Ancoradouro

Missa "alternativa" de padre Beto é sacrílega

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Padre Beto, de  Bauru (340 km de São Paulo), foi excomungado da Igreja depois de protagonizar uma série de vídeos criticando e se colocando contra ensinamentos  milenares da instituição que ele mesmo havia livremente jurado fidelidade.

Padre Beto desertou da Igreja.

Padre Beto desertou da Igreja.

Enfeitiçado pelo canto da sereia da mídia o padre excomungado não quer mais sair dos holofotes. Já escreveu livro e agora passou a celebrar o que a imprensa chama erroneamente de “missa alternativa”, um culto que embora faça o arremedo do rito católico romano é ilícito pela condição do celebrante. De fato trata-se de uma missa sacrílega já que o padre, além da suspensão do sacramento da Ordem encontra-se apartado da Igreja.

O local escolhido para a celebração foi um clube recreativo e as músicas nem de longe lembram as canções litúrgicas. Como noticiou o Portal UOL, compuseram o rito “pirata”,  “Tempos Modernos” e “Toda Forma de Amor”, de Lulu Santos; “A Paz”, de Zizi Possi; e “Eu quero apenas”, de Roberto Carlos. A comunhão foi ao som de “Imagine”, de John Lennon.

De acordo com a reportagem o padre excomungado cogita abrir uma denominação religiosa.

Código de Direito Canônico

O Código de Direito Canônico, conjunto de ordenamentos que regulam a Igreja Católica prescreve no cânon  1331 § que o excomungado é proibido de celebrar.

Confira a íntegra do cânon:

Ao excomungado, é proibido:

1) Tomar parte como ministro na celebração da Eucaristia ou de qualquer outra cerimônia de culto público;

2) Celebrar os sacramentos e sacramentais e receber qualquer sacramento;

3) Exercer funções ministeriais eclesiásticas e e realizar atos de governo. Estas proibições são acionadas «ipso iure» a partir do momento mesmo em que se incorre na penalidade «latae sententiae». Não há necessidade, portanto, que intervenha nenhuma autoridade que imponha ao sujeito tais proibições: a consciência do próprio crime é suficiente para que aqueles que incorreram nas sanções, sejam impelidos diante de Deus a abster-se de tais atos, caso contrário, cometem um ato moralmente ilícito e, portanto, sacrílego.

 

 

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