Clube da Luta

Final do TUF: Noite não foi boa para os brasileiros, mas sábado que vem promete

Só agora tive condições de preparar um post sobre a final do reality show do UFC, o The Ultimate Fighter (TUF), edição 13, na noite de sábado. Tony Ferguson, aluno do ex-dono do cinturão dos pesos pesados, Brock Lesnar, enfrentou Ramsey Nijem, da equipe do brasileiro Júnior Cigano. Pena que o aluno do Cigano perdeu o combate. Mas… como a tradição manda que os treinadores do TUF se enfrentem ao final do reality, agora é esperar sábado chegar, para ver o Cigano lutando.

Brock Lesnar não poderá lutar, por motivo de saúde. Em seu lugar, Shane Carwin sobe no octógono. Cigano já avisou: “não pisquem!” Há grandes chances de nocaute.  Se vencer esta luta, é bem provável que Cigano seja escalado para disputar o cinturão dos pesos pesados contra Cain Velásquez. Vamos torcer! Confiram o vídeo promocional da luta.

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Confesso que minha maior expectativa, no último sábado, foi sobre outras duas lutas: Kyle Kingsbury vs Fábio Maldonado (único brasileiro do card) e Anthony Pettis vs Clay Guida. Então, vamos aos comentários:

Kyle Kingsbury vs Fábio Maldonado

Fábio Maldonado, que fez sua segunda luta sábado, no UFC, é boxeador e tem 18 vitórias, sendo 12 por nocaute, três por finalização e três por decisão dos juízes, o que evidencia o poder do seu punch. A luta foi bem movimentada e disputada. Maldonado sofreu algumas quedas do norte-americano e, na luta em pé, Kyle o clinchou e tentou encaixar joelhadas, bem defendidas pelo brasileiro. A envergadura do americano influenciou na estratégia de Maldonado, que dependia da curta distância, mas precisava sempre ter cuidado para não se expor às quedas.

Desde o primeiro round, Maldonado investiu nos socos na linha de cintura para minar a resistência física do adversário. Mas, para mim, ficou claro que Maldonado precisa treinar mais defesa de queda. Wrestler, Kyle derrubava o brasileiro com muita facilidade e mesclava bem socos e chutes. Em desvantagem nos dois primeiros rounds, Maldonado entrou no terceiro com a responsabilidade de decidir a luta. Mas, vencer o último round não foi suficiente para o brasileiro. Em decisão unânime, os juízes deram dois rounds para Kyle e um para Fábio, que perdeu o combate.

Maldonado confessou, em entrevista depois da luta, que “deu mole” e sentiu que poderia nocautear. Eu concordo pois o boxe do brasileiro sempre encontrava o endereço certo. Maldonado afirmou também que se sentiu travado pela estratégia planejada por sua equipe e que faltou confiança pra seguir seus instintos.

Anthony Pettis vs Clay Guida

Pettis atraiu todos os olhares quando deu aquele nocaute impressionante no então dono do cinturão, Ben Henderson, na última edição do WEC – que foi comprado pelo UFC. Escalou o octógono e deu um chute voador em Henderson. Foi, portanto, último dono do cinturão dos leves do WEC. Por outro lado, Guida é quase o diabo-da-tasmânia (no quesito educação e também destruição), o tipo de lutador que parte para o tudo ou nada.

Guida entrou com uma estratégia fixa e impôs seu ritmo na luta, não se arriscando a trocar em pé com Pettis. Controlou os três rounds aplicando quedas e mantendo Pettis com as costas no chão. Apesar de burocrática, a luta no chão foi bem movimentada com algumas  boas tentativas de  finalização por parte de Pettis, sempre bem defendidas por Guida.

A estratégia de Guida foi perfeita, não dando espaço para Pettis, mas confesso que gostaria de ter visto mais trocação entre o estilo não-ortodoxo de Guida contra a apurada técnica de Pettis. A vitória por decisão unânime sobre o campeão do WEC, aproximou Clay Guida de uma disputa pelo título.

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