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Ives Gandra esclarece "Fake News" criada na imprensa sobre suas declarações

Ives Gandra da Silva Martins Filho é ministro do Tribunal Superior do Trabalho desde 2009 e atual presidente do órgão. Desde quando seu nome foi apontado como possível sucessor para a vaga de Ministro do Superior Tribunal Federal alguns setores da imprensa começaram uma saraivada de “Fake News” (Notícias falsas) contra a magistrado.

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A Folha de São Paulo, um dos maiores jornais do país, chegou a distorcer declarações do juiz para pechá-lo de machista e homofóbico. Veja o que o jornal publicou neste último dia 25:

Reprodução da internet

Reprodução da internet

Ives Gandra desmentiu o jornal em nota emitida à imprensa. “Diante de notícias veiculadas pela imprensa, descontextualizando quatro parágrafos de obra jurídica de minha lavra, venho esclarecer não ter postura nem homofóbica, nem machista. Deixo claro no artigo citado, de 70 páginas, sobre direitos fundamentais, que as pessoas homossexuais devem ser respeitadas em sua orientação e ter seus direitos garantidos, ainda que não sob a modalidade de matrimônio para sua união. Por outro lado, ao tratar das relações familiares, faço referência apenas, de passagem, ao princípio da autoridade como ínsito a qualquer comunidade humana, com os filhos obedecendo aos pais e a mulher ao marido no âmbito familiar, calcado em obra da filósofa judia-cristã Edith Stein, morta em campos de concentração nazista”.

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A simples possibilidade de indicação do magistrado à vaga no STF aterroriza setores da imprensa e organismos alinhados à ideologia de viés esquerdista, como a OAB do Rio de Janeiro, que surpreendendo  os próprios afiliados emitiu uma nota de repúdio a Ives Gandra. A OAB defende  a desconstrução da sociedade brasileira baseada nos valores judaico-cristãos e atrai a eles pechas das quais não fazem parte: “Esperamos que as autoridades estejam empenhadas em modificar a nossa tradição patriarcal e, por consequência, a cultura machista e homofóbica, infelizmente até hoje existente em nosso país”. 

Ives Gandra é católico praticante, numerário da Opus Dei. “As demais posturas que adoto em defesa da vida e da família são comuns a católicos e evangélicos, não podendo ser desconsideradas “a priori” numa sociedade democrática e pluralista”. 

Confira a íntegra da nota de Ives Gandra

Diante de notícias veiculadas pela imprensa, descontextualizando quatro parágrafos de obra jurídica de minha lavra, venho esclarecer não ter postura nem homofóbica, nem machista. Deixo claro no artigo citado, de 70 páginas, sobre direitos fundamentais, que as pessoas homossexuais devem ser respeitadas em sua orientação e ter seus direitos garantidos, ainda que não sob a modalidade de matrimônio para sua união. Por outro lado, ao tratar das relações familiares, faço referência apenas, de passagem, ao princípio da autoridade como ínsito a qualquer comunidade humana, com os filhos obedecendo aos pais e a mulher ao marido no âmbito familiar, calcado em obra da filósofa judia-cristã Edith Stein, morta em campos de concentração nazista.

O compartilhamento da autoridade sempre me pareceu evidente, tendo sido essa a que meus pais casados há 58 anos viveram e a qual são seus filhos muito gratos. Por outro lado, cabe lembrar que fui relator no Plenário do TST do processo que garantiu às mulheres o direito ao intervalo de 15 minutos antes de qualquer sobrejornada de trabalho, decisão referendada pela Suprema Corte.

As demais posturas que adoto em defesa da vida e da família são comuns a católicos e evangélicos, não podendo ser desconsideradas “a priori” numa sociedade democrática e pluralista”.

 

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