GIRO LUSÓFONO

Estudante cearense ganha medalha de bronze na Olimpíada de Linguística

Equipe medalhista de bronze. (Foto: Divulgação)

Com apenas 16 anos de idade, a cearense Catarina Oliveira conquistou medalha de bronze durante a 20ª Olimpíada Internacional de Linguística (OIL), na competição por equipe. O evento ocorreu entre os dias 26 e 30 de julho, em Praga, na República Tcheca, e reuniu mais de 192 alunos, em 48 equipes, de cerca de 40 países.

“A prova de equipe é muito longa, mas todo mundo se ajuda e dividimos os esforços. Espero que eu ter integrado a equipe que conquistou uma medalha de bronze sirva de incentivo para que mais pessoas queiram participar da olimpíada de linguística. Eu acho que a representatividade é muito importante”, afirmou a Catarina.

Na delegação brasileira havia outro representante do Ceará, Brendon Diniz Borck, e mais seis estudantes de outras partes do País: Ana Luiza Nunes (São Gotardo/MG), Artur Corrêa Souza (Porto Alegre), Gustavo Palote da Silva Martins (Londrina/PR), Jade Yarden Steinmetz (São Paulo), João Henrique Oliveira Fontes (Rio de Janeiro) e Pedro Marinho Rocha (Lauro de Freitas/BA). “Ao meu ver, esse ano o resultado foi muito positivo. Foi a única vez que o Brasil enviou oito pessoas. Tivemos medalha de prata também, há muito tempo não conseguíamos uma colocação tão boa. Foi bem melhor do que eu esperava”, revela Catarina Oliveira.

Além do bronze na premiação por equipes, o carioca João Henrique Fontes, 15, ficou com uma medalha de prata; Gustavo Palote, 17, paranaense, ficou com um bronze e o baiano Pedro Marinho, 16, recebeu uma menção honrosa.

Ao todo, foram distribuídas 60 medalhas individuais (13 de ouro, 17 de prata e 30 de bronze e seis por equipes), três de bronze (Brasil, República Tcheca e Reino Unido), duas de prata (Bulgária e Estados Unidos) e uma de ouro (Estados Unidos). Na colocação geral, as duas equipes brasileiras ficaram entre as dez melhores colocadas, em quarto e oitavo lugares. A equipe medalhista de bronze foi composta por Catarina Oliveira, João Henrique, Gustavo Palote e Ana Luiza.

Apoio da embaixada brasileira na República Tcheca
O Ministro-Conselheiro do Brasil na República Tcheca, Acir Pimenta Madeira, que recebeu a equipe do Instituto Vertere e do Equitas (patrocinadores das equipes brasileiras na Olimpíada Internacional de Linguística), afirmou que os esforços para despertar e estimular nos estudantes a paixão pelo conhecimento são dignos de louvor. “Um evento olímpico como este, que reúne estudantes de diversas nacionalidades, é uma janela para o mundo. A oportunidade que estes estudantes têm é fantástica e tenho certeza de que, ao voltarem para o Brasil, se tornarão defensores entusiasmados da olimpíada e dedicados multiplicadores da experiência vivida no campo do conhecimento. Nossa educação precisa de mais iniciativas como esta. Na qualidade de representante do Estado Brasileiro na República Tcheca, a Embaixada manifesta todo o apoio à causa”.

Segundo Daniel Lavouras, Diretor do Instituto Vertere, o trabalho de base que envolve treinamento e suporte sócio-emocional tem sido fundamental para atingirmos resultados cada vez melhores. “Ano passado, saímos de Dublin (IE) com uma menção honrosa, este ano, saímos com a menção, três medalhas e excelente colocação por equipes. Isso, junto com o inédito resultado da equipe brasileira na Olimpíada Internacional de Química, mostra que estamos conseguindo fomentar no País uma cultura olímpica, o que é fundamental para a transformação de nossa educação. As lideranças das equipes estão de parabéns!”.

Segundo a medalhista cearense Catarina Oliveira, o treinamento e suporte sócio-emocional recebido antes da viagem a Praga foi fundamental. “Achei muito legal o treinamento que fizemos antes da viagem. Foi longo, mas muito proveitoso. Tivemos várias dicas, listas de questões e apoio emocional. Eles sempre diziam que na hora da prova não é importante só o que você sabe, mas sim saber controlar a emoção. Praticamente, todo mundo que está competindo têm o mesmo nível de conhecimento, por isso a importância de saber controlar o lado emocional”, contou a estudante.

A jovem fez questão de enfatizar que a medalha alcançada não é só dela, mas de toda a equipe. “Foi uma conquista da equipe. Todos foram muito importantes”, destacou Catarina.

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