O sociólogo italiano Francesco Alberoni afirma que “podemos descrever o nosso ódio, o nosso ciúme, os nossos medos e as nossas vergonhas. Mas não a nossa inveja”. No prefácio do livro Mal Secreto, o jornalista Zuenir Ventura expressa uma ideia semelhante: “O ódio espuma, a preguiça se derrama, a gula engorda, a avareza acumula, a luxúria se oferece, e o orgulho brilha. Só a inveja se esconde”. Ou pelo menos ela tenta se esconder, ainda que na maioria das vezes acabe sendo traída pelo olhar — aliás, o sentido da visão está incrustado na própria etimologia da palavra “inveja”.
No episódio de hoje, Pati Rabelo e Heráclito Pinheiro conversam sobre o que alguns pensadores disseram a respeito da inveja e tentam jogar um pouco de luz sobre esse sentimento que “o sujeito não confessa nem ao padre, nem ao psicanalista e nem ao médium depois de morto” (RODRIGUES, Nelson).
Usando novamente as palavras do mestre Ventura, bem-vindo a um jogo onde o importante não é o que se ganha, mas o que o outro perde.
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Instagram: @assim_caminha
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Apresentação: Pati Rabelo e Heráclito Pinheiro
Roteiro: Pati Rabelo
Consultoria: Heráclito Pinheiro
Edição: Mariana Vieira
Áudio: André Silvestre
Arte da Vitrine: Pati Rabelo
Curadoria de Instagram e Blog: Pati Rabelo
Comercial: Heráclito Pinheiro
Coordenação de Produção: Chico Marinho
Estratégia Digital: João Victor Dummar