Plínio Bortolotti

Jornalista quer criar “Selo Azul” para redações livres de “sem diploma”

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Mico-leãoSegundo o Bahia Notícias, o jornalista Ipojucã Cabral, diretor da Associação Baiana de Imprensa (ABI) vai iniciar uma campanha para “valorizar a profissão”.

O jornalista pretende  criar o “Selo Azul” para dar reconhecimento  às redações que só contratam jornalistas com diploma específico para o exercício da profissão.

“Não há incongruência, não há incompatibilidade entre a exigência do diploma para o exercício do jornalismo e o princípio constitucional da liberdade de expressão. Qualquer cidadão brasileiro pode manifestar sua opinião e pensamento livremente através dos veículos de comunicação. Mas o exercício cotidiano do jornalismo, este sim, deve ser feito por profissionais com nível superior, portanto, com diploma”, diz Ipojucã.

Vamos lá

Ok, de fato, inexiste confronto entre liberdade de expressão e a regulamentação da profissão de jornalista.

Agora, criar um “Selo Azul” para “certificar” redações parece uma iniciativa inócua, um pouco ridícula e fadada ao fracasso.

O selinho vai dar a impressão que jornalista é uma tipo de espécie em extinção, que precisa ser protegido da invasão bárbara.

[Por indicação de @elianecurvello]

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