Futebol do Povo

As lições de Samy, a quem seremos sempre gratos

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No dia 25 de outubro deste ano, Samy pegou um lápis e toda a sua esperança para escrever uma carta ao Papai Noel. Com fé genuína e letra de forma firme, fez seu pedido: “Quero ganhar as blusas para o time de futebol de 10 crianças. Gosto muito de jogar bola. Se não puder gostaria de ganhar uma bola”.

Samy não pensou só nele. O menino poderia perfeitamente ter desejado uma bicicleta, um skate ou qualquer outro brinquedo para usar sozinho. Era até natural, como a maioria faz, sem que haja problema algum com isso. Mas não. Ele pensou além. Pediu algo que serviria para ele e mais uma dezena de crianças. E como alternativa, caso o Papai Noel não pudesse dar o jogo de camisas, que tentasse dar uma bola, justamente para que ele aproveitasse com os outros amigos e amigas.

A atitude de Samy é inspiradora. Aluno de uma escola pública municipal de Fortaleza, foi ele quem deixou lições necessárias e perenes. Altruísmo, gentileza, bondade e educação participativa.

Não raro releio a carta de Samy. Agradeço tê-la recebido das mãos da minha colega de redação, Domitila Andrade, que a pinçou com sensibilidade ímpar entre as 50 que os Correios deixaram por aqui. Eu e a equipe de Esportes do Grupo O POVO fomos privilegiados de poder ajudar comprando tanto o jogo de camisas como a bola. E até hoje pensamos na alegria dessas crianças quando receberam o pacote. Mal sabem elas que fomos nós, através delas, que efetivamente ganhamos um presente.

Em tempo: o Blog ficará alguns dias sem atualização, mas volta no começo de janeiro; obrigado pela gentileza da grande audiência nesta temporada, pelos comentários e que cada um tenha, na medida dos seus desejos, dias agradáveis pela frente; até a volta.