Artesanato da Mente

Ideias geniais contidas na crônica “Ostra feliz não faz pérola” de Rubem Alves

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Esses dias estava assistindo a uma Live super bacana no Youtube com a Mariana Alves (neta do Rubem Alves) e a Raquel Alves (filha dele), no seu canal chamado “Arquiteta do sensível” e fiquei encantado com tudo que foi dito a respeito do livro “Ostra feliz não faz pérola” e da sabedoria do mestre Rubem Alves.

Num determinado trecho da Live, a Mariana falou algo sobre a crônica “Ostra feliz não faz pérola” que até então não tinha pensado e venho compartilhar com todos vocês nesse texto. Ela comentou que as ostras, de um modo geral, ficam bastante tempo com suas conchas abertas, mesmo com a possibilidade real de a qualquer momento algum grão de areia entre na sua carne frágil e cause uma dor imensa, dor esta que faz com que ela produza uma pérola para sarar o desconforto gerado pelo grão de areia.

É esse o principal motivo de o Rubem escrever que as ostras felizes não fazem pérola, porque estas são fruto da dor da ostra com um grão de areia fincado na sua carne.

E ela complementa dizendo que se as ostras ficassem com as conchas fechadas o tempo todo, elas literalmente não conseguiriam viver, porque sua alimentação só pode acontecer se a concha ficar aberta.

Daí podemos levar para a nossa própria vida e relacionar com o nosso medo. Muitas pessoas vivem com tanto, mas tanto medo, que deixam de viver, não têm brilho no olhar, não se permitem errar, tentar, mudar de rota, fazer coisas diferentes etc.

A sabedoria que podemos adquirir na vida está justamente em pegar os inúmeros sofrimentos que nos são impingidos e transformá-los em belas pérolas. A beleza que surge da dor, da tristeza, do sofrimento… pode tocar fortemente os coração de milhares, talvez até milhões de pessoas, dependendo de qual seja a sua obra.

O Rubem era uma dessas ostras maravilhosas, que transformava suas dores e sofrimentos em poesia, em crônicas, em livros e belas estórias. Essa perspectiva muda tudo na nossa vida! Com ela nós podemos sair de tanto vitimismo, que infelizmente ainda assola boa parte das pessoas.

Nessa hora eu acabo me lembrando do grande Eduardo Marinho, que sempre fala quando questionado que: “A dor e o sofrimento tem um aspecto didático na nossa vida, e não um aspecto dramático…”. Se ficarmos no drama não aprendemos as lições que a vida têm pra nos ensinar, não produzimos essas pérolas. Porém, se aprendemos as lições, essas lindas pérolas servirão para embelezar o nosso ser e ainda poderão ajudar outras pessoas a também aprenderem com o que nós vivenciamos e conseguimos vencer. Percebe como isso é lindo e extremamente proveitoso?

Eu fico maravilhado com a obra do Rubem Alves porque sempre podemos aprender algo novo, sempre podemos enxergar suas estórias por novos ângulos e extrair as mais diversas sabedorias e aprendizados. Mais uma vez agradeço imensamente por ele nos ter deixado um legado tão maravilhoso!

E pra concluir, quero compartilhar com vocês essa Live para que tenham essa e diversas outras reflexões incríveis que foram levantadas…

 

 

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2 Comentários

  • JOSÉ TEÓGENES ABREU disse:

    Meu caro Isaías, Paz e Bem!

    Desconhecia esse mecanismo das ostras. Que artifício magnífico e ricamente alegórico!
    Felicito-o pelo enfoque.
    Um abraço, Teógenes

    • Isaias Costa disse:

      Muito obrigado meu amigo! Aproveito o seu comentário pra te instigar a ler esse belo livro dele viu? Tenho certeza que tu vai gostar. Esse livro é super fácil de encontrar, em todas as grandes livrarias tem. Abração e tudo de bom!!

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