Ancoradouro

O cultivo espiritual em tempos de conectividade

Obra reflete sobre o valor da pausa e do silêncio para a qualidade de vida espiritual.

Livro tem o selo da Editora Paulus.

Lançado pela PAULUS Editora, o livro O cultivo espiritual em tempos de conectividade, escrito por Francisco Galvão, ssp, aborda o desafio e a necessidade de se cultivar a paz espiritual em meio a tanta interatividade, conexões e entretenimentos do mundo moderno.  O volume apresenta reflexões profundas e audaciosas que, na visão do autor, “transcendem à dimensão puramente religiosa e se voltam para as questões mais elementares da condição humana”.

A obra foi escrita em meio à agitação de São Paulo e o silêncio de Medellín, na Colômbia. Ainda segundo o autor, a composição nasceu num contexto bastante privilegiado de silêncio e recolhimento, “desconectado” de tudo, inclusive das redes sociais. “Não foi fácil, mas era necessário. Eu precisava tomar decisões importantes na vida, e nada melhor que a escuta interior para nos reconduzir à escolha certa”, diz.

O autor começa a reflexão trazendo as seguintes questões: “Facebook, WhatsApp, Instagram, Twitter, Snapchat, Linkedin, YouTube… Quantos perfis você possui? Quantas horas você passa navegando? Ou melhor, em que momentos do dia você não está conectado? Em meio a tanta conectividade, você ainda encontra tempo para o cultivo espiritual?”.

 

Para Galvão, “o homem nunca esteve tão conectado e, ao mesmo tempo, tão distante de sua interioridade como nos dias atuais”. Por isso, ele deve reencontrar o caminho de regresso à sua morada interior: “Seja na prática de contemplar a natureza, seja no contato afetivo com outro ser, seja no precioso silêncio diante de si mesmo ou de uma obra de arte… Todos nós necessitamos de transcendência para encontrar sentido”, afirma.

Para ele, o excessivo encantamento das redes sociais pode nos tornar indispostos à disciplina espiritual. “Se a mente está inquieta demais, o silêncio não repousa e a oração não frutifica em nós”, adverte. Segundo Galvão, “andamos tão apressados e cheios de coisas a realizar que, muitas vezes, sobra pouco espaço para a escuta interior e o cultivo de uma espiritualidade que supere o ritualismo da prece pronta. Por isso, facilmente erramos em nossas escolhas tornando-nos, cada vez mais, impacientes com os outros e inseguros em relação ao futuro”.

A obra tenta, de maneira sutil e despretensiosa, cumprir a tarefa de despertar no leitor um novo olhar sobre o sentido da vida, a felicidade, a resiliência, o sofrimento, a religião e a espiritualidade – tudo isso integrado ao contexto da vida conectada. O autor explica que o livro foi inspirado na sabedoria espiritual de grandes nomes do cristianismo, como Henri Nouwen, Thomas Merton, Romano Guardini, Bento XVI, Papa Francisco, mas também na sutileza poética de Clarice Lispector, Etty Hillesum, Teresa de Ávila, Dalai Lama, Viktor Frankl e Zygmunt Bauman.

Francisco Galvão é religioso Paulino, natural de Viçosa do Ceará. Mestrando em Comunicação Social pela PUC-Minas. Graduado em Teologia pela Faculdade São Bento de São Paulo. Publicou Resiliência: um sopro de esperança pela PAULUS Colômbia. Organizou os livros Viver o amor e Viver a misericórdia, com pensamentos do Papa Francisco, pela PAULUS Brasil.

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