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Reviravolta ameaça tirar de RC partido que lhe daria maior tempo de TV

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Ex-aliado do PT e PDT no Ceará, Adail se afastou da base após votar pelo impeachment de Dilma na Câmara (Foto: Reprodução/Facebook)

Ex-aliado do PT e PDT no Ceará, Adail se afastou da base após votar pelo impeachment de Dilma na Câmara (Foto: Reprodução/Facebook)

Afastado do comando do PP desde maio em decisão liminar, o deputado federal Adail Carneiro voltou ao comando do partido em decisão da desembargadora Vera Lúcia Correia. Tomando controle da sigla de aliados de Roberto Cláudio (PDT), a ascensão de Adail é má notícia para candidatura do prefeito à reeleição.

Atualmente com 47 deputados federais, o PP tem a quarta maior bancada do País na Câmara, atrás apenas do PMDB, PT e PSDB. Como o PMDB e PSDB estão com Capitão Wagner (PR) e o PT lançou Luizianne Lins pré-candidata, o PP é, entre siglas da base do prefeito, a que garantiria maior tempo de propaganda em Rádio e TV à sua candidatura.

Antes da reviravolta, PP era dado como certo na base de RC. Caso consiga atrair a sigla, Capitão Wagner teria adesão de três dos quatro maiores partidos do País, além do Solidariedade – de bancada similar à do PDT. Roberto Cláudio, por sua, tenta contornar a situação investindo em ampla aliança com legendas menores – com até 15 siglas, arco do prefeito é de longe o maior da eleição.

Partido em conflito

Ex-secretário de Camilo Santana (PT), Adail Carneiro chegou ao comando do partido em abril após “trair” o governador e votar pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) na Câmara. O voto agradou a presidência nacional do PP, que exonerou comando da sigla simpático à presidente afastada no Ceará e premiou Adail com o espaço.

Antes de votar pelo impeachment, Adail havia se reunido com Dilma e Camilo, onde se comprometeu a votar contra a proposta. Meses antes, em passagem do ex-presidente Lula (PT) a Fortaleza, o deputado subiu em palanque com o petista e gritou “não vai ter golpe”.

Antes partido de menor expressão no Estado, o PP cearense ganhou grande peso nos últimos meses, após o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PDT), articular migração de seis deputados estaduais e diversos prefeitos para a sigla. Grupo de Zezinho havia retomado o controle da legenda em decisão liminar, que agora dá lugar novamente a Adail.

Sem vetos ou “caça às bruxas”

Em entrevista ao Blog Política, Adail Carneiro disse não possuir “qualquer restrição” a nenhum dos pré-candidatos à Prefeitura de Fortaleza e que espera convite de RC para uma conversa. “Tenho conversado com todos os pré-candidatos, menos com o prefeito”, disse. Adail nega ainda extinguir diretórios ou perseguir desafetos na sigla.

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