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A Confissão – Parte II

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Por, Pe. Reginaldo Manzotti
 
Jesus Cristo, o médico dos médicos, curou e perdoou os pecados e quis que Igreja continuasse pela força do Espírito Santo a sua obra da cura e salvação. E como podemos realizar isso? Através da confissão.
Para explicar os benefícios deste sacramento usarei as palavras de Pio XII: “A confissão não só perdoa os pecados, mas dá força para evitá-los.”
Ainda segundo Pio XII, são seis os resultados da confissão: auto-conhecimento, humildade, pureza de coração, força de vontade, direção espiritual e aumento da graça.
De confissão em confissão crescemos na graça de Deus, mas o arrependimento precisa ser forte e verdadeiro. Deus perdoa, mas sem isso o perdão vai e volta, porque não tem aderência. Quando uma pessoa está realmente arrependida ela se torna maleável, fácil de ser esculpida como uma pedra sabão.
Outro ponto importante: a confissão precisa ser de forma clara e concisa para que seu confessor entenda imediatamente. Ir até o confessionário e pedir perdão em pensamento não basta. Se o padre te conhece e o seu pecado te trouxer constrangimentos, procure outro sacerdote, mas não deixe de confessar. Lembrando que a confissão é o exercício da humildade.

De qualquer forma, se um pároco contar algo escutado no ato da confissão ou agir pelo que ouviu pode ser excomungado na hora. Uma vez, antes da missa, uma pessoa me confessou algo relativo com o tema da homília daquele dia, que já estava preparada. Eu não podia mais fazer aquele sermão, porque eu podia deixar entender ao penitente que estava levando ao público o seu pecado. Tive que mudar, e a homília ficou até sem pé nem cabeça.

O fruto da confissão: o pecado

O pecado pode ser grave ou leve, mortal ou venial.
Pecados mortais são: assassinatos, abortos, difamações, perjúrios, falsos testemunhos e de maneira geral os que ferem os 10 mandamentos de Deus.
Segundo São João, há pecados que levam a morte (I João 5,16), mas para isso existe uma combinação de fatores a se considerar: é preciso que a pessoa tenha pleno conhecimento de que aquilo que está fazendo é pecado. Outro exemplo é quando há consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo de refletir, escolher e mesmo assim comete aquela infração. Outro fato é ter liberdade plena, sem condicionamentos, nem frustrações e mesmo assim pecar.
Disto resultou a opinião de Santo Agostinho que disse que é muito difícil cometer pecado mortal, mas não é impossível. Quem morre em pecado grave sem arrependimento, tem a morte eterna.
É tempo de confissão, é tempo de conversão.

Leia a primeira parte do artigo sobre confissão aqui.
www.padrereginaldomanzotti.org.br

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