Ancoradouro

Pesquisa Não Revela Dados sobre a Religiosidade do Brasileiro

Pnad é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A última aconteceu nos meses de Outubro a Dezembro do ano passado e contemplou 150000 domícílios. Na Pnad 2008 uma novidade foi o suplemento saúde, um questionário com 161 perguntas objetivando obter dados sobre a saúde da mulher, planos de saúde, etc.

Uma coisa me chamou a atenção na apresentação dos dados da Pnad 2008, nada sobre a religiosidade do brasileiro foi  divulgado. Muito estranho. Pesquisou-se sobre a posse de DVD, automóvel e motocicleta pelos brasileiros e nada foi perguntado sobre a vida espiritual de um povo que é explicitamente religioso?!

A nação que em menos de um século mudou de raça, idade e condição será que deixou de acreditar em Deus? Duvido. Senti falta de informações sobre esse aspecto de relevância para a população brasileira.

A volta dos católicos à Igreja, o crescimento das denominações evangélicas, a efervecência da RCC, o fenômeno  das Novas Comunidades e Movimentos Eclesiais, as expressões de espiritualidade oriental são fatos em nosso território e como tal deveriam ter sido contemplados numa pesquisa como essa que revela uma radiografia dos domicílios.

Vale lembrar que a nação brasileira é profundamente religiosa ainda que as estatísticas não relevem esse dado.

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Nenhum comentário

  • Romão disse:

    Por que o povo brasileiro não pode deixar de acreditar em deus? É algum mal? Talvez seja um sinal de que o povo esteja começando ter uma noção mínima de crítica e auto-questionamento o que é a base do pensamento científico e não do pensamento dogmático passado pelas maioria das religiões. Eu não acredito é nessa nação profundamente religiosa que você afirma… não faço parte dela desde que começei a ler, entender e me questionar sobre a veracidade do que eu lia…

  • Thiago disse:

    O que me chamou atenção neste post foi como um jornal permite que seja publicado em seu site um texto com tantos erros básicos (e, por isso, graves) de português. Os jornais de Fortaleza deveriam prezar pela paciência dos leitores. Infelizmente, isso não acontece.

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