Plínio Bortolotti

Lampião passa por Barbalha, chega a Juazeiro e ganha patente militar

Rua principal de Barbalha, pode onde Lampião e seu bando passaram em 1926, em direção a Juazeiro, onde ele receberia a patente de capitão

Rua principal de Barbalha, pode onde Lampião e seu bando passaram em 1926, em direção a Juazeiro, onde ele receberia a patente de capitão

Foi pela rua principal de Barbalha, na foto acima, que Lampião passou em direção a Juazeiro do Norte, convocado a participar do “Batalhão Patriótico”, milícia criada por Floro Bartolomeu para combater a Coluna Prestes. Há divergência entre os historiados se Padre Cícero sabia do convite a Lampião.

O bandoleiro foi atraído a Juazeiro, em 1926, onde chegou com cerca de 50 homens, com a promessa de receber a patente de capitão e ter anistia para seus crimes, em troca do enfrentamento à coluna dos tenentes.

No entanto, na cidade não havia ninguém que pudesse dar a patente a Lampião. A única autoridade federal na cidade era um engenheiro agrônomo, inspetor agrícola federal, e foi ele que escreveu o documento da patente, assinando-o.

Segundo Leonardo Mota, foi o próprio agrônomo Pedro Albuquerque Uchoa, o homem que assinou a patente de Lampião, quem lhe contou a história. Segundo Uchoa, foi o Padre Cícero quem o chamou à sua presença – pois Lampião queria a patente que lhe fora prometida de qualquer modo – orientou-o como escrever o texto, mandando-o assinar, com o argumento que o agrônomo era a “única autoridade federal” em Juazeiro.

Lampião ganhou a sua “patente” por quem não tinha autoridade para concedê-la, nunca enfrentou a Coluna Presntes, mas passou a ser chamado de “capitão”.

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