Política

Prometer corte de cargos comissionados é “sinal de inexperiência”, diz RC

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Roberto Cláudio participa de entrevista ao vivo (Foto: reprodução / Facebook)

Roberto Cláudio participa de entrevista ao vivo (Foto: reprodução / Facebook)

Candidato à reeleição, Roberto Cláudio (PDT) alfinetou o adversário Capitão Wagner (PR) em entrevista ao vivo concedida na manhã desta quinta-feira, 13, no Facebook do O POVO Online. O prefeito afirmou que “fazer um corte assim, prometer sem nem entender a natureza da administração pública é sinal de inexperiência, de uma promessa que não encontra conexão com a realidade administrativa”. 

De acordo com Roberto Cláudio, dois terços dos cargos comissionados são ocupados por diretores de escolas e de postos de saúde e coordenadores pedagógicos. Sobre a promessa de Wagner de congelar o seu salário e o de secretários municipais caso venha a ser eleito, o prefeito disse que “a gente tem que ter muito cuidado com essa história do ‘faça o que eu digo, não faça o que eu faço'”. 

O meu opositor anda em carro alugado da Assembleia, podia muito bem dar o exemplo cortando o aluguel. Eu desde o primeiro ano ando no meu carro. Nunca usei o carro oficial pra andar em canto nenhum e nunca fiz disso discurso político”, alfinetou. 

Apoios

O prefeito também falou sobre os apoios conseguidos com candidatos derrotados no primeiro turno. Ele disse que incorporou propostas do deputado estadual Tin Gomes (PHS) e de deputado federal Ronaldo Martins (PRB). O compromisso é o de garantir atividades em equipamentos públicos para estudantes que não estão em escolas de tempo integral e criar uma rede de saúde integral do idoso em hospitais e postos de saúde.

Questionado se haveria espaço para todos os partidos que estão o apoiando agora num eventual segundo mandato, ele disse que não prometeu cargos para as legendas, mas voltou a defender as alianças políticas.  “É muito importante que a gente tenha governabilidade”.

Militância paga

Com o maior gasto de campanha ligado a atividades de militância, o prefeito questionado se isso não demonstraria que a maior parte da sua militância é paga e não voluntária. Em resposta, ele disse que não e defendeu atenção a candidaturas que não declaram os gastos. Perguntado se não seria um gasto muito grande, disse: “Muito ou pouco, quem julga isso? Tem que saber se é legal ou ilegal”.

Sobre a presença de políticos do interior do Estado na sua campanha neste segundo turno, ele disse que “isso não constrange ninguém” e que “está absolutamente dentro da lei”.

Dia da eleição

O prefeito também foi questionado sobre a quantidade de santinhos da sua candidatura no dia da eleição, 2 de outubro, espalhados pela cidade. Na sua resposta, aproveitou para continuar alfinetando o adversário. “Sujeira é sempre muito ruim pra fortaleza, a gente lamenta qualquer tipo de excesso, você sabe que na campanha a gente não tem como controlar as ações de grande parte da militância”.

“Infelizmente, tivemos um fato muito mais grave do que o santinho na rua, tivemos excessos que atentaram contra a expressão mais democrática da população na cidade, excessos individuais, não de uma corporação, mas de policiais militares fardados”, afirmou. “Há uma vinculação clara entre uma candidatura e uma corporação. Tanto foi identificado boca de urna por parte de militares fardados como o que é mais grave, expressões violentas, pessoais, contra diversos eleitores”.

Na última terça-feira, 11, em entrevista ao vivo na página do O POVO Online, Wagner falou que ele não tem “ingerência” sobre a categoria. “O prefeito deu uma declaração muito infeliz dizendo que houve coação por parte dos policiais. Ele está mostrando que o governador (Camilo Santana) é incompetente, que o governador não tem pulso sobre sua tropa”, disse.

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