Ancoradouro

Polícia afirma que latrocínio de padre tem indícios de premeditação

O corpo de Padre Adriano da Silva Barros, de 36 anos, foi encontrado  na quarta-feira, dia 14, em Manhumirim, Minas Gerais. O sacerdote estava desaparecido desde a terça-feira, quando foi vistar sua mãe na cidade de Martins Soares.

Padre Adriano foi roubado, assassinado e teve o corpo carbonizado.

A Polícia Civil prendeu um suspeito pelo crime classificado de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, e acredita que pelo menos mais duas pessoas tenha participado  da barbárie. “Houve agressões contra a vítima e quando perceberam que o padre não trazia nada de valor, apenas seus pertences, reviraram todo o veículo, espalharam os documentos, e depois, ao que tudo indica, como já haviam premeditado, executaram Padre Adriano”, conta o delegado da Polícia Civil de Manhumirim, na Zona da Mata, Carlos Roberto Sousa.

Após o latrocínio, os bandidos  atearam fogo no corpo do padre para dificultar o reconhecimento e fugiram com o veículo para o Estado do Rio de Janeiro, onde o carro seria entregue como pagamento de uma dívida do tráfico. “Um irmão do preso estava devendo uma carga de drogas. Tinham compromisso para nesta semana pagarem de 20 a 30 mil Reais de um carregamento de entorpecentes que fora apreendido. Ao que tudo indica, planejaram o crime de roubar o carro, e conseguirem mais algum valor do sacerdote, pois  acreditavam que o padre andaria também com  recursos oriundos de ofertas de alguma Missa ou evento religioso”, comenta o delegado.

O bandido  preso conduziu a Polícia para onde a vítima foi levada. “Os indivíduos o atraíram, talvez com pedido de ajuda ou por algum  vínculo através da paróquia”, destaca o policial. A delegacia continua com as diligências no local onde aconteceu o crime. “Vamos continuar com as investigações. Podemos afirmar, não foi crime passional, foi um latrocínio, e  premeditado. Isso quer dizer que, quando abordaram o padre, já pretendiam eliminá-lo”, assevera o delegado.

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