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Modelos de investimento: qual deles se aplica melhor ao seu negócio?

Foto: Pexels/Pixabay

Estar seguro na hora de saber qual o investimento mais indicado em sua empresa é fundamental. Conheça diferentes formas de aplicação de capital

Investir em um negócio não é tarefa fácil. Após já ter em mente como atrair o público-alvo, fazer o planejamento, a análise de mercado, chegou a hora de investir capital. Há muitas maneiras de impulsionar sua empresa e existem vários modelos de investimento, com cada um se adequando ao tipo de negócio que será aberto. É necessário saber qual destes se encaixa melhor no que você, empreendedor, irá utilizar.

Ter dúvidas é natural e, segundo a mestra em Engenharia de Produção e especialista em consultoria para pequenos negócios Alice Mesquita*, é importante saber o quanto se deve investir. Para isso, é necessário realizar um planejamento prévio, entender qual o público do empreendimento e a capacidade produtiva. Ou seja, é necessário montar um plano de negócio para ficar claro em que e quanto investir.

Investimento próprio
A principal vantagem do investimento pessoal é que o empresário terá autonomia para decidir sobre as nuances do que será investido, sem a pressão para obtenção do retorno do capital aplicado em curto prazo. A prática, porém, o deixará limitado ao montante aplicado.

Existem vários negócios com baixo investimento para quem vai começar e tem poucos recursos, como as microfranquias. Alice cita exemplos de pequenos salões de beleza, lanchonetes, negócios que têm como base o artesanato, costura sob encomenda, cuidador de idosos, cuidador de animais, dentre outros. Geralmente, quem se enquadra como Microempreendedor Individual (MEI), profissionais autônomos e que possuem registro de pequeno empresário.

Crédito bancário
Normalmente, os bancos não emprestam o valor total necessário para iniciar o negócio. Por conta disso o empresário precisa aportar uma contrapartida. A especialista fala que a grande vantagem do crédito bancário é a aceleração do tempo de abertura do negócio caso o empreendedor não tenha o valor integral necessário. “Outro benefício é não imobilizar o capital do empresário. Esse valor servirá como capital de giro necessário para manter o negócio principalmente nos primeiros meses em que a empresa ainda está ganhando mercado”, afirma.

O empreendedor que tem como opção o financiamento bancário deve ficar atento aos juros e prazo de pagamento. E, de preferência, que o valor a ser financiado seja para o investimento fixo, que geralmente tem juros mais baixos e maiores prazos para pagar. “É importante saber a sua capacidade de pagamento para não comprometer o desempenho da empresa”, aconselha a especialista.

Colaboração
O investimento pode vir por meio de um sócio, de fundos de investimento, de um investidor anjo, ou quando uma pessoa que aplica o próprio capital em uma empresa recém criada. Outra opção é o crowdfunding, financiamento coletivo obtido por meio de uma plataforma online, que permite que pessoas físicas ou jurídicas interessada no projeto ofereçam dinheiro em troca de recompensas, que variam de acordo com o valor do depósito.

*Alice Mesquita é articuladora de atendimento do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará (Sebrae/CE)

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