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Surfe feminino brasileiro: mostrando a cara pelo mundo

A cearense Silvana Lima foi duas vezes vice-campeã mundial de surfe (Foto: WSL/John Ferguson)

Você já leu como se deu o surgimento do surfe feminino no Brasil e como ele se desenvolveu com a criação do Circuito Nacional. Nunca foi fácil para as nossas surfistas, mas mesmo com todas as dificuldades elas conseguiram se colocar entre as melhores do mundo. E é essa história que vamos contar agora.

A aventura em outros mares

A primeira brasileira a se aventurar no Circuito Mundial foi Andrea Lopes, em 1991. Além de ser a pioneira verde e amarela entre as melhores do mundo, ela também foi a primeira mulher de nosso país a vencer um evento da elite do surfe. Em 1999, Andrea conquistou o Rio Marathon Surf International, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Andrea Lopes foi a primeira brasileira a vencer uma etapa na elite (Foto: Marcus Mendonça/Inside Now)

Andrea Lopes pavimentou a trilha do surfe para que outras brasileiras chegassem ainda mais longe no cenário internacional. Campeã mundial amadora em 1993, vice em 1995 e primeira surfista da história a tirar uma nota 10 na Divisão de Acesso, em 1996, a cearense Tita Tavares também chegou a elite do esporte.

Quem também brilhou internacionalmente foi Jacqueline Silva. A catarinense foi campeã da Divisão de Acesso em 2001 e chegou ao incrível vice-campeonato mundial no ano seguinte. Um feito histórico entre homens e mulheres brasileiros até aquele momento. Foram 11 temporadas na elite e dois títulos, em Honolua Bay (Havaí) e na Gold Coast (Austrália).

Jacqueline Silva foi vice-campeã mundial em 2002 (Foto: Losborrachos.com)

O ano de 2008 é importante para o surfe feminino competitivo brasileiro. Foi nesta temporada que a cearense Silvana Lima ingressou no Circuito Mundial para fazer história. Logo em seu ano de estreia, Silvana conseguiu o vice-campeonato mundial, feito que repetiria no ano seguinte. Nas duas vezes ela foi superada apenas pela australiana heptacampeã mundial Stephanie Gilmore.

Até hoje foram quatro vitórias entre as melhores do mundo. Duas em 2009, uma em 2010 e a última em Trestles, em 2017. A mais emblemática delas veio na mais antiga e tradicional etapa do Circuito Mundial, em Bells Beach, na Austrália.

Silvana é a guerreira do surfe feminino competitivo brasileiro. De família pobre, a cearense começou a pegar onda em portas de madeira por não ter dinheiro para comprar uma prancha. Mesmo com todos os resultados espetaculares, sempre sofreu com a falta de apoio, patrocínios, rebaixamentos e com a desconfiança, mas nunca desistiu e segue na luta para ser a primeira brasileira a conquistar o título mundial de surfe.

Nova integrante da tempestade brasileira

Nascida em Porto Alegre e radicada no Havaí, Tatiana Weston-Webb defende a bandeira brasileira (Reprodução/Instagram)

Desde abril, as chances de um inédito título mundial feminino brasileiro aumentaram consideravelmente. Filha de pai inglês e mãe brasileira, Tatiana Weston-Webb nasceu em Porto Alegre, mas sempre competiu pelo Havaí, onde cresceu e desenvolveu seu surfe. Ela tem dupla nacionalidade e em 2018 optou pelo verde e amarelo.

Tati afirmou à época, que tomou a decisão de olho nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. O Comitê Olímpico Brasileiro a convidou e ela aceitou, deixando claro que participará de todas as seletivas que forem necessárias para conquistar uma das duas vagas destinadas ao país.

Em 2018, Tati teve seu melhor resultado como surfista profissional, terminando a temporada como a quarta melhor surfista do mundo. Disputando a primeira divisão do esporte desde 2015, ela conquistou um título até agora e chegou a outras cinco decisões.

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