos níveis de assédio e abuso que as mulheres no Egito e em outros países experienciam. “Eu teria prestado mais atenção à questão se soubesse disso”, disse ela. “Quando as mulheres são perseguidas e submetidas a isso em sociedade, eles deixam de ter uma posição igualitária nessa sociedade. Os espaços públicos não pertencem a elas. Os homens os controlam. Eles reafirmam o papel opressivo dos homens na sociedade”.»

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1 comentário

  • Saulo Tavares disse:

    Os abusos cometidos contra mulheres, homossexuais e não muçulmanos (judeus, cristãos, animistas, baha’is, etc…) nos países islâmicos são uma relidade denunciada a muito tempo.
    Infelizmente, por orientação político-ideológica, nossa imprensa suprime os muitos absurdos praticados no mundo muçulmano, virando os olhos para outro lado diante de uma realidade cada vez mais terrível. Talvez o sofrimento de Lara Logan sirva para abrir os olhos dos responsáveis nas nossas redações.
    Tá faltando uma Lei Maria da Penha islâmica e vontade de informar.

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